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Agrohackathon reúne 161 estudantes e profissionais de todo o Paraná


Mais de 160 estudantes de escolas agrícolas e universidades e profissionais de diversas áreas estão reunidos para o Agrohackathon 2022, maratona tecnológica para propor soluções diante dos problemas dentro e fora da porteira. Este ano o evento tem foco na gestão de riscos no setor agropecuário, para que, ao término dos trabalhos, ocorram propostas de soluções de problemas práticos. A realização do evento conta com o Sistema FAEP-SENAR-PR, Centro de Economia Aplicada, Cooperação e Inovação (CEA) da Universidade Federal do Paraná (UFPR) e Agrociência Cooperativa.

O Agrohackathon está ocorrendo, de forma simultânea, nas regiões Oeste e Metropolitana de Curitiba. Nesta sexta-feira, os 97 participantes realizaram visitas técnicas em duas propriedades rurais em Palotina, no Oeste, enquanto outros 64 inscritos conheceram fazendas da Lapa, distante 70 quilômetros da capital paranaense. 

“Este Agrohakathon vem em boa hora e envolve a nova geração na busca de soluções para os problemas que estão se avolumando na produção rural. Reunir tantos jovens é um passo importante para despertar o sentido da inovação no meio rural e, ao mesmo tempo, preparar esses jovens para novos desafios em suas carreiras”, afirmou Ágide Meneguette, presidente do Sistema FAEP/SENAR-PR.

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“Futuramente teremos profissionais mais preparados. No futuro, são eles que vão atender os produtores rurais, dentro da realidade do campo”, afirmou Gilson Martins, coordenador do Agrohackathon e professor do Departamento de Economia Rural e Extensão da UFPR.

Maratona

No sábado e domingo, 9 e 10 de abril, os participantes estarão envolvidos com a maratona tecnológica, propriamente dita. Nestes dois dias, os estudantes terão o desafio de sugerir uma solução para um problema real que serão propostos pela organização, a partir de ações práticas e inovadoras. Um grupo de mentores, incluindo técnicos do Sistema FAEP/SENAR-PR, está auxiliando os alunos.

“Esse movimento do Agrohackathon busca fazer a ligação entre o conhecimento acadêmico e as necessidades práticas do campo. Os estudantes têm a oportunidade de oferecer soluções para problemas práticos e o campo se beneficia com isso”, apontou Martins.

A edição de 2022 do Agrohackathon conta com 161 participantes, sendo 97 na região Oeste e 64 na Região Metropolitana de Curitiba. Ainda, entre os inscritos, 38 são de escolas agrícolas, 89 de diversas universidades, além de profissionais de mercado.

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“As edições anteriores foram apenas em Curitiba. Esse piloto com Palotina já deu certo, é um sucesso. A ideia é expandir para outras regiões nos próximos anos, consolidado o evento como uma referência”, afirmou Martins.

Apoio

O Agrohackathon tem apoio da Cooperativa Sicredi Vale do Piquiri, Mapfre Seguradora, BrasilSeg Seguros, Sistema Ocepar, Agência Alemã de Desenvolvimento (GIZ), CVALE, Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Secretaria de Agricultura do Estado do Paraná (SEAB), Secretaria da Educação e do Esporte (SEED), Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR); Embrapa Agricultura Digital, Sindicato Rural da Lapa, Sindicato Rural de Palotina, Sindicato Rural de Assis Chateaubriand e Cooperativa Bom Jesus. 

Fonte: CNA Brasil

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Agro Notícias

Safra de soja em MT chega a 51,56 milhões tonelada

O Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) divulgou os resultados da etapa soja do projeto Imea em Campo, que revisou para cima as estimativas da safra 2025/26 em Mato Grosso e passou a projetar produção recorde de 51,56 milhões de toneladas.

A nova projeção também elevou a produtividade média estadual para 66,03 sacas por hectare, patamar muito próximo do recorde da temporada anterior.

O levantamento foi realizado ao longo de 71 dias, com 34.880 quilômetros percorridos, 998 avaliações de campo e passagem por 103 municípios, cobrindo 97,92% da área total cultivada com soja no estado. O objetivo do projeto, realizado em parceria com a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT) e o Instituto Mato-grossense do Agronegócio (Iagro MT), é ampliar a precisão das informações geradas a partir de observações in loco, reforçando a representatividade dos dados e a leitura regional das lavouras.

Com base nos resultados obtidos em campo, o Imea revisou a produtividade da soja em 9,23% ante a estimativa anterior, que era de 60,45 sacas por hectare. A área plantada também foi ajustada para 13,013 milhões de hectares, alta de 1,71% sobre a safra passada. Com isso, a produção estadual ficou estimada em 51,56 milhões de toneladas, volume 1,31% superior ao registrado no ciclo 2024/25.

Durante a apresentação, a equipe técnica destacou que a safra 2025/26 foi marcada por um cenário climático desafiador, com irregularidade das chuvas no início do plantio e, posteriormente, excesso de precipitações em algumas regiões durante a colheita. Ainda assim, as lavouras mantiveram desempenho satisfatório, apesar das incertezas observadas ao longo da temporada.

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Entre os fatores de atenção levantados pelo projeto, os grãos avariados tiveram peso relevante. Na comparação com a safra passada, houve aumento de 3,40% nas avaliações com esse tipo de ocorrência, o que, segundo a análise apresentada, limitou um avanço ainda maior da produtividade estadual.

No recorte regional, a região Norte apresentou o maior percentual de lavouras classificadas como excelentes, enquanto o Sudeste concentrou a maior parcela de áreas avaliadas como ruins. Já a região Oeste foi a principal responsável pelo incremento na produção, enquanto a Centro-Sul registrou a maior variação positiva de produtividade em relação à estimativa anterior.

O superintendente do Imea, Cleiton Gauer, ressaltou que o objetivo do projeto é consolidar um levantamento técnico, completo e representativo das condições das lavouras, oferecendo mais segurança para o mercado e para os agentes do setor.

“O diferencial do projeto está na apuração presencial, sem intermediários, diretamente no campo. É ir a campo e medir essas informações sem intermédio, sem interferência de ninguém. Isso dá mais garantia e maior acurácia a essas informações para que realmente a gente consiga quantificar e medir o tamanho da nossa produção mato-grossense”, afirmou o superintendente.

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Já o presidente da Aprosoja Mato Grosso, Lucas Costa Beber, destacou que informações mais próximas da realidade ajudam a balizar negociações, reduzem espaço para especulações e valorizam o trabalho do produtor rural.

“Essa apresentação mostra o trabalho dessa parceria. O Imea tem sido muito assertivo nos últimos anos nos números que tem trazido a nós, produtores, e ao mercado, trazendo mais seriedade e coerência nesse fornecimento de dados, que também interfere diretamente no dia a dia do produtor, principalmente na projeção de preços e no planejamento para as próximas safras”, explicou o presidente da Aprosoja MT.

Segunda safra de milho segue dependente do comportamento do clima

Além dos números da soja, o evento também apresentou um panorama inicial da segunda safra de milho. O Imea informou que 1,17 milhão de hectares foram semeados fora da janela ideal de plantio no estado. Apesar disso, a estimativa atual do cereal segue em 51,72 milhões de toneladas, com área de 7,39 milhões de hectares e produtividade projetada em 116,61 sacas por hectare. Segundo o instituto, o comportamento das chuvas nas próximas semanas será decisivo para a consolidação desse potencial.

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