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Água contaminada: uso de agrotóxicos em lavouras coloca 28 cidades de Mato Grosso mais 4 Estados em alerta

Pelo menos 28 municípios de Goiás, Minas Gerais, São Paulo, Mato Grosso e Tocantins, foram colocados em alerta devido à contaminação da água. Nessas cidades, localizadas em testes de qualidade da água encontraram níveis de agrotóxicos na rede de abastecimento que ultrapassavam os limites de segurança definidos pelo Ministério da Saúde.

Essa situação representa um perigo para a saúde, especialmente se as pessoas consumirem continuamente essa água contaminada.

Os dados são o resultado de uma análise do Ministério da Saúde no Sistema de Informação de Vigilância da Qualidade da Água para Consumo Humano (Sisagua).

O Programa Nacional de Vigilância da Qualidade da Água para Consumo Humano (Vigiagua) envolve uma série de ações realizadas de forma contínua pelas autoridades de saúde pública em diferentes níveis governamentais. O objetivo é garantir que a população tenha acesso a água em quantidade suficiente e de qualidade adequada, conforme os padrões de potabilidade estabelecidos pelas leis em vigor.

 

Sisagua faz parte do Vigiagua e tem o propósito de ajudar a gerenciar riscos para a saúde com base nos dados gerados regularmente por profissionais da área de saúde (Vigilância) e pelos responsáveis pelos serviços de abastecimento de água (Controle). Ele também contribui fornecendo informações em tempo hábil para o planejamento, tomada de decisões e execução de ações relacionadas à saúde em relação à água destinada ao consumo human saúde em relação à água destinada ao consumo humano.

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O consumo de água com altas concentrações de agrotóxicos aumenta os riscos para doenças crônicas, como câncer e distúrbios hormonais, e para problemas no sistema nervoso, nos rins e no fígado, explica Fábio Kummrow, professor de toxicologia da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

Ele afirma que o consumo esporádico dessa água configura baixo risco à saúde. Porém, “o consumo frequente por longos períodos representa sérios riscos, em razão dos efeitos tóxicos crônicos pela exposição durante meses ou anos”, acrescenta.

Outro agrotóxico detectado em concentração acima do que é considerado seguro para a saúde foi a atrazina, encontrada em municípios de Goiás, Mato Grosso e São Paulo.

Esse produto é proibido na União Europeia desde 2004 e está associado à ocorrência de distúrbios endócrinos. Contudo, nos Estados Unidos e no Brasil, a substância segue na lista dos cinco agrotóxicos mais vendidos anualmente

Uma dos municípios onde a atrazina foi encontrada na água da população em níveis perigosos foi Marcelândia (MT), que está em franca expansão agrícola, sobretudo na produção de soja e milho.

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Milho dispara 12% em Sorriso e saca chega a R$ 47 com oferta limitada

 

O preço do milho registrou forte valorização em Sorriso, um dos maiores polos agrícolas de Mato Grosso. Em agosto, a saca do cereal alcançou média de R$ 47 no município, representando alta de aproximadamente 12% no período.

Os números constam no Agro Mensal, levantamento que acompanha o comportamento das principais commodities agrícolas. A valorização ocorre em meio à redução da disponibilidade do produto no mercado interno e às incertezas no cenário internacional.

Mesmo após a colheita da segunda safra, produtores seguem cautelosos nas negociações. Parte dos agricultores prefere manter o cereal armazenado, aguardando preços melhores, enquanto compradores encontram dificuldade para adquirir grandes volumes.

A menor presença de vendedores no mercado contribuiu para sustentar as cotações e ampliar a disputa pelo milho disponível. O movimento ganha importância em Sorriso, município que ocupa posição estratégica na produção nacional de grãos.

Mercado externo preocupa

Além da oferta limitada dentro do país, o mercado acompanha as oscilações internacionais, o comportamento do dólar e as condições das lavouras nos Estados Unidos. Esses fatores podem influenciar diretamente os preços praticados no Brasil.

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As exportações brasileiras também permanecem no radar. Quando os embarques avançam, o volume disponível no mercado interno diminui, aumentando a pressão sobre compradores, especialmente indústrias de ração, frigoríficos e produtores de proteína animal.

Apesar da alta registrada em agosto, especialistas avaliam que o mercado ainda pode apresentar forte volatilidade. O comportamento dos preços dependerá do ritmo das vendas dos produtores, da demanda interna e externa, do câmbio e das perspectivas para a próxima safra.

Em Sorriso, a valorização para R$ 47 por saca representa uma recuperação importante para os produtores, mas também pode elevar os custos de setores que utilizam o milho como matéria-prima.

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