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Saúde

Número de mortes por Covid-19 dobra e UTIs registram lotação em MT

Hospitais de Várzea Grande e Nova Mutum já estão operando com leitos em lotação máxima.

Até o dia 21 de dezembro, 164 pessoas foram internadas com Covid-19 em Mato Grosso, das quais 53 estão em monitoramento em Unidades de Terapia Intensiva (UTIs).

O Hospital Regional de Nova Mutum (MT) e o Metropolitano, em Várzea Grande, já enfrentam a lotação dos leitos de UTI. No caso da Cidade Industrial, o hospital já possui as 20 vagas ocupadas, enquanto sobram apenas dois leitos na unidade do interior.

Em relação ao mesmo período no mês de novembro, o número de mortes mais que duplicou, atingindo 22 óbitos em 21 dias. Com a animação das festas de fim de ano, a Secretaria de Estado de Saúde (Ses-MT) registrou mais de 16 mil casos de Covid-19 neste mês. Já em novembro, o número de casos totalizava 1.688 em Mato Grosso.

No caso de Cuiabá, a quantidade de casos atingiu a marca de 717, enquanto quatro óbitos foram constatados por coronavírus.

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Ao todo, mais de nove mil casos seguem em monitoramento em todas as regiões do Estado. Apenas os municípios de Nova Marilândia, Ponte Branca, Santa Cruz do Xingu, Santo Antônio do Leste e São José do Povo não receberam nenhum caso de Covid-19.

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Saúde

Mais de 7,6 mil bebês nasceram de mães adolescentes em Mato Grosso em 2025

Mais de 7,6 mil bebês nasceram de mães adolescentes em Mato Grosso no ano passado, segundo dados do Painel de Monitoramento de Nascidos Vivos, do Ministério da Saúde. O levantamento registra 7.310 partos de jovens entre 15 e 19 anos e outros 324 de meninas com menos de 14 anos, uma média de aproximadamente 20 nascimentos por dia.

Além de evidenciar uma realidade marcada pela gravidez precoce, os números também chamam atenção para casos que podem estar relacionados ao estupro de vulnerável, especialmente entre as menores de 14 anos, e para os impactos sociais enfrentados por essas adolescentes.

No cotidiano da assistência social, a gravidez na adolescência costuma representar uma ruptura nos projetos de vida. Segundo a psicóloga do Centro de Referência de Assistência Social (Cras) do bairro Pedregal, Emanuele Costa, muitas jovens passam a enxergar a maternidade como único caminho possível.

“É como se a vida dela se resumisse à maternidade, e é isso que vai determinar todo o resto da vida dela”, afirma.

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A profissional explica que parte das adolescentes procura atendimento espontaneamente, enquanto outras são encaminhadas pelas unidades de saúde. No Cras, elas recebem acolhimento, orientação e acompanhamento para acesso aos benefícios socioassistenciais.

Entre os principais desafios está a evasão escolar. A gravidez, as limitações impostas pela gestação, o período do puerpério e a dificuldade de conciliar os cuidados com o bebê fazem com que muitas interrompam os estudos.

“Nós analisamos se houve ou não a evasão escolar, para ver a possibilidade de essa jovem voltar para a escola. Isso é uma grande questão na gravidez na adolescência, pois muitas deixam de ir ou têm muita dificuldade para voltar. Elas precisam de uma rede de apoio consolidada para conseguir, neste momento, voltar à escola e não ficarem desamparadas em relação aos cuidados com o filho”, destaca.

De acordo com Emanuele, outro aspecto recorrente é a ausência de planejamento para o futuro. Diferentemente de outros adolescentes, que costumam projetar objetivos como concluir os estudos, ingressar na universidade e conquistar independência financeira, muitas jovens grávidas acabam limitando suas expectativas à maternidade.

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“Muitas vezes, se ouve na adolescência: ‘eu quero estudar, me formar, passar no Enem e depois comprar uma casa’. Com elas, não. É como se agora a vida dela fosse só isso. Eu vou ser mãe e pronto, não tem planejamento para a vida futura”, relata.

A psicóloga também observa que, na maioria dos atendimentos, os pais das crianças estão ausentes. O suporte costuma vir das mães ou avós das adolescentes, que assumem papel fundamental na construção da rede de apoio.

“Pela nossa vivência, o amparo vem desse lado materno da própria mãe trazer a filha, conversar e tentar restabelecer esse vínculo que, muitas vezes, chega fragilizado. Nisso entra o papel da assistência social e do serviço de fortalecimento de vínculos. É para garantir que a rede de apoio seja mantida, porque essa é uma das principais bases para que a jovem consiga ter uma vida menos vulnerável e fique menos exposta a situações de risco”, conclui.

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