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Saúde

Por que viajar faz bem ao cérebro

Acredite: mesmo o mais sedentário dos seres humanos tem uma faísca de espírito aventureiro dentro de si. Afinal, a humanidade chegou até aqui porque nossos antepassados eram nômades – e essa natureza itinerante, que faz parte da nossa bagagem, pode ser considerada um elixir da juventude!

A exposição a novos ambientes e experiências sempre representa um desafio, o que aumenta a plasticidade mental, isto é, a capacidade do cérebro de ampliar suas fronteiras, de se reinventar. Por isso, evite voltar sempre aos mesmos locais. A sensação de familiaridade pode ser agradável, mas lembre-se que esses lugares também tiveram a sua primeira vez. Portanto, abra espaço para o encantamento que acompanha as descobertas.

Aliás, de acordo com a Universidade de Cornell, quanto mais longe formos em nossas aventuras, maior será a satisfação, o sentimento de felicidade associado a uma viagem. Foi o que pesquisadores da entidade descobriram ao analisar o que os viajantes postavam no Twitter! Atualmente, sociólogos e antropólogos já utilizam as redes sociais para mapear o comportamento dos indivíduos e foi o que fizeram Morgan Frank e seus colegas, ao analisar 37 milhões de tuítes geolocalizados de 180 mil pessoas. A maioria postava comentários sem grande entusiasmo dentro do perímetro casa-trabalho-casa. No entanto, quando a experiência descrita se referia a locais distantes dos roteiros habituais, palavras que demonstravam felicidade eram bem mais numerosas, indicando que aquela vivência tinha sido bastante positiva.

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Trata-se de fugir da rotina, do estresse do dia a dia, do tédio. Claro que as limitações financeiras pesam, mas não deixe que seu orçamento impeça escapadas curtas, que estejam a duas ou três horas de ônibus. A paisagem vai mudar, você conhecerá outras pessoas e renovará as energias ao estar em contato com a natureza. Inclusive, planejar uma viagem e cuidar de todos os detalhes já faz parte da diversão.

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Saúde

Mais de 7,6 mil bebês nasceram de mães adolescentes em Mato Grosso em 2025

Mais de 7,6 mil bebês nasceram de mães adolescentes em Mato Grosso no ano passado, segundo dados do Painel de Monitoramento de Nascidos Vivos, do Ministério da Saúde. O levantamento registra 7.310 partos de jovens entre 15 e 19 anos e outros 324 de meninas com menos de 14 anos, uma média de aproximadamente 20 nascimentos por dia.

Além de evidenciar uma realidade marcada pela gravidez precoce, os números também chamam atenção para casos que podem estar relacionados ao estupro de vulnerável, especialmente entre as menores de 14 anos, e para os impactos sociais enfrentados por essas adolescentes.

No cotidiano da assistência social, a gravidez na adolescência costuma representar uma ruptura nos projetos de vida. Segundo a psicóloga do Centro de Referência de Assistência Social (Cras) do bairro Pedregal, Emanuele Costa, muitas jovens passam a enxergar a maternidade como único caminho possível.

“É como se a vida dela se resumisse à maternidade, e é isso que vai determinar todo o resto da vida dela”, afirma.

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A profissional explica que parte das adolescentes procura atendimento espontaneamente, enquanto outras são encaminhadas pelas unidades de saúde. No Cras, elas recebem acolhimento, orientação e acompanhamento para acesso aos benefícios socioassistenciais.

Entre os principais desafios está a evasão escolar. A gravidez, as limitações impostas pela gestação, o período do puerpério e a dificuldade de conciliar os cuidados com o bebê fazem com que muitas interrompam os estudos.

“Nós analisamos se houve ou não a evasão escolar, para ver a possibilidade de essa jovem voltar para a escola. Isso é uma grande questão na gravidez na adolescência, pois muitas deixam de ir ou têm muita dificuldade para voltar. Elas precisam de uma rede de apoio consolidada para conseguir, neste momento, voltar à escola e não ficarem desamparadas em relação aos cuidados com o filho”, destaca.

De acordo com Emanuele, outro aspecto recorrente é a ausência de planejamento para o futuro. Diferentemente de outros adolescentes, que costumam projetar objetivos como concluir os estudos, ingressar na universidade e conquistar independência financeira, muitas jovens grávidas acabam limitando suas expectativas à maternidade.

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“Muitas vezes, se ouve na adolescência: ‘eu quero estudar, me formar, passar no Enem e depois comprar uma casa’. Com elas, não. É como se agora a vida dela fosse só isso. Eu vou ser mãe e pronto, não tem planejamento para a vida futura”, relata.

A psicóloga também observa que, na maioria dos atendimentos, os pais das crianças estão ausentes. O suporte costuma vir das mães ou avós das adolescentes, que assumem papel fundamental na construção da rede de apoio.

“Pela nossa vivência, o amparo vem desse lado materno da própria mãe trazer a filha, conversar e tentar restabelecer esse vínculo que, muitas vezes, chega fragilizado. Nisso entra o papel da assistência social e do serviço de fortalecimento de vínculos. É para garantir que a rede de apoio seja mantida, porque essa é uma das principais bases para que a jovem consiga ter uma vida menos vulnerável e fique menos exposta a situações de risco”, conclui.

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