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Agrofloresta: conheça o sistema que concilia maior produtividade à preservação ambiental

Inspirado na dinâmica dos ecossistemas e resgatando as formas ancestrais de cultivo, o sistema agroflorestal  permite que o produtor cultive árvores e produtos agrícolas em uma mesma área. Por meio de um conjunto de técnicas, que alinha a agricultura à preservação ambiental, a agrofloresta permite a conciliação da produção com a conservação, promovendo benefícios tanto econômicos quanto ecológicos.

Buscando seguir o fluxo da natureza, o sistema agroflorestal tem como propósito aproximar os processos da agricultura dos funcionamentos da natureza, trabalhando a proximidade de outras culturas, plantando as juntas na mesma extensão de terra, com o objetivo de construir um novo paradigma produtivo que não se baseia somente na monocultura. Permitindo, dessa forma, que as necessidades e características de cada planta auxilie no desenvolvimento de outras.

Frente ao sistema de agricultura convencional, as agroflorestas tem como benefícios o melhoramento do balanço hídrico, aumento da capacidade de absorção do solo, maior infiltração de água – reduzindo os riscos de erosão –  menor incidência de plantas invasoras, estímulo das atividades biológicas, sustentabilidade do sistema produtivo, aumento da produtividade animal e vegetal, técnicas direcionadas para o uso racional de água e do solo,  diversidade de produção e estímulos de utilização de espécies para usos múltiplos. E a principal vantagem condiz com a possibilidade de uma produção de diversas culturas em um mesmo sistema, aproveitando o mesmo espaço e tempo.    

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No entanto, para que haja esses benefícios e para que o sistema agroflorestal seja efetivo é preciso que o mesmo siga um planejamento de produção, que leve em consideração, o solo, clima, mercado, composição de espécies, objetivos com a produção, custos e legislação, visando garantir que as espécies trabalhem juntas.

Podendo ser implementada em qualquer um dos biomas brasileiros, integrando diversas espécies, e a diferentes maneiras de produção, desde agricultura familiar, de pequena escala ou artesanal, até o cultivo de grandes culturas, em grande escala, a agrofloresta pode ser classificada de diversas formas. No Brasil, alguns dos modelos principais de sistemas agroflorestais são agrossilviculturais – mesclam árvores com cultivos agrícolas anuais ou perenes – silvipastoris – combinam árvores e pastagens (animais) –  agrossilvipastoris – une  árvores com cultivos agrícolas e atividade pecuária – e sistemas de produção florestal de múltiplo uso.

Para os sistemas agroflorestais o produtor pode mesclar as suas culturas com árvores como araucárias, seringueiras, açaizeiros e muitos outros.

É importante ressaltar que para a aplicação de um sistema agroflorestal há uma série de critérios importantes que devem ser seguidos no momento do planejamento, como estar de acordo com a legislação ambiental vigente, avaliar as condições climáticas, conhecer o bioma local, além do mercado consumidor.  

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Fonte: AgroPlus

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União Europeia oficializa veto à carne brasileira a partir de setembro

A União Europeia (EU) oficializou sua decisão de proibir a importação de carnes, tripas, peixe e mel produzidos no Brasil. O veto deve entrar em vigor a partir do próximo dia 3 de setembro.

Anunciada há quase um mês, poucos dias após a entrada em vigor provisória do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia, a decisão de excluir o Brasil da lista de países autorizados a exportar esses produtos para os países do bloco europeu foi confirmada em um documento oficial publicado no Diário Oficial da UE nesta sexta-feira (5).

Segundo a Comissão Europeia, o Brasil não conseguiu comprovar que seus produtores atendem às algumas das exigências sanitárias europeias, especialmente que não utilizam, ao longo de toda a cadeia produtiva, medicamentos antimicrobianos para tratar e prevenir infecções em animais.

Em abril deste ano, o governo brasileiro proibiu parte dos antimicrobianos comprovadamente usados para estimular o crescimento e aumentar a produtividade animal, mas a União Europeia avaliou que ainda faltam garantias adicionais.

As regras sobre o uso de antimicrobianos fazem parte da política europeia de segurança alimentar e saúde pública conhecida como One Health, criada para combater o uso excessivo de antibióticos no mundo. Entre os produtos restritos pelos europeus estão substâncias como virginiamicina, avoparcina, tilosina, espiramicina, avilamicina e bacitracina.

A União Europeia é um dos principais mercados para as proteínas animais brasileiras. No caso da carne bovina, o bloco europeu aparece entre os maiores destinos das exportações brasileiras em valor.

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A cautela europeia não significa necessariamente que a carne brasileira esteja contaminada por medicamentos. O principal ponto da decisão europeia é regulatório e envolve rastreabilidade sanitária, certificação e comprovação documental sobre o uso dos medicamentos.

Para voltar à lista dos países autorizados a vender os produtos vetados, o Brasil precisará comprovar que cumpre integralmente as regras europeias durante todo o ciclo de vida dos animais exportados. Para isso, o país pode ampliar ainda mais as restrições legais aos medicamentos ou criar mecanismos mais rígidos de rastreabilidade para provar que os produtos exportados não utilizam as substâncias proibidas na Europa.

A segunda alternativa é considerada mais complexa porque exige monitoramento detalhado da cadeia produtiva, certificações sanitárias adicionais e custos maiores para produtores e frigoríficos.

Abiec
Consultada pela reportagem, a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) manteve o posicionamento divulgado no mês passado, quando a Comissão Europeia anunciou a decisão de proibir a compra dos produtos brasileiros.

Segundo a entidade, o Brasil conta com um “dos sistemas de inspeção e defesa agropecuária mais robustos do mundo” e a carne bovina brasileira atende aos requisitos sanitários e regulatórios de mais de 170 países, incluindo os principais mercados internacionais, cumprindo “rígidos controles oficiais, sistemas de rastreabilidade e protocolos reconhecidos globalmente”.

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Ainda de acordo com a associação, o setor privado vem trabalhando em parceria com o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) na elaboração de protocolos voltados ao atendimento das novas exigências europeias, além de manter diálogo técnico e colaboração com as autoridades competentes sobre o tema.

Qualidade
A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) informou que está acompanhando a formalização da decisão da União Europeia e confiante de que as autoridades brasileiras vão demonstrar, tecnicamente, que o país possui um dos mais robustos sistemas de controle sanitário mundial, capaz de garantir “elevados padrões de qualidade, rastreabilidade, biosseguridade e segurança dos alimentos”.

Em nota, a ABPA enfatizou que o veto à importação dos produtos brasileiros “não decorre de qualquer questionamento sanitário, não conformidade ou problema identificado em relação ao uso de antimicrobianos na produção animal brasileira”, mas sim ao reconhecimento europeu dos “mecanismos oficiais de fiscalização e controle adotados pelo Brasil”.

A entidade também reconheceu a legitimidade das iniciativas voltadas à proteção da saúde pública, da sanidade animal e da segurança dos alimentos, mas com ressalvas. Para a associação, é necessário que as normas sanitárias nacionais estejam “fundamentadas em critérios científicos, avaliações de risco reconhecidas internacionalmente, transparência regulatória e observância aos princípios estabelecidos pela Organização Mundial de Saúde Animal, pelo Codex Alimentarius e pelos acordos multilaterais de comércio”.

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