Agro Notícias
Agrohackathon focará soluções na gestão de riscos
Entre o fim de março e o início de abril, o Paraná terá mais uma edição do Agrohackathon, maratona tecnológica em que estudantes de diversas áreas se reúnem para propor soluções para problemas específicos. Com foco na gestão de riscos no setor agropecuário, o evento também vai contar com atividades complementares, como treinamento dos participantes e visitas técnicas a propriedades rurais do Estado. A iniciativa é uma realização do Sistema FAEP/SENAR-PR, do Centro de Cooperação e Inovação da Universidade Federal do Paraná (UFPR) e da Agro Ciência Cooperativa. As inscrições começaram no dia 21 de março e seguem até 5 de abril.
O Agrohackathon é voltado a estudantes universitários – de instituições públicas e privadas – e de dois colégios agrícolas de todo o país. A participação é livre, sendo que as edições anteriores registraram mais adesões entre alunos das áreas de ciências agrárias, administração e de tecnologia. Os interessados podem fazer a inscrição gratuitamente pelo site agrohackathon.com.br.
“O evento é uma maratona tecnológica que tem por objetivo propor soluções a problemas práticos. Desta forma, promove a interação dos estudantes entre si e entre eles e o mercado”, explica Gilson Martins, coordenador do Agrohackathon e professor do Departamento de Economia Rural e Extensão da UFPR. “Alguns alunos já estão organizados em grupos de estudos. Então, eles podem fazer a inscrição em conjunto ou individualmente”, acrescenta.
Etapas
A fase de treinamento ocorrerá em 29 e 31 de março, com apresentações ministradas por técnicos da Embrapa e do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), além de palestras de representantes de empresas especializadas do setor de seguro. No dia 8, acontece a etapa de imersão. Na região Oeste, a visita técnica será realizada no município de Palotina; na região da capital, os alunos conhecerão propriedades na Lapa e em Campo do Tenente.
Nos dias 9 e 10 de abril, ocorre a maratona tecnológica, propriamente dita, com os estudantes se debruçando sobre um problema prático. A intenção é que alunos de diferentes áreas compartilhem conhecimentos, propondo ações práticas e inovadoras que possam resolver as questões apresentadas. “Nós estamos propondo uma abordagem do ciclo completo na área de gestão de riscos, de inovação e de tecnologia. Começamos pelo treinamento, passando pela imersão e terminando com essa interação entre os alunos”, explica Martins.
Apoio
O Agrohackathon já tem confirmado o apoio da Cooperativa Sicredi Vale do Piquiri, Mapfre Seguradora, BrasilSeg Seguros, Sistema Ocepar, Agência Alemã de Desenvolvimento (GIZ), CVALE, Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Secretaria de Agricultura do Estado do Paraná (SEAB), Secretaria da Educação e do Esporte (SEED), Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR); Embrapa Agricultura Digital, Sindicato Rural da Lapa, Sindicato Rural de Palotina, Sindicato Rural de Assis Chateaubriand e Cooperativa Bom Jesus.
A realização do evento está por conta do Centro de Economia Aplicada, Cooperação e Inovação da UFPR (CEA); Sistema FAEP-SENAR-PR e Agrociência Cooperativa.
Agro Notícias
Safra de soja em MT chega a 51,56 milhões tonelada

O Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) divulgou os resultados da etapa soja do projeto Imea em Campo, que revisou para cima as estimativas da safra 2025/26 em Mato Grosso e passou a projetar produção recorde de 51,56 milhões de toneladas.
A nova projeção também elevou a produtividade média estadual para 66,03 sacas por hectare, patamar muito próximo do recorde da temporada anterior.
O levantamento foi realizado ao longo de 71 dias, com 34.880 quilômetros percorridos, 998 avaliações de campo e passagem por 103 municípios, cobrindo 97,92% da área total cultivada com soja no estado. O objetivo do projeto, realizado em parceria com a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT) e o Instituto Mato-grossense do Agronegócio (Iagro MT), é ampliar a precisão das informações geradas a partir de observações in loco, reforçando a representatividade dos dados e a leitura regional das lavouras.
Com base nos resultados obtidos em campo, o Imea revisou a produtividade da soja em 9,23% ante a estimativa anterior, que era de 60,45 sacas por hectare. A área plantada também foi ajustada para 13,013 milhões de hectares, alta de 1,71% sobre a safra passada. Com isso, a produção estadual ficou estimada em 51,56 milhões de toneladas, volume 1,31% superior ao registrado no ciclo 2024/25.
Durante a apresentação, a equipe técnica destacou que a safra 2025/26 foi marcada por um cenário climático desafiador, com irregularidade das chuvas no início do plantio e, posteriormente, excesso de precipitações em algumas regiões durante a colheita. Ainda assim, as lavouras mantiveram desempenho satisfatório, apesar das incertezas observadas ao longo da temporada.
Entre os fatores de atenção levantados pelo projeto, os grãos avariados tiveram peso relevante. Na comparação com a safra passada, houve aumento de 3,40% nas avaliações com esse tipo de ocorrência, o que, segundo a análise apresentada, limitou um avanço ainda maior da produtividade estadual.
No recorte regional, a região Norte apresentou o maior percentual de lavouras classificadas como excelentes, enquanto o Sudeste concentrou a maior parcela de áreas avaliadas como ruins. Já a região Oeste foi a principal responsável pelo incremento na produção, enquanto a Centro-Sul registrou a maior variação positiva de produtividade em relação à estimativa anterior.
O superintendente do Imea, Cleiton Gauer, ressaltou que o objetivo do projeto é consolidar um levantamento técnico, completo e representativo das condições das lavouras, oferecendo mais segurança para o mercado e para os agentes do setor.
“O diferencial do projeto está na apuração presencial, sem intermediários, diretamente no campo. É ir a campo e medir essas informações sem intermédio, sem interferência de ninguém. Isso dá mais garantia e maior acurácia a essas informações para que realmente a gente consiga quantificar e medir o tamanho da nossa produção mato-grossense”, afirmou o superintendente.
Já o presidente da Aprosoja Mato Grosso, Lucas Costa Beber, destacou que informações mais próximas da realidade ajudam a balizar negociações, reduzem espaço para especulações e valorizam o trabalho do produtor rural.
“Essa apresentação mostra o trabalho dessa parceria. O Imea tem sido muito assertivo nos últimos anos nos números que tem trazido a nós, produtores, e ao mercado, trazendo mais seriedade e coerência nesse fornecimento de dados, que também interfere diretamente no dia a dia do produtor, principalmente na projeção de preços e no planejamento para as próximas safras”, explicou o presidente da Aprosoja MT.
Segunda safra de milho segue dependente do comportamento do clima
Além dos números da soja, o evento também apresentou um panorama inicial da segunda safra de milho. O Imea informou que 1,17 milhão de hectares foram semeados fora da janela ideal de plantio no estado. Apesar disso, a estimativa atual do cereal segue em 51,72 milhões de toneladas, com área de 7,39 milhões de hectares e produtividade projetada em 116,61 sacas por hectare. Segundo o instituto, o comportamento das chuvas nas próximas semanas será decisivo para a consolidação desse potencial.
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