Agro Notícias
Encerramento do Circuito Aprosoja reúne autoridades políticas e empresariais de Mato Grosso
Encerramento do Circuito Aprosoja reúne autoridades políticas e empresariais de Mato Grosso
Participaram do evento o governador Mauro Mendes, senadores, deputados federais e estaduais, secretários de Estado, além de representantes dos setores produtivo e empresarial
06/06/2022
O 16º Circuito Aprosoja se encerrou na noite desta segunda-feira (06), em Cuiabá, com a participação de diversas autoridades públicas, entre elas, o governador Mato Grosso, Mauro Mendes, senadores, deputados federais e estaduais, secretários de Estado, além de representantes dos setores produtivo e empresarial.
Neste ano, o evento atingiu recorde de público com cerca de 8 mil participantes, após percorrer 28 municípios do interior, nas quatro regiões mato-grossenses (norte, leste, oeste e sul), e a Capital, somando mais de 7 mil km rodados. Além de ouvir as demandas do produtor, a palestra com o comentarista político, Caio Coppolla, teve a proposta de gerar debates nas áreas política, econômica e jurídica com produtores e a sociedade em geral.
Para o presidente da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT), Fernando Cadore, mais que vencer antigos gargalos de logística e o aumento no custo de produção, hoje, o principal desafio do setor produtivo é estabelecer uma comunicação mais próxima e efetiva com a sociedade, levando a realidade do campo para as populações urbanas.
“Infelizmente nós, produtores, ainda somos alvo de críticas que nos colocam como vilões, mas que surgem a partir de informações que são baseadas em inverdades. São narrativas que depreciam o que Mato Grosso e o Brasil têm de melhor, quando na verdade somos exemplo para o mundo na produção sustentável. E quem paga a conta é o cidadão, porque quando o produtor vai mal, a sociedade vai mal”, destacou Cadore.
O governador Mauro Mendes explicou que, após três anos e cinco meses de gestão, a realidade do Estado é outra e o Governo deve fechar o ano de 2022 com mais de 15% da receita corrente líquida destinada a investimentos, o que coloca Mato Grosso em um patamar de destaque nacional. Esse volume, segundo ele, significa a concretização de obras que eram aguardadas pela população há mais de 20 anos, sobretudo na infraestrutura.
“Nós sabemos que o agro vai continuar crescendo para fazer frente à demanda mundial por, mas para isso, precisa de base, de segurança, o que exige investimentos robustos do Estado. Quero assegurar aos senhores que nunca, em 22 anos da criação do Fethab, tivemos tantos investimentos nas obras de infraestrutura, com a aplicação não de 100%, mas de 110% do fundo em ações e obras”, frisou o governador.
O senador Wellington Fagundes reforçou que é parceiro do setor do agronegócio e que vem atuando em diversas agendas em Brasília junto ao governo federal para melhorar a malha viária estadual e também garantir o início das obras da ferrovia. “Precisamos unir esforços para avançar cada vez mais, garantir melhores condições para a expansão da produção, o que envolve temas que passam por logística, legislação ambiental e maior aporte de investimentos”, pontou.
Após percorrer dezenas de municípios mato-grossenses pela Aprosoja-MT, em uma experiência que descreveu como “única”, o palestrante Caio Coppolla descobriu uma realidade muito diferente daquela que é difundida nos grandes centros sobre o setor produtivo. “Eu vivi na prática tudo que vocês realizam no cotidiano e hoje tenho o compromisso de levar essa verdade para os grandes centros, para a população brasileira, que desconhecem tudo isso e o que os senhores fazem é algo incrível”, elogiou o palestrante.
Entre as autoridades presentes estavam o senador Fábio Garcia, os deputados estaduais Gilberto Cattani, Valmir Moretto, Xuxu Dal Molin, Ulysses Moraes, bem como secretários estaduais, representantes do setor agro, da indústria, do governo federal, entro outros.
Agro Notícias
União Europeia oficializa veto à carne brasileira a partir de setembro

A União Europeia (EU) oficializou sua decisão de proibir a importação de carnes, tripas, peixe e mel produzidos no Brasil. O veto deve entrar em vigor a partir do próximo dia 3 de setembro.
