Saúde
Por que viajar faz bem ao cérebro
Acredite: mesmo o mais sedentário dos seres humanos tem uma faísca de espírito aventureiro dentro de si. Afinal, a humanidade chegou até aqui porque nossos antepassados eram nômades – e essa natureza itinerante, que faz parte da nossa bagagem, pode ser considerada um elixir da juventude!
A exposição a novos ambientes e experiências sempre representa um desafio, o que aumenta a plasticidade mental, isto é, a capacidade do cérebro de ampliar suas fronteiras, de se reinventar. Por isso, evite voltar sempre aos mesmos locais. A sensação de familiaridade pode ser agradável, mas lembre-se que esses lugares também tiveram a sua primeira vez. Portanto, abra espaço para o encantamento que acompanha as descobertas.
Aliás, de acordo com a Universidade de Cornell, quanto mais longe formos em nossas aventuras, maior será a satisfação, o sentimento de felicidade associado a uma viagem. Foi o que pesquisadores da entidade descobriram ao analisar o que os viajantes postavam no Twitter! Atualmente, sociólogos e antropólogos já utilizam as redes sociais para mapear o comportamento dos indivíduos e foi o que fizeram Morgan Frank e seus colegas, ao analisar 37 milhões de tuítes geolocalizados de 180 mil pessoas. A maioria postava comentários sem grande entusiasmo dentro do perímetro casa-trabalho-casa. No entanto, quando a experiência descrita se referia a locais distantes dos roteiros habituais, palavras que demonstravam felicidade eram bem mais numerosas, indicando que aquela vivência tinha sido bastante positiva.
Trata-se de fugir da rotina, do estresse do dia a dia, do tédio. Claro que as limitações financeiras pesam, mas não deixe que seu orçamento impeça escapadas curtas, que estejam a duas ou três horas de ônibus. A paisagem vai mudar, você conhecerá outras pessoas e renovará as energias ao estar em contato com a natureza. Inclusive, planejar uma viagem e cuidar de todos os detalhes já faz parte da diversão.
Bem Estar
Saúde
Doar sangue e salvar vidas: um gesto simples que transforma o mundo

Doar sangue para salvar vidas. Poucos gestos são tão simples e, ao mesmo tempo, tão poderosos quanto esse.
Em menos de uma hora, uma única doação pode beneficiar até quatro pessoas. Não é preciso ser herói nem ter habilidade especial. Basta ter saúde, disposição e sensibilidade para ajudar o próximo.
O sangue não possui substituto artificial. Nenhuma fábrica o produz. Nenhum laboratório consegue reproduzi-lo. Ele existe apenas em cada um de nós e só chega a quem precisa por meio da solidariedade humana. Cada doação é a demonstração concreta de que uma vida importa.
Pense na criança que necessita de transfusão durante uma cirurgia. Na mulher que enfrenta complicações após o parto. Na vítima de acidente que chega ao Pronto-Socorro em estado grave. No paciente em tratamento contra o câncer. Para cada um deles, uma bolsa de sangue pode representar a diferença entre a vida e a morte. Essa é a realidade diária dos hospitais brasileiros, inclusive aqui em Mato Grosso.
Neste 14 de junho, o mundo celebra o Dia Mundial do Doador de Sangue. Em 2026, a campanha da Organização Mundial da Saúde, no âmbito do ‘Junho Vermelho’, traz o tema “Doe sangue, dê esperança: juntos salvamos vidas”. Uma convocação que precisa ir além das datas e se tornar uma atitude permanente.
Tenho levado esse compromisso a sério na prática. Por meio dos mutirões sociais do Gabinete da Assembleia Legislativa, levamos campanhas de doação de sangue diretamente às comunidades de Cuiabá, chegando a quem muitas vezes não consegue se deslocar até os pontos de coleta. A própria ALMT firmou parceria com o MT Hemocentro para receber o caminhão de coleta em frente ao plenário, mobilizando servidores e a população. O Parlamento tem o dever de dar o exemplo.
A doação é uma das mais nobres expressões de solidariedade. Quem doa não conhece a pessoa beneficiada. Não há recompensa financeira nem interesse pessoal. Há apenas a decisão de estender a mão a alguém em extrema necessidade.
O sangue coletado é separado em hemácias, plasma e plaquetas, atendendo pacientes com necessidades distintas. Uma única doação tem potencial para ajudar várias pessoas.
Os hemocentros dependem de doações regulares. O sangue possui prazo de validade limitado, e a reposição constante é uma necessidade. Ser um doador regular é assumir um compromisso com a vida, com a comunidade e com quem você ama.
Qualquer pessoa saudável, entre 16 e 69 anos, e com mais de 50 quilos pode doar. O procedimento é seguro, rápido e praticamente indolor. O organismo repõe naturalmente o volume doado em pouco tempo.
Você dedica alguns minutos do seu dia. Em troca, oferece a alguém a oportunidade de continuar vivendo.
Convido cada mato-grossense a procurar o hemocentro mais próximo, fazer sua doação e incentivar familiares e amigos. Salvar vidas não depende de grandes recursos. Depende apenas da disposição de compartilhar o que carregamos dentro de nós.
Seja doador de sangue. Sua atitude pode ser a esperança que alguém espera para continuar vivendo.
*Max Russi é deputado estadual e presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso.
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