Saúde
Dois bispos de Sinop (MT) são diagnosticados com coronavírus
Segundo a assessoria da Mitra Diocesana De Sinop, bispo-emérito Dom Gentil Delazari, de 80 anos, está internado no Hospital Dois Pinheiros.

Dom Gentil Delazari, de 80 anos, (à esquerda) e Dom Canisio Klaus, de 69 anos (à direita) — Foto: Mitra Diocesana De Sinop
O bispo Dom Canisio Klaus, de 69 anos, e o bispo-emérito Dom Gentil Delazari, de 80 anos, foram diagnosticados nesse sábado (26) com o coronavírus (Covid-19) em Sinop, a 503 km de Cuiabá. A confirmação ocorreu por meio de exames.
Segundo a assessoria da Mitra Diocesana De Sinop, ao qual os bispos fazem parte, o bispo-emérito está internado no Hospital Dois Pinheiros. Por ser mais idoso, o religioso inspira cuidados e está internado em um quarto da unidade. O estado de saúde dele é estável.
Já Dom Canisio Klaus começou o tratamento em casa, na Curia Diocesana, de acordo com a assessoria. Ele está isolado dos demais colegas.
Os dois bispos compõem a chamada Regional Oeste 2 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), sendo que Dom Canisio é presidente dessa regional.
O último boletim da Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT) apontou que Sinop tem 9.636 casos da doença e 145 mortes.
Fonte: G1 MT
Saúde
MT deve registrar 520 novos casos de câncer colorretal por ano até 2028

O mês de março é tomado pela cor azul-marinho com o objetivo de alertar toda a sociedade para o câncer colorretal (intestino e reto), um dos tumores mais incidentes e uma das maiores taxas de mortalidade do país, que deve registrar 26.270 novos casos da doença por ano no triênio de 2026-2028.
Só em Mato Grosso, são estimados 520 novos casos anuais deste tipo de neoplasia no mesmo período, conforme estimativa do Instituto Nacional de Câncer (Inca). Diante desse cenário, durante o mutirão do “Dia E – Ebserh em Ação”, vinculado ao programa “Agora Tem Especialistas”, do Ministério da Saúde (MS), o Hospital Universitário Júlio Müller, da Universidade Federal de Mato Grosso (HUJM-UFMT), administrado pela Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), alerta para importância de exames de colonoscopia.
A iniciativa também faz parte do “Março Azul-Marinho”, uma campanha de conscientização sobre a prevenção e o combate ao câncer colorretal. Durante o mutirão, realizado neste dia 21, caso seja identificada alguma doença durante os exames, os pacientes passam a ser acompanhados pelo serviço de coloproctologia.
“Realizamos uma consulta de triagem no dia do mutirão e depois realizaremos consulta dando o feedback sobre o resultado do exame e seguimento”, disse a residente R5 de Coloproctologia, Maristella Nery.
O QUE É – O câncer colorretal é um tumor maligno que se desenvolve no intestino grosso (cólon) e no reto. Atualmente, já figura como o segundo tipo de tumor mais frequente entre homens e mulheres no Brasil, quando excluídos os casos de câncer de pele não melanoma.
Coloproctologista Mardem Machado de Souza, do HUJM-UFMT, alerta que a associação de sangramento nas fezes e alterações no hábito intestinal é o alerta mais comum. No entanto, dores abdominais, perda de peso, anemia e sensação de evacuação incompleta também devem ser investigadas. “Quanto mais cedo se diagnostica, menor o risco de disseminação do tumor e maiores as chances de oferecer um tratamento efetivo e definitivo, com elevadas taxas de cura”, frisou.
O especialista informa ainda que, embora existam métodos como a pesquisa de sangue oculto nas fezes e exames parciais do intestino, a colonoscopia é considerada o exame mais completo para detecção do câncer colorretal. O procedimento permite avaliar todo o intestino grosso, retirar lesões precursoras, biopsiar tumores e até retirar lesões malignas iniciais.
Também a maioria dos cânceres do intestino grosso e reto surge a partir de pólipos adenomatosos, que se assemelham a pequenas verrugas e podem evoluir para câncer após sete a dez anos, caso ocorram alterações genéticas.
As diretrizes internacionais recomendam o início do rastreamento a partir dos 45 anos para pessoas sem fatores de risco. Para quem possui histórico familiar, o exame é indicado a partir dos 40 anos ou dez anos antes da idade em que o familiar de primeiro grau recebeu o diagnóstico.
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