Agro Notícias
Evento de lançamento da V EXPOPEC traz as tendências de preço, gestão e mercado da carne

Exposição começa em 25 de maio, em Porangatu; Programação técnica reúne especialistas para auxiliar pecuaristas a no planejamento de produção e mercado
O Sistema Faeg/Senar, e seus parceiros – Sindicato Rural de Porangatu, Sebrae Goiás, Instituto para o Fortalecimento da Agro (Ifag), Embrapa e Fundepec Goiás – lançam a V Expopec {Exposição de novas tecnologias voltadas ao desenvolvimento da pecuária}, nesta quinta-feira, dia 28 de abril, no Campo Lab (o hub de inovações para o agro), localizado na Faeg, em Goiânia. O evento começa às 17 horas, e oferecerá um “spoiler” das discussões técnicas e experiências gastronômicas que o público poderá prestigiar na Exposição (a ser realizada de 25 a 28 de maio, em Porangatu, com expectativa de superar a marca de R$ 100 milhões em negócios).
Para o presidente do Sistema Faeg/Senar e deputado federal, Zé Mário, o evento é uma oportunidade para a imersão nas soluções tecnológicas voltadas ao aprimoramento da produção agropecuária no centro-oeste. “Um momento para fomentarmos discussões técnicas e científicas, com valor agregado muito grande, porque permite levar novas tecnologias, colocando à disposição tudo aquilo que a ciência e a pesquisa desenvolvem a favor da pecuária de corte. Áreas que são as grandes responsáveis pelos avanços do setor agro brasileiro, que têm se mantido como forte pilar da nossa economia”, destaca.
Confirmando a tradição de promover debates qualificados que antecipam aos produtores rurais e profissionais do agro, os próximos capítulos do mercado, os organizadores da Expopec farão um bate-papo com o consultor Tayrone Prado e autoridades do setor, sobre a gestão de risco na pecuária de corte, no Lançamento da Exposição. O tema tem tirado o sono dos pecuaristas. Tayrone Prado é instrutor do Senar Goiás, especialista em produção de gado de corte e mestre em ciência animal com enfoque em nutrição de bovinos.
O consultor explica o motivo. “2022 está sendo um ano desafiador para o pecuarista. Estamos com uma super safra de bezerros e o excesso de chuva no centro-oeste afetou a qualidade de pastagens”, diz Tayrone. “O rebanho está grande e temos pouco pasto. Fora estes fatores, muitas áreas de pasto viraram lavoura”, analisa. “Há ainda o alto custo com insumos”, enumera ele. “Então, essa é a hora certa para o pecuarista tomar decisões estratégicas”, adianta o consultor.
Pensando nisso, o foco da programação técnica da Expopec é ajudar o produtor a gerir controle de custos, traçando um paralelo entre oportunidades no mercado nacional, panorama internacional, venda, preço futuro da arroba e confinamento, reforçam os organizadores da Exposição. A equipe afirma que a pauta pode beneficiar a população: porquê ao auxiliar produtores rurais a reduzir custos e melhorar o processo produtivo da carne, o preço dos cortes pode cair para o consumidor final, afirmam.
“Estamos com insumos muito caros e estes impactos refletem no custo de produção”, diz. Há uma alta expressiva nos adubos, somada à crise hídrica na safrinha em boa parte de Goiás e no Mato Grosso”, explica Tayrone. “Ontem tivemos um temporal que detonou plantações em Tôledo. E se olharmos para o mercado externo nos deparamos com os reflexos da crise hídrica na Argentina e no Paraguai, e a de grãos na Ucrânia”, contextualiza o especialista. “A gestão de risco vai ser o grande segredo da pecuária em 2022”, reforça o instrutor do Senar Goiás.
Programação – além de discutir os desafios que afetam a pecuária e estratégias para aumentar a rentabilidade do pecuarista, a V Expopec contará com dezenas de atrações e novidades que serão anunciadas em primeira mão no Lançamento Oficial na Faeg.
Serviço:
Lançamento: 28 de maio, 17h, na Faeg (Rua 87 n.708 St. Sul), em Goiânia.
(O evento começa às 17 horas, e oferecerá um “spoiler” das discussões técnicas e experiências gastronômicas que o público poderá prestigiar na Exposição (a ser realizada de 25 a 28 de maio, em Porangatu)
V EXPOPEC
Data: 25 a 28 de maio de 2022
Local: Parque de Exposições Agropecuárias Hilton Monteiro da Rocha (Av. Brasília n. 1 Porangatu)
Mais informações: expopec.com.br
Instagram: @sistemafaeg
Informações: 62-3096-2226
Comunicação: Sistema Faeg/Senar/Ifag
Agro Notícias
União Europeia oficializa veto à carne brasileira a partir de setembro

A União Europeia (EU) oficializou sua decisão de proibir a importação de carnes, tripas, peixe e mel produzidos no Brasil. O veto deve entrar em vigor a partir do próximo dia 3 de setembro.
