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Corte de carne mato-grossense será destaque em tradicional evento de churrasco em São Paulo

O Instituto Mato-grossense da Carne (Imac) marcará presença no tradicional evento de degustação de carne, em São Paulo, o Festival Churrascada 2024, realizado no dia 3 de agosto. Paulistanos e apreciadores de carne de todo país, poderão saborear o “MT Steak”, corte diferenciado, que é oriundo da paleta bovina e é uma exclusividade de Mato Grosso.

Ao todo, serão 40 chefs nacionais e internacionais que se reúnem para oferecer os mais diferentes tipos de cortes e especialidades, em estações individuais.

Essa é a primeira vez que o Imac participa do festival levando o corte genuinamente mato-grossense. O “MT Steak” será preparado pelo chef Paulinho, de São Paulo. Além disso, o chef Portella, de Juiz de Fora/MG vai preparar um boi inteiro para a degustação dos participantes do evento. Para a Churrascada 2024, o Imac conta com a parceria da Nelore Mato Grosso, associação de criadores da raça nelore.

O objetivo do Imac é mostrar a qualidade da produção de carne do estado de Mato Grosso. O diretor técnico operacional, Bruno Andrade de Jesus ressalta que o corte bovino que será preparado na Churrascada é feito a partir de animais jovens e precoces, o que resulta em uma carne extremamente macia e certamente irá agradar ao paladar de todos.

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“Nossa estratégia é mostrar que a carne que se come hoje tem todo um processo produtivo dentro da propriedade, que envolve melhoramento genético, nutrição, sanidade, que envolve aspectos socioambientais e que faz com que o consumidor tenha no final, um corte macio e saboroso para o consumo. Participar do Festival Churrascada é mais um passo para que o MT Steak alcance de fato pratos e restaurantes de outros estados e assim possa cair no gosto do público”, pontuou.

A Churrascada conta com a curadoria do Chef e Restaurateur Gustavo Bottino, responsável pela introdução da Técnica do American Barbecue para o Brasil. O evento tem ainda a produção da Agência Uma Uma.

Bottino reforça que o festival é um momento para reunir a família e os amigos em volta do fogo. Uma ocasião para saborear os melhores cortes de carnes, vindos de animais da mais alta qualidade, que são produzidos por pecuaristas sérios.

“Com certeza a participação do Imac fará toda a diferença. O corte MT Steak será um dos destaques das estações de carne bovina, reforçando a forte identidade da carne produzida em Mato Grosso. Valorizamos produtores com práticas sustentáveis e que reconhecem o bem-estar animal como fundamental para a qualidade do produto final, e isso é visto em Mato Grosso”, afirmou o chef.

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União Europeia oficializa veto à carne brasileira a partir de setembro

A União Europeia (EU) oficializou sua decisão de proibir a importação de carnes, tripas, peixe e mel produzidos no Brasil. O veto deve entrar em vigor a partir do próximo dia 3 de setembro.

Anunciada há quase um mês, poucos dias após a entrada em vigor provisória do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia, a decisão de excluir o Brasil da lista de países autorizados a exportar esses produtos para os países do bloco europeu foi confirmada em um documento oficial publicado no Diário Oficial da UE nesta sexta-feira (5).

Segundo a Comissão Europeia, o Brasil não conseguiu comprovar que seus produtores atendem às algumas das exigências sanitárias europeias, especialmente que não utilizam, ao longo de toda a cadeia produtiva, medicamentos antimicrobianos para tratar e prevenir infecções em animais.

Em abril deste ano, o governo brasileiro proibiu parte dos antimicrobianos comprovadamente usados para estimular o crescimento e aumentar a produtividade animal, mas a União Europeia avaliou que ainda faltam garantias adicionais.

As regras sobre o uso de antimicrobianos fazem parte da política europeia de segurança alimentar e saúde pública conhecida como One Health, criada para combater o uso excessivo de antibióticos no mundo. Entre os produtos restritos pelos europeus estão substâncias como virginiamicina, avoparcina, tilosina, espiramicina, avilamicina e bacitracina.

A União Europeia é um dos principais mercados para as proteínas animais brasileiras. No caso da carne bovina, o bloco europeu aparece entre os maiores destinos das exportações brasileiras em valor.

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A cautela europeia não significa necessariamente que a carne brasileira esteja contaminada por medicamentos. O principal ponto da decisão europeia é regulatório e envolve rastreabilidade sanitária, certificação e comprovação documental sobre o uso dos medicamentos.

Para voltar à lista dos países autorizados a vender os produtos vetados, o Brasil precisará comprovar que cumpre integralmente as regras europeias durante todo o ciclo de vida dos animais exportados. Para isso, o país pode ampliar ainda mais as restrições legais aos medicamentos ou criar mecanismos mais rígidos de rastreabilidade para provar que os produtos exportados não utilizam as substâncias proibidas na Europa.

A segunda alternativa é considerada mais complexa porque exige monitoramento detalhado da cadeia produtiva, certificações sanitárias adicionais e custos maiores para produtores e frigoríficos.

Abiec
Consultada pela reportagem, a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) manteve o posicionamento divulgado no mês passado, quando a Comissão Europeia anunciou a decisão de proibir a compra dos produtos brasileiros.

Segundo a entidade, o Brasil conta com um “dos sistemas de inspeção e defesa agropecuária mais robustos do mundo” e a carne bovina brasileira atende aos requisitos sanitários e regulatórios de mais de 170 países, incluindo os principais mercados internacionais, cumprindo “rígidos controles oficiais, sistemas de rastreabilidade e protocolos reconhecidos globalmente”.

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Ainda de acordo com a associação, o setor privado vem trabalhando em parceria com o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) na elaboração de protocolos voltados ao atendimento das novas exigências europeias, além de manter diálogo técnico e colaboração com as autoridades competentes sobre o tema.

Qualidade
A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) informou que está acompanhando a formalização da decisão da União Europeia e confiante de que as autoridades brasileiras vão demonstrar, tecnicamente, que o país possui um dos mais robustos sistemas de controle sanitário mundial, capaz de garantir “elevados padrões de qualidade, rastreabilidade, biosseguridade e segurança dos alimentos”.

Em nota, a ABPA enfatizou que o veto à importação dos produtos brasileiros “não decorre de qualquer questionamento sanitário, não conformidade ou problema identificado em relação ao uso de antimicrobianos na produção animal brasileira”, mas sim ao reconhecimento europeu dos “mecanismos oficiais de fiscalização e controle adotados pelo Brasil”.

A entidade também reconheceu a legitimidade das iniciativas voltadas à proteção da saúde pública, da sanidade animal e da segurança dos alimentos, mas com ressalvas. Para a associação, é necessário que as normas sanitárias nacionais estejam “fundamentadas em critérios científicos, avaliações de risco reconhecidas internacionalmente, transparência regulatória e observância aos princípios estabelecidos pela Organização Mundial de Saúde Animal, pelo Codex Alimentarius e pelos acordos multilaterais de comércio”.

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