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Encontro debate oportunidades e desafios da produção integrada agropecuária


Brasília (17/03/2022) – O Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) promoveu na quinta (17) um debate sobre o tema “Produção Integrada Agropecuária: oportunidades e desafios”.

O encontro contou com a participação da coordenadora de Produção Integrada Agrícola do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Rosilene Ferreira Souto, e do diretor executivo do Instituto Certifica, Nede Lande Vaz da Silva. O moderador foi o assessor técnico da Diretoria de Assistência Técnica e Gerencial (Dateg) do Senar, Cleber Ramos.

Rosilene falou sobre o sistema de produção integrada, sua importância para os consumidores e produtores e o papel do Mapa, que atua na coordenação, definição de normativas, certificação e rastreabilidade das etapas. Segundo ela, a prática vem sendo implementada há mais de 20 anos e contempla mais de 75 produtos em diversas cadeias produtivas.

“A principal vantagem é que o consumidor tem um produto mais seguro e com mais qualidade. Além disso, o produtor consegue reduzir custos através do monitoramento, da regularização e da diminuição do uso de insumos. Ele ganha em ser mais tecnificado, em adotar exigências na parte de sustentabilidade ambiental e responsabilidade social”, afirmou a coordenadora.

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O diretor do Instituto Certifica explicou como funciona o processo de certificação e a diferença entre a certificação na produção orgânica e na integrada. Ele também abordou um assunto que costuma preocupar os produtores: a auditoria da propriedade.

“Não se trata de uma inspeção ou fiscalização. As informações obtidas dentro da propriedade seguem regras de confidencialidade. É feito um plano de auditoria, onde são levantados pontos importantes para o produtor corrigir”, disse Nede.

Durante a live foi apresentado um vídeo sobre o Selo Brasil Certificado. Os convidados também responderam perguntas sobre o curso de produção integrada, passo-a-passo para aderir ao sistema, produtos que já são certificados e benefícios ambientais da prática.

Assessoria de Comunicação CNA
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Fonte: CNA Brasil

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Agro Notícias

Safra de soja em MT chega a 51,56 milhões tonelada

O Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) divulgou os resultados da etapa soja do projeto Imea em Campo, que revisou para cima as estimativas da safra 2025/26 em Mato Grosso e passou a projetar produção recorde de 51,56 milhões de toneladas.

A nova projeção também elevou a produtividade média estadual para 66,03 sacas por hectare, patamar muito próximo do recorde da temporada anterior.

O levantamento foi realizado ao longo de 71 dias, com 34.880 quilômetros percorridos, 998 avaliações de campo e passagem por 103 municípios, cobrindo 97,92% da área total cultivada com soja no estado. O objetivo do projeto, realizado em parceria com a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT) e o Instituto Mato-grossense do Agronegócio (Iagro MT), é ampliar a precisão das informações geradas a partir de observações in loco, reforçando a representatividade dos dados e a leitura regional das lavouras.

Com base nos resultados obtidos em campo, o Imea revisou a produtividade da soja em 9,23% ante a estimativa anterior, que era de 60,45 sacas por hectare. A área plantada também foi ajustada para 13,013 milhões de hectares, alta de 1,71% sobre a safra passada. Com isso, a produção estadual ficou estimada em 51,56 milhões de toneladas, volume 1,31% superior ao registrado no ciclo 2024/25.

Durante a apresentação, a equipe técnica destacou que a safra 2025/26 foi marcada por um cenário climático desafiador, com irregularidade das chuvas no início do plantio e, posteriormente, excesso de precipitações em algumas regiões durante a colheita. Ainda assim, as lavouras mantiveram desempenho satisfatório, apesar das incertezas observadas ao longo da temporada.

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Entre os fatores de atenção levantados pelo projeto, os grãos avariados tiveram peso relevante. Na comparação com a safra passada, houve aumento de 3,40% nas avaliações com esse tipo de ocorrência, o que, segundo a análise apresentada, limitou um avanço ainda maior da produtividade estadual.

No recorte regional, a região Norte apresentou o maior percentual de lavouras classificadas como excelentes, enquanto o Sudeste concentrou a maior parcela de áreas avaliadas como ruins. Já a região Oeste foi a principal responsável pelo incremento na produção, enquanto a Centro-Sul registrou a maior variação positiva de produtividade em relação à estimativa anterior.

O superintendente do Imea, Cleiton Gauer, ressaltou que o objetivo do projeto é consolidar um levantamento técnico, completo e representativo das condições das lavouras, oferecendo mais segurança para o mercado e para os agentes do setor.

“O diferencial do projeto está na apuração presencial, sem intermediários, diretamente no campo. É ir a campo e medir essas informações sem intermédio, sem interferência de ninguém. Isso dá mais garantia e maior acurácia a essas informações para que realmente a gente consiga quantificar e medir o tamanho da nossa produção mato-grossense”, afirmou o superintendente.

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Já o presidente da Aprosoja Mato Grosso, Lucas Costa Beber, destacou que informações mais próximas da realidade ajudam a balizar negociações, reduzem espaço para especulações e valorizam o trabalho do produtor rural.

“Essa apresentação mostra o trabalho dessa parceria. O Imea tem sido muito assertivo nos últimos anos nos números que tem trazido a nós, produtores, e ao mercado, trazendo mais seriedade e coerência nesse fornecimento de dados, que também interfere diretamente no dia a dia do produtor, principalmente na projeção de preços e no planejamento para as próximas safras”, explicou o presidente da Aprosoja MT.

Segunda safra de milho segue dependente do comportamento do clima

Além dos números da soja, o evento também apresentou um panorama inicial da segunda safra de milho. O Imea informou que 1,17 milhão de hectares foram semeados fora da janela ideal de plantio no estado. Apesar disso, a estimativa atual do cereal segue em 51,72 milhões de toneladas, com área de 7,39 milhões de hectares e produtividade projetada em 116,61 sacas por hectare. Segundo o instituto, o comportamento das chuvas nas próximas semanas será decisivo para a consolidação desse potencial.

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