Anunciada há quase um mês, poucos dias após a entrada em vigor provisória do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia, a decisão de excluir o Brasil da lista de países autorizados a exportar esses produtos para os países do bloco europeu foi confirmada em um documento oficial publicado no Diário Oficial da UE nesta sexta-feira (5).
Segundo a Comissão Europeia, o Brasil não conseguiu comprovar que seus produtores atendem às algumas das exigências sanitárias europeias, especialmente que não utilizam, ao longo de toda a cadeia produtiva, medicamentos antimicrobianos para tratar e prevenir infecções em animais.
Em abril deste ano, o governo brasileiro proibiu parte dos antimicrobianos comprovadamente usados para estimular o crescimento e aumentar a produtividade animal, mas a União Europeia avaliou que ainda faltam garantias adicionais.
As regras sobre o uso de antimicrobianos fazem parte da política europeia de segurança alimentar e saúde pública conhecida como One Health, criada para combater o uso excessivo de antibióticos no mundo. Entre os produtos restritos pelos europeus estão substâncias como virginiamicina, avoparcina, tilosina, espiramicina, avilamicina e bacitracina.
A União Europeia é um dos principais mercados para as proteínas animais brasileiras. No caso da carne bovina, o bloco europeu aparece entre os maiores destinos das exportações brasileiras em valor.
A cautela europeia não significa necessariamente que a carne brasileira esteja contaminada por medicamentos. O principal ponto da decisão europeia é regulatório e envolve rastreabilidade sanitária, certificação e comprovação documental sobre o uso dos medicamentos.
Para voltar à lista dos países autorizados a vender os produtos vetados, o Brasil precisará comprovar que cumpre integralmente as regras europeias durante todo o ciclo de vida dos animais exportados. Para isso, o país pode ampliar ainda mais as restrições legais aos medicamentos ou criar mecanismos mais rígidos de rastreabilidade para provar que os produtos exportados não utilizam as substâncias proibidas na Europa.
A segunda alternativa é considerada mais complexa porque exige monitoramento detalhado da cadeia produtiva, certificações sanitárias adicionais e custos maiores para produtores e frigoríficos.
Abiec
Consultada pela reportagem, a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) manteve o posicionamento divulgado no mês passado, quando a Comissão Europeia anunciou a decisão de proibir a compra dos produtos brasileiros.
Segundo a entidade, o Brasil conta com um “dos sistemas de inspeção e defesa agropecuária mais robustos do mundo” e a carne bovina brasileira atende aos requisitos sanitários e regulatórios de mais de 170 países, incluindo os principais mercados internacionais, cumprindo “rígidos controles oficiais, sistemas de rastreabilidade e protocolos reconhecidos globalmente”.
Ainda de acordo com a associação, o setor privado vem trabalhando em parceria com o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) na elaboração de protocolos voltados ao atendimento das novas exigências europeias, além de manter diálogo técnico e colaboração com as autoridades competentes sobre o tema.
Qualidade
A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) informou que está acompanhando a formalização da decisão da União Europeia e confiante de que as autoridades brasileiras vão demonstrar, tecnicamente, que o país possui um dos mais robustos sistemas de controle sanitário mundial, capaz de garantir “elevados padrões de qualidade, rastreabilidade, biosseguridade e segurança dos alimentos”.
Em nota, a ABPA enfatizou que o veto à importação dos produtos brasileiros “não decorre de qualquer questionamento sanitário, não conformidade ou problema identificado em relação ao uso de antimicrobianos na produção animal brasileira”, mas sim ao reconhecimento europeu dos “mecanismos oficiais de fiscalização e controle adotados pelo Brasil”.
A entidade também reconheceu a legitimidade das iniciativas voltadas à proteção da saúde pública, da sanidade animal e da segurança dos alimentos, mas com ressalvas. Para a associação, é necessário que as normas sanitárias nacionais estejam “fundamentadas em critérios científicos, avaliações de risco reconhecidas internacionalmente, transparência regulatória e observância aos princípios estabelecidos pela Organização Mundial de Saúde Animal, pelo Codex Alimentarius e pelos acordos multilaterais de comércio”.
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