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Saúde

Quase 200 mortes por Covid são registradas em fevereiro e UTIs de 5 hospitais estão lotadas em MT

Há, atualmente, 944 pessoas internadas por causa da doença em hospitais públicos e privados no estado.

Leito de UTI para pacientes em tratamento da Covid-19 estão com alta taxa de ocupação — Foto: Reprodução/TV Globo

Mato Grosso já registrou quase 200 mortes por Covid-19 nos primeiros dias de fevereiro. De acordo com os dados do Painel Covid-19, da Secretaria Estadual de Saúde (SES), do dia 1º até a última terça-feira (9), 193 pessoas morreram em decorrência da doença no estado.

Foram 11.098 casos em fevereiro, nos primeiros nove dias. Há, atualmente, 944 pessoas internadas por causa da doença em hospitais públicos e privados no estado.

No estado, cinco hospitais estão com os leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) lotados: Hospital e Maternidade São Lucas (Várzea Grande), Hospital Júlio Muller (Cuiabá) e hospitais regionais de Sorriso, Cáceres e Sinop.

Tabela mostra leitos de UTI que estão ocupados em MT  — Foto: Reprodução/SES-MT

Tabela mostra leitos de UTI que estão ocupados em MT — Foto: Reprodução/SES-MT

O Hospital Julio Muller, além de estar sem nenhum leito de UTI disponível, também não tem nenhum leito de enfermaria. É a unidade com maior taxa de ocupação no estado: 200% dos leitos pactuados pelo SUS estão ocupados. Ou seja, estão sendo utilizados os cinco leitos pactuados e outros cinco leitos não pactuados.

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Além disso, outros quatro hospitais tem apenas uma vaga de UTI disponível para pacientes com Covid-19: Hospital e Maternidade Santa Rita (Várzea Grande), Hospital Regional Ima Elza Giovanella (Rondonópolis), Hospital Hilda Strenger Ribeiro (Nova Mutum) e Hospital Vale do Guaporé (Pontes e Lacerda).

Desde o início da pandemia, Mato Grosso teve 228.118 casos confirmados da Covid-19 e 5.355 óbitos pela doença.

Desses, 7.582 estão em isolamento domiciliar e 214.173 estão recuperados.

Entre casos confirmados, suspeitos e descartados para a Covid-19, há 285 internações em UTIs públicas e 285 em enfermarias públicas. Isto é, a taxa de ocupação está em 73,64% para UTIs adulto e em 33% para enfermarias adulto.

Fonte: G1 MT

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Saúde

Doar sangue e salvar vidas: um gesto simples que transforma o mundo

Doar sangue para salvar vidas. Poucos gestos são tão simples e, ao mesmo tempo, tão poderosos quanto esse.

Em menos de uma hora, uma única doação pode beneficiar até quatro pessoas. Não é preciso ser herói nem ter habilidade especial. Basta ter saúde, disposição e sensibilidade para ajudar o próximo.

O sangue não possui substituto artificial. Nenhuma fábrica o produz. Nenhum laboratório consegue reproduzi-lo. Ele existe apenas em cada um de nós e só chega a quem precisa por meio da solidariedade humana. Cada doação é a demonstração concreta de que uma vida importa.

Pense na criança que necessita de transfusão durante uma cirurgia. Na mulher que enfrenta complicações após o parto. Na vítima de acidente que chega ao Pronto-Socorro em estado grave. No paciente em tratamento contra o câncer. Para cada um deles, uma bolsa de sangue pode representar a diferença entre a vida e a morte. Essa é a realidade diária dos hospitais brasileiros, inclusive aqui em Mato Grosso.

Neste 14 de junho, o mundo celebra o Dia Mundial do Doador de Sangue. Em 2026, a campanha da Organização Mundial da Saúde, no âmbito do ‘Junho Vermelho’, traz o tema “Doe sangue, dê esperança: juntos salvamos vidas”. Uma convocação que precisa ir além das datas e se tornar uma atitude permanente.

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Tenho levado esse compromisso a sério na prática. Por meio dos mutirões sociais do Gabinete da Assembleia Legislativa, levamos campanhas de doação de sangue diretamente às comunidades de Cuiabá, chegando a quem muitas vezes não consegue se deslocar até os pontos de coleta. A própria ALMT firmou parceria com o MT Hemocentro para receber o caminhão de coleta em frente ao plenário, mobilizando servidores e a população. O Parlamento tem o dever de dar o exemplo.

A doação é uma das mais nobres expressões de solidariedade. Quem doa não conhece a pessoa beneficiada. Não há recompensa financeira nem interesse pessoal. Há apenas a decisão de estender a mão a alguém em extrema necessidade.

O sangue coletado é separado em hemácias, plasma e plaquetas, atendendo pacientes com necessidades distintas. Uma única doação tem potencial para ajudar várias pessoas.

Os hemocentros dependem de doações regulares. O sangue possui prazo de validade limitado, e a reposição constante é uma necessidade. Ser um doador regular é assumir um compromisso com a vida, com a comunidade e com quem você ama.

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Qualquer pessoa saudável, entre 16 e 69 anos, e com mais de 50 quilos pode doar. O procedimento é seguro, rápido e praticamente indolor. O organismo repõe naturalmente o volume doado em pouco tempo.

Você dedica alguns minutos do seu dia. Em troca, oferece a alguém a oportunidade de continuar vivendo.

Convido cada mato-grossense a procurar o hemocentro mais próximo, fazer sua doação e incentivar familiares e amigos. Salvar vidas não depende de grandes recursos. Depende apenas da disposição de compartilhar o que carregamos dentro de nós.

Seja doador de sangue. Sua atitude pode ser a esperança que alguém espera para continuar vivendo.

*Max Russi é deputado estadual e presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso.

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