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AGROPECUÁRIA APRESENTA CRESCIMENTO PERTO DE 18% NESTE SEMESTRE

OProduto Interno Bruto (PIB) cresceu 0,9% no segundo trimestre de 2023, ante o trimestre anterior, na série com ajuste sazonal. Em relação ao mesmo trimestre de 2022, o PIB cresceu 3,4%. No semestre, a alta acumulada foi de 3,7%.

Em valores correntes, o PIB no segundo trimestre de 2023 totalizou R$ 2,651 trilhões. A Agropecuária cresceu 17% em relação a igual período do ano anterior. Esse resultado pode ser explicado, principalmente, pelo desempenho favorável de alguns produtos da lavoura que possuem produção relevante no segundo trimestre, como a soja (24,5%), o milho (13,7%), o algodão (10,2%) e o café (5,3%). O IBGE destaca os ganhos de produtividade das lavouras PIB da Agropecuária como um dos principais fatores de crescimento.

No setor externo, as Exportações de Bens e Serviços avançaram 12,1%, ao passo que a expansão das Importações de Bens e Serviços foi de 2,1% no segundo trimestre de 2023. Entre as exportações, a expansão é explicada, principalmente, pelos produtos agropecuários, extrativa mineral e produtos alimentícios.

A participação das atividades no Valor Agregado ficou assim definida: Agropecuária 7,9%; Indústria 23,9% e Serviços 68,2%.

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O PIB no primeiro semestre de 2023 apresentou crescimento de 3,7% em relação ao mesmo período de 2022. Nessa base de comparação, houve desempenho positivo na Agropecuária (17,9%), na Indústria (1,7%) e nos Serviços (2,6%).

Tomando essas taxas e relacionando-as à participação de cada atividade no Valor Agregado, a Agropecuária tem este ano uma contribuição de 38,2% no PIB, a Indústria 10,98% e Serviços, 47,9%. A contribuição da Agropecuária corresponde a quase cinco vezes o seu tamanho.

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Força do agronegócio de Nova Mutum, Diamantino e região impulsiona exportações de MT, que chegam a US$ 26,5 bilhões em 2026

Produção de soja, milho, algodão e carne bovina coloca o Médio-Norte mato-grossense em posição estratégica no comércio internacional; somente em setembro, o Estado exportou US$ 2,1 bilhões para 115 países

A força do agronegócio de Nova Mutum, Diamantino, Lucas do Rio Verde, Sorriso e demais municípios do Médio-Norte de Mato Grosso tem participação estratégica no desempenho das exportações estaduais. Com uma economia fortemente ligada à produção de grãos, pecuária e agroindústria, a região integra uma das principais cadeias produtivas responsáveis pelo abastecimento do mercado nacional e internacional.

Somente em setembro de 2026, Mato Grosso exportou US$ 2,1 bilhões em produtos para 115 países, consolidando-se como o sexto maior estado exportador do Brasil, responsável por 6% das vendas brasileiras ao exterior.

Os dados foram divulgados pela Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec-MT), com base em informações do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

O resultado é ainda mais expressivo no acumulado do ano. Entre janeiro e setembro, as exportações mato-grossenses alcançaram US$ 26,5 bilhões, crescimento de 16,9% em comparação com o mesmo período de 2025. O avanço representa US$ 3,8 bilhões adicionais em vendas internacionais.

Nova Mutum e Diamantino integram importante polo de produção agrícola

A região formada por Nova Mutum, Diamantino, Lucas do Rio Verde, Sorriso, São José do Rio Claro e municípios vizinhos possui uma economia diretamente ligada ao agronegócio, com destaque para o cultivo de soja, milho e algodão, além da criação de bovinos e da transformação industrial de produtos agrícolas.

Em Nova Mutum, a cadeia produtiva vai além das lavouras. O município concentra atividades de armazenagem, transporte, comercialização e processamento de grãos, além de empreendimentos agroindustriais que agregam valor à produção regional.

Diamantino também ocupa posição relevante na agricultura mato-grossense, com extensas áreas destinadas à produção de grãos e fibras, além da pecuária. A atividade rural movimenta empresas fornecedoras de máquinas, fertilizantes, defensivos, serviços especializados e transporte de cargas.

A proximidade entre esses municípios fortalece a integração da produção e transforma o Médio-Norte em um corredor econômico importante para o escoamento das commodities agrícolas.

