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Saúde

Tráfico nas favelas: a droga mortal da África do Sul que mistura heroína, remédio para HIV e veneno de rato

A droga é uma mistura de heroína e outras substâncias – de remédio para HIV a veneno de rato. Ela normalmente é fumada junto com maconha ou injetada.

O jornalista local Golden Mtika acompanhou a vida de Jesus, que foi viciado em nyaope por dez anos: a história dele é um retrato da devastação causada pela droga.

“De manhã é o inferno, cara. Você sente que está morrendo, como se seu intestino tivesse sendo cortado por uma navalha”, diz Jesus.

“Quando você está assim, você acaba em alguns momentos fazendo coisas horríveis. Eu faria literalmente qualquer coisa.”

Golden viu de perto a devastação causada pela nyaope. Em cinco anos, ele perdeu dois de seus sobrinhos para a droga.

Mas como a droga é distribuída nas ruas, dizimando comunidades? Como eles escapam da polícia?

Golden encontrou um traficante que topou falar sobre o assunto.

“Você só tem que suborná-los (os policiais). Policiais de baixa patente aceitam suborno. Policiais de alta patente também aceitam suborno. Os caras conhecem todos os traficantes.”

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A BBC apresentou as acusações à polícia da África do Sul. Eles disseram que recentemente fizeram prisões de importantes chefes do tráfico.

Centros de recuperação oferecem um fio de esperança para os usuários. Faz seis meses que Jesus se internou em um centro para largar a droga.

“Os primeiros três dias, na primeira semana, foram os mais difíceis. Você sente dor, fica noites sem dormir” diz ele.

Agora Jesus voltou para as ruas, mas desta vez para espalhar uma mensagem: ele quer que os viciados em nyaope saibam que a droga pode ser vencida.

BBC

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Saúde

Doar sangue e salvar vidas: um gesto simples que transforma o mundo

Doar sangue para salvar vidas. Poucos gestos são tão simples e, ao mesmo tempo, tão poderosos quanto esse.

Em menos de uma hora, uma única doação pode beneficiar até quatro pessoas. Não é preciso ser herói nem ter habilidade especial. Basta ter saúde, disposição e sensibilidade para ajudar o próximo.

O sangue não possui substituto artificial. Nenhuma fábrica o produz. Nenhum laboratório consegue reproduzi-lo. Ele existe apenas em cada um de nós e só chega a quem precisa por meio da solidariedade humana. Cada doação é a demonstração concreta de que uma vida importa.

Pense na criança que necessita de transfusão durante uma cirurgia. Na mulher que enfrenta complicações após o parto. Na vítima de acidente que chega ao Pronto-Socorro em estado grave. No paciente em tratamento contra o câncer. Para cada um deles, uma bolsa de sangue pode representar a diferença entre a vida e a morte. Essa é a realidade diária dos hospitais brasileiros, inclusive aqui em Mato Grosso.

Neste 14 de junho, o mundo celebra o Dia Mundial do Doador de Sangue. Em 2026, a campanha da Organização Mundial da Saúde, no âmbito do ‘Junho Vermelho’, traz o tema “Doe sangue, dê esperança: juntos salvamos vidas”. Uma convocação que precisa ir além das datas e se tornar uma atitude permanente.

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Tenho levado esse compromisso a sério na prática. Por meio dos mutirões sociais do Gabinete da Assembleia Legislativa, levamos campanhas de doação de sangue diretamente às comunidades de Cuiabá, chegando a quem muitas vezes não consegue se deslocar até os pontos de coleta. A própria ALMT firmou parceria com o MT Hemocentro para receber o caminhão de coleta em frente ao plenário, mobilizando servidores e a população. O Parlamento tem o dever de dar o exemplo.

A doação é uma das mais nobres expressões de solidariedade. Quem doa não conhece a pessoa beneficiada. Não há recompensa financeira nem interesse pessoal. Há apenas a decisão de estender a mão a alguém em extrema necessidade.

O sangue coletado é separado em hemácias, plasma e plaquetas, atendendo pacientes com necessidades distintas. Uma única doação tem potencial para ajudar várias pessoas.

Os hemocentros dependem de doações regulares. O sangue possui prazo de validade limitado, e a reposição constante é uma necessidade. Ser um doador regular é assumir um compromisso com a vida, com a comunidade e com quem você ama.

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Qualquer pessoa saudável, entre 16 e 69 anos, e com mais de 50 quilos pode doar. O procedimento é seguro, rápido e praticamente indolor. O organismo repõe naturalmente o volume doado em pouco tempo.

Você dedica alguns minutos do seu dia. Em troca, oferece a alguém a oportunidade de continuar vivendo.

Convido cada mato-grossense a procurar o hemocentro mais próximo, fazer sua doação e incentivar familiares e amigos. Salvar vidas não depende de grandes recursos. Depende apenas da disposição de compartilhar o que carregamos dentro de nós.

Seja doador de sangue. Sua atitude pode ser a esperança que alguém espera para continuar vivendo.

*Max Russi é deputado estadual e presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso.

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