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Confinamento de gado em Mato Grosso aumenta 19%; Acrimat prevê mais negócios

O Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) divulgou levantamento apontando que o confinamento de gado de corte em Mato Grosso passa de 824 mil cabeças, 19,23% maior se comparado a abril e 10,81% superior ao registrado em outubro do ano passado.

O presidente da Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat), Marco Túlio Duarte Soares, apontou protagonismo da região Sudeste, em relação a quantidade de cabeças confinadas quando comparada com o ano anterior. “Os números mostram aumento no confinamento em 33%, comparando com o ano anterior”, analisou, através da assessoria. Quase 205 mil animais foram confinados cerca de 25% do total.

Em segundo lugar, a região Oeste do Estado com 23,91% do total confinados, cerca de 197 mil cabeças, número 34,91% maior que o ano anterior.

A utilização da estrutura estadual também aumentou quando comparado ao ano passado. A média de utilização da capacidade instalada nas unidades confinadoras do estado está em 92,85%, valor 13% maior que o registrado em 2018.

Em relação a capacidade estática houve queda em relação ao ano passado de 887.720 cabeças – 4,83%. O aumento no uso de estrutura de terceiros (boitel, parcerias, e outras) está diretamente ligado a este fenômeno. No levantamento feito em outubro passado, o valor registrado foi de 32,95%m frente aos 67% de uso de infraestrutura própria.

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Já as entregas foram mais intensas no segundo semestre, o que já era esperado, considerando que a arroba tende a ser mais valorizada neste período, como demonstra os preços futuros.

“As exportações estão em ritmo acelerado, principalmente após as habilitações das plantas frigoríficas para envios à China. Foram enviadas 46 mil toneladas em equivalente carcaça em outubro, valor 20% superior em relação à 2018 e o maior da série histórica, que iniciou em 1996. Somente a China adquiriu 28,58% deste volume; resumindo: o aumento de animais confinados e a utilização da capacidade estática demonstram o maior uso deste sistema de engorda e tecnificação dos produtores neste ano”, avaliou o gerente de Relações Institucionais da Acrimat, Nilton Mesquita.

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Safra de soja em MT chega a 51,56 milhões tonelada

O Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) divulgou os resultados da etapa soja do projeto Imea em Campo, que revisou para cima as estimativas da safra 2025/26 em Mato Grosso e passou a projetar produção recorde de 51,56 milhões de toneladas.

A nova projeção também elevou a produtividade média estadual para 66,03 sacas por hectare, patamar muito próximo do recorde da temporada anterior.

O levantamento foi realizado ao longo de 71 dias, com 34.880 quilômetros percorridos, 998 avaliações de campo e passagem por 103 municípios, cobrindo 97,92% da área total cultivada com soja no estado. O objetivo do projeto, realizado em parceria com a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT) e o Instituto Mato-grossense do Agronegócio (Iagro MT), é ampliar a precisão das informações geradas a partir de observações in loco, reforçando a representatividade dos dados e a leitura regional das lavouras.

Com base nos resultados obtidos em campo, o Imea revisou a produtividade da soja em 9,23% ante a estimativa anterior, que era de 60,45 sacas por hectare. A área plantada também foi ajustada para 13,013 milhões de hectares, alta de 1,71% sobre a safra passada. Com isso, a produção estadual ficou estimada em 51,56 milhões de toneladas, volume 1,31% superior ao registrado no ciclo 2024/25.

Durante a apresentação, a equipe técnica destacou que a safra 2025/26 foi marcada por um cenário climático desafiador, com irregularidade das chuvas no início do plantio e, posteriormente, excesso de precipitações em algumas regiões durante a colheita. Ainda assim, as lavouras mantiveram desempenho satisfatório, apesar das incertezas observadas ao longo da temporada.

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Entre os fatores de atenção levantados pelo projeto, os grãos avariados tiveram peso relevante. Na comparação com a safra passada, houve aumento de 3,40% nas avaliações com esse tipo de ocorrência, o que, segundo a análise apresentada, limitou um avanço ainda maior da produtividade estadual.

No recorte regional, a região Norte apresentou o maior percentual de lavouras classificadas como excelentes, enquanto o Sudeste concentrou a maior parcela de áreas avaliadas como ruins. Já a região Oeste foi a principal responsável pelo incremento na produção, enquanto a Centro-Sul registrou a maior variação positiva de produtividade em relação à estimativa anterior.

O superintendente do Imea, Cleiton Gauer, ressaltou que o objetivo do projeto é consolidar um levantamento técnico, completo e representativo das condições das lavouras, oferecendo mais segurança para o mercado e para os agentes do setor.

“O diferencial do projeto está na apuração presencial, sem intermediários, diretamente no campo. É ir a campo e medir essas informações sem intermédio, sem interferência de ninguém. Isso dá mais garantia e maior acurácia a essas informações para que realmente a gente consiga quantificar e medir o tamanho da nossa produção mato-grossense”, afirmou o superintendente.

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Já o presidente da Aprosoja Mato Grosso, Lucas Costa Beber, destacou que informações mais próximas da realidade ajudam a balizar negociações, reduzem espaço para especulações e valorizam o trabalho do produtor rural.

“Essa apresentação mostra o trabalho dessa parceria. O Imea tem sido muito assertivo nos últimos anos nos números que tem trazido a nós, produtores, e ao mercado, trazendo mais seriedade e coerência nesse fornecimento de dados, que também interfere diretamente no dia a dia do produtor, principalmente na projeção de preços e no planejamento para as próximas safras”, explicou o presidente da Aprosoja MT.

Segunda safra de milho segue dependente do comportamento do clima

Além dos números da soja, o evento também apresentou um panorama inicial da segunda safra de milho. O Imea informou que 1,17 milhão de hectares foram semeados fora da janela ideal de plantio no estado. Apesar disso, a estimativa atual do cereal segue em 51,72 milhões de toneladas, com área de 7,39 milhões de hectares e produtividade projetada em 116,61 sacas por hectare. Segundo o instituto, o comportamento das chuvas nas próximas semanas será decisivo para a consolidação desse potencial.

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