Anunciada há quase um mês, poucos dias após a entrada em vigor provisória do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia, a decisão de excluir o Brasil da lista de países autorizados a exportar esses produtos para os países do bloco europeu foi confirmada em um documento oficial publicado no Diário Oficial da UE nesta sexta-feira (5).
Segundo a Comissão Europeia, o Brasil não conseguiu comprovar que seus produtores atendem às algumas das exigências sanitárias europeias, especialmente que não utilizam, ao longo de toda a cadeia produtiva, medicamentos antimicrobianos para tratar e prevenir infecções em animais.
Em abril deste ano, o governo brasileiro proibiu parte dos antimicrobianos comprovadamente usados para estimular o crescimento e aumentar a produtividade animal, mas a União Europeia avaliou que ainda faltam garantias adicionais.
As regras sobre o uso de antimicrobianos fazem parte da política europeia de segurança alimentar e saúde pública conhecida como One Health, criada para combater o uso excessivo de antibióticos no mundo. Entre os produtos restritos pelos europeus estão substâncias como virginiamicina, avoparcina, tilosina, espiramicina, avilamicina e bacitracina.
A União Europeia é um dos principais mercados para as proteínas animais brasileiras. No caso da carne bovina, o bloco europeu aparece entre os maiores destinos das exportações brasileiras em valor.
A cautela europeia não significa necessariamente que a carne brasileira esteja contaminada por medicamentos. O principal ponto da decisão europeia é regulatório e envolve rastreabilidade sanitária, certificação e comprovação documental sobre o uso dos medicamentos.
Para voltar à lista dos países autorizados a vender os produtos vetados, o Brasil precisará comprovar que cumpre integralmente as regras europeias durante todo o ciclo de vida dos animais exportados. Para isso, o país pode ampliar ainda mais as restrições legais aos medicamentos ou criar mecanismos mais rígidos de rastreabilidade para provar que os produtos exportados não utilizam as substâncias proibidas na Europa.
A segunda alternativa é considerada mais complexa porque exige monitoramento detalhado da cadeia produtiva, certificações sanitárias adicionais e custos maiores para produtores e frigoríficos.
Abiec
Consultada pela reportagem, a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) manteve o posicionamento divulgado no mês passado, quando a Comissão Europeia anunciou a decisão de proibir a compra dos produtos brasileiros.
Segundo a entidade, o Brasil conta com um “dos sistemas de inspeção e defesa agropecuária mais robustos do mundo” e a carne bovina brasileira atende aos requisitos sanitários e regulatórios de mais de 170 países, incluindo os principais mercados internacionais, cumprindo “rígidos controles oficiais, sistemas de rastreabilidade e protocolos reconhecidos globalmente”.
Ainda de acordo com a associação, o setor privado vem trabalhando em parceria com o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) na elaboração de protocolos voltados ao atendimento das novas exigências europeias, além de manter diálogo técnico e colaboração com as autoridades competentes sobre o tema.
Qualidade
A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) informou que está acompanhando a formalização da decisão da União Europeia e confiante de que as autoridades brasileiras vão demonstrar, tecnicamente, que o país possui um dos mais robustos sistemas de controle sanitário mundial, capaz de garantir “elevados padrões de qualidade, rastreabilidade, biosseguridade e segurança dos alimentos”.
Em nota, a ABPA enfatizou que o veto à importação dos produtos brasileiros “não decorre de qualquer questionamento sanitário, não conformidade ou problema identificado em relação ao uso de antimicrobianos na produção animal brasileira”, mas sim ao reconhecimento europeu dos “mecanismos oficiais de fiscalização e controle adotados pelo Brasil”.
A entidade também reconheceu a legitimidade das iniciativas voltadas à proteção da saúde pública, da sanidade animal e da segurança dos alimentos, mas com ressalvas. Para a associação, é necessário que as normas sanitárias nacionais estejam “fundamentadas em critérios científicos, avaliações de risco reconhecidas internacionalmente, transparência regulatória e observância aos princípios estabelecidos pela Organização Mundial de Saúde Animal, pelo Codex Alimentarius e pelos acordos multilaterais de comércio”.
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