Agro Notícias
Conhecimento e tecnologia será a marca do Senar no Agrobalsas 2022

Com equipe especializada comandada pelo presidente Raimundo Coelho e o superintendente, Luiz Figueiredo, o Senar levará à Agrobalsas 2022, conhecimento e tecnologia, por meio de cursos, palestras, debates e visitação ao estande, que reunirá Oficinas de Farinha de mandioca e de Cachaça em um mesmo espaço, com vistas a atrair o maior número de pessoas possível, especialmente o público rural, a quem o trabalho da Instituição se destina.
AgroBalsas é um dos maiores eventos de agronegócio no Maranhão. Nele são oferecidos, anualmente, desenvolvimento e inovação tecnológica, transferência de informações nacionais e internacionais e, principalmente, tecnologia avançada. Há no espaço as grandes marcas e oportunidades para prospecção do desenvolvimento regional que é apresentado ao público, realizando negócios e atraindo clientes com a participação de Instituições de grande relevância, empresários, produtores rurais, pecuaristas, educadores, estudantes, comércio varejistas, prestadores de serviços, dentre outros.
Nesta edição, o Senar escolheu uma programação enxuta e coesa voltada para um público exigente como é o caso daqueles que acompanham o trabalho da Instituição. Destaque para os cursos de Operação e Manutenção de Máquinas e Tratores Agrícolas, Avicultura, Piscicultura e Alimentação Alternativa. Uma novidade é o curso de Operação com Drone para utilização na produção rural, que será ministrado por instrutor do Senar Piauí.
Palestra e visitação
Paralelo a isso o Senar preparou recepção para os seus protagonistas, no Encontro com Produtores Rurais atendidos pela Assistência Técnica e Gerencial (ATeG), no sul do Estado. Também haverá visitação e palestra voltada para a turma de Aprendizagem Rural (Jovem Aprendiz), curso realizado em parceria com o Sindicato dos Produtores Rurais e empresas parceiras sediadas no município.
Outro destaque da participação do Senar na Feira, é a participação do coordenador regional, Egon Bastos, no debate “Mesa redonda e conectividade no cerrado: a segurança e minimização de riscos agropecuários”, a ser realizado no auditório da Fapcen.
Sempre pensando no melhor para o produtor rural, o Senar e o Banco do Nordeste Brasileiro (BNB), lançam na oportunidade o programa Prodeter, voltado para investimentos na exploração da ovinocaprinocultura. O Acordo será assinado entre o Senar e o banco.
Um supervisor de campo do Senar, permanecerá durante os cinco dias, no estande, para dirimir dúvidas e orientar aquele produtor rural que necessitar de conhecimento e gestão em seus negócios.
De acordo como o superintendente do Senar Luiz Figueirêdo, “o AGROBALSAS é uma feira tecnológica que oportuniza entidades parceiras como o Senar, montar fortes links com os produtores na condução de pacotes tecnológicos, para implementar inovações nas explorações agrossilvipastoris, melhorando a rentabilidade do produtor rural”.
Agro Notícias
União Europeia oficializa veto à carne brasileira a partir de setembro

A União Europeia (EU) oficializou sua decisão de proibir a importação de carnes, tripas, peixe e mel produzidos no Brasil. O veto deve entrar em vigor a partir do próximo dia 3 de setembro.
Anunciada há quase um mês, poucos dias após a entrada em vigor provisória do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia, a decisão de excluir o Brasil da lista de países autorizados a exportar esses produtos para os países do bloco europeu foi confirmada em um documento oficial publicado no Diário Oficial da UE nesta sexta-feira (5).
Segundo a Comissão Europeia, o Brasil não conseguiu comprovar que seus produtores atendem às algumas das exigências sanitárias europeias, especialmente que não utilizam, ao longo de toda a cadeia produtiva, medicamentos antimicrobianos para tratar e prevenir infecções em animais.
Em abril deste ano, o governo brasileiro proibiu parte dos antimicrobianos comprovadamente usados para estimular o crescimento e aumentar a produtividade animal, mas a União Europeia avaliou que ainda faltam garantias adicionais.
As regras sobre o uso de antimicrobianos fazem parte da política europeia de segurança alimentar e saúde pública conhecida como One Health, criada para combater o uso excessivo de antibióticos no mundo. Entre os produtos restritos pelos europeus estão substâncias como virginiamicina, avoparcina, tilosina, espiramicina, avilamicina e bacitracina.
A União Europeia é um dos principais mercados para as proteínas animais brasileiras. No caso da carne bovina, o bloco europeu aparece entre os maiores destinos das exportações brasileiras em valor.
A cautela europeia não significa necessariamente que a carne brasileira esteja contaminada por medicamentos. O principal ponto da decisão europeia é regulatório e envolve rastreabilidade sanitária, certificação e comprovação documental sobre o uso dos medicamentos.
Para voltar à lista dos países autorizados a vender os produtos vetados, o Brasil precisará comprovar que cumpre integralmente as regras europeias durante todo o ciclo de vida dos animais exportados. Para isso, o país pode ampliar ainda mais as restrições legais aos medicamentos ou criar mecanismos mais rígidos de rastreabilidade para provar que os produtos exportados não utilizam as substâncias proibidas na Europa.
A segunda alternativa é considerada mais complexa porque exige monitoramento detalhado da cadeia produtiva, certificações sanitárias adicionais e custos maiores para produtores e frigoríficos.
Abiec
Consultada pela reportagem, a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) manteve o posicionamento divulgado no mês passado, quando a Comissão Europeia anunciou a decisão de proibir a compra dos produtos brasileiros.
Segundo a entidade, o Brasil conta com um “dos sistemas de inspeção e defesa agropecuária mais robustos do mundo” e a carne bovina brasileira atende aos requisitos sanitários e regulatórios de mais de 170 países, incluindo os principais mercados internacionais, cumprindo “rígidos controles oficiais, sistemas de rastreabilidade e protocolos reconhecidos globalmente”.
Ainda de acordo com a associação, o setor privado vem trabalhando em parceria com o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) na elaboração de protocolos voltados ao atendimento das novas exigências europeias, além de manter diálogo técnico e colaboração com as autoridades competentes sobre o tema.
Qualidade
A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) informou que está acompanhando a formalização da decisão da União Europeia e confiante de que as autoridades brasileiras vão demonstrar, tecnicamente, que o país possui um dos mais robustos sistemas de controle sanitário mundial, capaz de garantir “elevados padrões de qualidade, rastreabilidade, biosseguridade e segurança dos alimentos”.
Em nota, a ABPA enfatizou que o veto à importação dos produtos brasileiros “não decorre de qualquer questionamento sanitário, não conformidade ou problema identificado em relação ao uso de antimicrobianos na produção animal brasileira”, mas sim ao reconhecimento europeu dos “mecanismos oficiais de fiscalização e controle adotados pelo Brasil”.
A entidade também reconheceu a legitimidade das iniciativas voltadas à proteção da saúde pública, da sanidade animal e da segurança dos alimentos, mas com ressalvas. Para a associação, é necessário que as normas sanitárias nacionais estejam “fundamentadas em critérios científicos, avaliações de risco reconhecidas internacionalmente, transparência regulatória e observância aos princípios estabelecidos pela Organização Mundial de Saúde Animal, pelo Codex Alimentarius e pelos acordos multilaterais de comércio”.
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