Agro Notícias
Abelhas são mais produtivas nas cidades
As abelhas polinizam as plantas com mais frequência na cidade do que nas zonas rurais, embora sejam mais frequentemente infectadas com parasitas, um fator que pode reduzir sua expectativa de vida.
Estes foram os resultados de um estudo realizado pela Universidade Martin Luther Halle-Wittenberg (MLU) em conjunto com o Centro Alemão de Pesquisa Integrativa em Biodiversidade (iDiv) Halle-Jena-Leipzig e o Centro Helmholtz de Pesquisa Ambiental (UFZ).
Os pesquisadores tentaram entender se havia uma ligação entre o uso da terra humana e a polinização das plantas pelas abelhas selvagens e, para descobrir, colocaram as plantas em nove locais e em torno de Halle / Saale (Alemanha). As plantas haviam sido cultivadas especialmente em casa de vegetação na estação de testes de campo da UFZ em Bad Lauchstädt e, até agora, não tinham contato com o meio ambiente, nem com abelhas selvagens ou outros polinizadores.
Os nove locais estavam localizados diretamente no centro de Halle ou em áreas agrícolas fora da cidade. Durante o período de floração, os pesquisadores registraram quais insetos visitaram as plantas e com que frequência elas o visitaram. Os resultados das duas investigações mostraram que as plantas são polinizadas com mais frequência por insetos, especialmente abelhas, em áreas urbanas do que em áreas mais usadas para agricultura.
“Os parasitas são um elemento normal dos ecossistemas naturais. A esse respeito, não há nada de errado com essa observação”, explica Panagiotis Theodorou, principal autor do estudo e doutorando no Instituto de Biologia da MLU. Embora haja mais parasitas nas áreas urbanas, as abelhas não deixam de polinizar as plantas.
Agrolink
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Produtores de MT conhecem pesquisas e tradição da agricultura de Iowa durante o último dia de Missão EUA

Comitiva da Aprosoja MT visitou empresa de melhoramento genético e propriedade familiar com mais de 70 anos de história
A Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT) levou os produtores rurais para conhecer a Stine Seeds Co., empresa que realiza pesquisas de melhoramento genético em soja e milho. Nesta sexta-feira (04.09), os associados visitaram a Brelsford Family Farms, que está na atividade desde 1952. A propriedade é conhecida por ser uma das fazendas mais tradicionais no cultivo de soja de Iowa, nos Estados Unidos (EUA).
Neste último dia, o presidente da Aprosoja Mato Grosso, Lucas Costa Beber, fez um balanço de como foi a Missão EUA 2026. Ele explicou que a ação serve como um intercâmbio de informações entre agricultores brasileiros e norte-americanos.
“Último dia da nossa missão, finalizando com sucesso. Os nossos produtores puderam trazer um pouco também do conhecimento deles do Brasil para os produtores norte-americanos e aqui eles aproveitaram para conhecer toda essa cultura, as dificuldades e também as vantagens que o produtor norte-americano tem e também conhecer um pouco desse país e de tudo o que ele representou para as culturas da soja na sua expansão pelo mundo”, disse.
O presidente também aproveitou o momento para agradecer por participar mais uma vez da Missão EUA com a Aprosoja MT. Ele contou que aprendeu bastante durante as participações e que, nesta última vez, também pôde compartilhar conhecimentos.
“Eu participei de várias missões já desde o início. Claro que tivemos a pandemia, mas quase todas elas eu pude participar, estando do lado de produtores do nosso estado, nos quais eu pude aprender bastante, sou muito grato e também pude compartilhar o conhecimento que eu adquiri ao longo desses anos. Então, para mim, é um motivo de muita felicidade e também de emoção de poder ter vivido tudo isso”, afirmou.
Durante a visita no período matutino, a comitiva de agricultores aprendeu mais sobre os estudos desenvolvidos na Stine Seeds Co. No local, eles conheceram as pesquisas nas quais a companhia tem se aprofundado para a soja e o milho. Além das explicações em sala, os produtores também visitaram o campo experimental e puderam ver de perto como os estudos são desenvolvidos e como os dados são coletados.
O vice-presidente Oeste da Aprosoja MT, Luiz Otávio Tatim, explicou que a Stine Seeds Co. chegou recentemente ao Brasil e está focada em expandir sua atuação em Mato Grosso, levando novos estudos para contribuir com o aumento da produtividade.
“Na parte da manhã tivemos uma visita na empresa Stine, que há pouco tempo foi para o Brasil e estão desenvolvendo novas tecnologias aqui nos Estados Unidos, juntamente com o nosso país, e estão aprimorando essas novas tecnologias para que eles possam também gerar mais produtividade para o produtor brasileiro, mais especificamente mato-grossense”, explicou.
Durante a visita, os agricultores foram recebidos pelo líder de negócios da empresa, Ricardo Ribeiro. O brasileiro é colaborador da Stine Seeds Co. e contou que o grupo estava bastante curioso para conhecer cada vez mais os estudos desenvolvidos.
“Foi muito bom receber esse grupo da Aprosoja MT, fiquei impressionado, pessoal muito interessado, com muitas perguntas, muita curiosidade e, na verdade, querendo entender um pouco mais como é que funciona o negócio aqui nos Estados Unidos. Então foi muito legal que a gente conseguiu falar um pouco do que nós temos hoje de trabalho sendo desenvolvidos aqui nos Estados Unidos, como essa genética é tão importante para o agricultor hoje aqui e qual o impacto disso para o agricultor brasileiro quando ela está sendo levada para lá agora”, contou.
Por fim, no período vespertino, os produtores conheceram uma história familiar que persiste até os dias de hoje. A Brelsford Family Farms está na agricultura em Iowa há mais de 74 anos. Na propriedade, a comitiva pôde tirar dúvidas e conhecer melhor como funciona a agricultura de soja e milho norte-americana. O produtor rural e delegado do núcleo de Campo Novo do Parecis, Ney Utida, explicou que pôde conhecer de perto como a agricultura familiar ocorre nos Estados Unidos.
“Foi uma visita, uma propriedade típica familiar, porque eu entendi, é o casal, filho, né? O agrônomo, assistente de longa data e é o básico, é essencial para manter essa produtividade, digamos, a presença ao longo de vários anos, é experiência e tenacidade”, relatou.
A programação do último dia encerrou uma semana de aprendizado e troca de experiências entre produtores de Mato Grosso e dos Estados Unidos. Para a Aprosoja MT, o contato direto com pesquisadores, empresas e agricultores norte-americanos permite ampliar o conhecimento sobre diferentes modelos de produção e levar novas informações para o campo mato-grossense.
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