Saúde
Quais os benefícios das leguminosas para a saúde?
Você consome feijão todos os dias? Apesar de ser um item muito consumido no Brasil, pouca gente sabe da importância não apenas do feijão, mas de todas as leguminosas, para a saúde do nosso corpo. Assim como os legumes, verduras, frutas e hortaliças, as leguminosas devem fazer parte das refeições diariamente. Ricas em fibras, proteínas, carboidratos, também são uma fonte poderosa de ferro. E quando falamos desse grupo de alimentos, nos referimos a uma grande variedade: ervilha, lentilha, grão-de-bico, entre outros, que podem ser preparados de diversas formas e em várias receitas diferentes, como bolinhos, hambúrgueres, saladas e caldos.
Quais os benefícios das leguminosas para a saúde e bem-estar?
O nome pode remeter aos legumes, mas as leguminosas têm uma função importante no organismo. Presente constante nas refeições brasileiras, estão no grupo de leguminosas todos os tipos de feijão, lentilha, ervilha, grão-de-bico, soja, amendoim e fava, entre outros.
As leguminosas são alimentos completos no ponto de vista nutricional. São consideradas ótimas fontes de proteínas vegetais, que ajudam na manutenção de órgãos e sistemas vitais do corpo humano. As leguminosas também possuem carboidratos complexos, responsáveis por fornecer energia, e fibras – que entre suas funções, auxiliam no trânsito intestinal e diminuem os níveis de colesterol que são prejudiciais ao organismo. Esses alimentos também ajudam a promover mais saciedade.
Consumo de leguminosas ajudam na prevenção de doenças
As leguminosas são muito utilizadas na substituição de proteínas animais, principalmente por pessoas que seguem uma dieta vegetariana. Por terem uma alta capacidade nutricional, estudos demonstram que o consumo regular desses alimentos ajudam na prevenção de doenças como diabetes, distúrbios no intestino e doenças cardiovasculares
Leguminosas são ricas em minerais, como ferro e cálcio
A maioria das leguminosas possui muitos minerais, o que ajuda e muito o funcionamento do nosso organismo. Os diferentes tipos de feijão, por exemplo, são normalmente associados a alta concentração de ferro, que entre tantos benefícios, previne a anemia. O indicado é associar o consumo com alimentos ricos em vitamina C, que aumentam a absorção do ferro pelo organismo. Portanto, quando consumir uma leguminosa, que tal incluir uma fruta cítrica de sobremesa – como laranja, tangerina ou uma fatia de abacaxi – para potencializar a absorção?
As leguminosas também são ricas em cálcio, mineral que fortalece a estrutura óssea e dentária, e em magnésio, que ajuda a regular as taxas de açúcar no sangue, auxilia na regulação da pressão arterial e melhora o condicionamento físico. Esses grãos também são fonte de potássio, substância que ajuda a regular o metabolismo, evita cãibras, melhora a saúde mental e têm efeitos no sistema nervoso.Se ingeridos com vitamina C, as leguminosas também podem ser poderosas fontes de ferro, que entre outros benefícios, previne a anemia.
Leguminosas e vitaminas do complexo B
Entre tantos benefícios para a saúde encontrados nas leguminosas, outro que se destaca é a grande quantidade vitaminas do complexo B na composição. Esses nutrientes possuem diversas funções no organismo e se destacam pelo auxílio na manutenção do sistema nervoso central, fortalecimento do sistema imunológico e efeitos na saúde da pele e intestino.
CUIDADOS MIL
Saúde
MT deve registrar 520 novos casos de câncer colorretal por ano até 2028

O mês de março é tomado pela cor azul-marinho com o objetivo de alertar toda a sociedade para o câncer colorretal (intestino e reto), um dos tumores mais incidentes e uma das maiores taxas de mortalidade do país, que deve registrar 26.270 novos casos da doença por ano no triênio de 2026-2028.
Só em Mato Grosso, são estimados 520 novos casos anuais deste tipo de neoplasia no mesmo período, conforme estimativa do Instituto Nacional de Câncer (Inca). Diante desse cenário, durante o mutirão do “Dia E – Ebserh em Ação”, vinculado ao programa “Agora Tem Especialistas”, do Ministério da Saúde (MS), o Hospital Universitário Júlio Müller, da Universidade Federal de Mato Grosso (HUJM-UFMT), administrado pela Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), alerta para importância de exames de colonoscopia.
A iniciativa também faz parte do “Março Azul-Marinho”, uma campanha de conscientização sobre a prevenção e o combate ao câncer colorretal. Durante o mutirão, realizado neste dia 21, caso seja identificada alguma doença durante os exames, os pacientes passam a ser acompanhados pelo serviço de coloproctologia.
“Realizamos uma consulta de triagem no dia do mutirão e depois realizaremos consulta dando o feedback sobre o resultado do exame e seguimento”, disse a residente R5 de Coloproctologia, Maristella Nery.
O QUE É – O câncer colorretal é um tumor maligno que se desenvolve no intestino grosso (cólon) e no reto. Atualmente, já figura como o segundo tipo de tumor mais frequente entre homens e mulheres no Brasil, quando excluídos os casos de câncer de pele não melanoma.
Coloproctologista Mardem Machado de Souza, do HUJM-UFMT, alerta que a associação de sangramento nas fezes e alterações no hábito intestinal é o alerta mais comum. No entanto, dores abdominais, perda de peso, anemia e sensação de evacuação incompleta também devem ser investigadas. “Quanto mais cedo se diagnostica, menor o risco de disseminação do tumor e maiores as chances de oferecer um tratamento efetivo e definitivo, com elevadas taxas de cura”, frisou.
O especialista informa ainda que, embora existam métodos como a pesquisa de sangue oculto nas fezes e exames parciais do intestino, a colonoscopia é considerada o exame mais completo para detecção do câncer colorretal. O procedimento permite avaliar todo o intestino grosso, retirar lesões precursoras, biopsiar tumores e até retirar lesões malignas iniciais.
Também a maioria dos cânceres do intestino grosso e reto surge a partir de pólipos adenomatosos, que se assemelham a pequenas verrugas e podem evoluir para câncer após sete a dez anos, caso ocorram alterações genéticas.
As diretrizes internacionais recomendam o início do rastreamento a partir dos 45 anos para pessoas sem fatores de risco. Para quem possui histórico familiar, o exame é indicado a partir dos 40 anos ou dez anos antes da idade em que o familiar de primeiro grau recebeu o diagnóstico.
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