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Embora os números divulgados pela Sedec sejam referentes ao conjunto de Mato Grosso, a relevância produtiva desses municípios demonstra a importância da região na cadeia exportadora estadual.

Milho lidera exportações e movimenta US$ 641 milhões

O milho foi o principal produto exportado por Mato Grosso em setembro, com vendas de US$ 641,1 milhões, equivalentes a 30,3% de todo o valor comercializado pelo Estado no mercado internacional.

Na sequência aparecem a soja, com US$ 354 milhões, a carne bovina congelada, com US$ 257,5 milhões, o farelo de soja, com US$ 249,3 milhões, e o algodão, responsável por US$ 163,3 milhões.

O desempenho do milho é especialmente importante para o Médio-Norte, onde a cultura de segunda safra ocupa grandes áreas agrícolas e representa uma fonte relevante de renda para produtores rurais, transportadoras, armazéns e empresas do setor.

Além da exportação direta, o cereal também abastece indústrias de etanol de milho e cadeias de produção animal, ampliando sua importância econômica.

China lidera compras de produtos mato-grossenses

A China permanece como o principal destino das exportações de Mato Grosso. Em setembro, o país asiático comprou US$ 342,3 milhões em produtos estaduais, o equivalente a 16,2% do total exportado.

Países Baixos, Egito, Irã e Espanha também figuraram entre os principais compradores.

A presença dos produtos de Mato Grosso em 115 países demonstra a dimensão internacional do agronegócio estadual e a importância da manutenção da competitividade das cadeias produtivas.

Para produtores de Nova Mutum, Diamantino e região, o comportamento do mercado internacional influencia diretamente as perspectivas de comercialização, os preços das commodities e as decisões de investimento nas propriedades rurais.

Agroindustrialização amplia oportunidades para a região

Um dos principais desafios para Mato Grosso é ampliar o processamento da produção agrícola dentro do próprio Estado, reduzindo a dependência da exportação de matérias-primas e aumentando a geração de empregos e renda.

Nova Mutum e Lucas do Rio Verde já se destacam pela presença de atividades agroindustriais, incluindo o processamento de grãos, produção de biocombustíveis e outras cadeias relacionadas ao agronegócio.

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O crescimento dessas atividades representa uma oportunidade para toda a região, especialmente pela possibilidade de ampliar a demanda por mão de obra qualificada, serviços, transporte e fornecimento de matérias-primas.

A secretária estadual de Desenvolvimento Econômico, Mayran Beckman, destacou que o governo busca transformar a força exportadora do Estado em novas oportunidades industriais.

A estratégia é estimular investimentos capazes de agregar valor à produção, permitindo que uma parcela maior da riqueza gerada nas lavouras e na pecuária permaneça em Mato Grosso.

Exportações crescem, mas custos de produção continuam preocupando

Apesar do crescimento acumulado em 2026, os dados de setembro também revelam desafios para o setor.

Na comparação com agosto, as exportações estaduais recuaram 12,6%. Em relação a setembro de 2025, a redução foi de 6,2%, enquanto o volume embarcado caiu 23,7%, totalizando 4,75 milhões de toneladas.

Outro ponto de atenção está na dependência de insumos importados. Dos US$ 233 milhões gastos por Mato Grosso com importações em setembro, 54,5% corresponderam a fertilizantes nitrogenados, potássicos e fosfatados. Defensivos agrícolas e reguladores de crescimento representaram outros 22,7%.

Esses produtos são fundamentais para a agricultura de alta produtividade praticada em Nova Mutum, Diamantino e municípios vizinhos, tornando o setor sensível às oscilações do câmbio e dos preços internacionais.

Mesmo diante desses desafios, Mato Grosso encerrou os nove primeiros meses de 2026 com saldo positivo de US$ 24,5 bilhões na balança comercial, crescimento de 17,9% em relação ao mesmo período do ano anterior.

O desempenho reforça o protagonismo do agronegócio na economia mato-grossense e evidencia a importância de regiões produtoras como o Médio-Norte para a competitividade do Estado.

Para Nova Mutum, Diamantino e os municípios vizinhos, o desafio é transformar a força da produção agrícola em desenvolvimento econômico cada vez mais diversificado, com investimentos em infraestrutura, industrialização, tecnologia e geração de empregos.

Dados estaduais conferidos no boletim da Sedec-MT, divulgado em 13 de outubro de 2026. O destaque regional é contextual, pois o levantamento consultado não apresenta a participação individual dos municípios nas exportações de setembro.

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