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Saúde

Com explosão da Covid, MT tem 73 paciantes esperando por UTI

Rede de Mato Grosso já não tem mais leitos públicos para pacientes em estado grave da doença

Folhapress

Sem UTIs disponíveis para pacientes com Covid-19, Mato Grosso já registra fila de espera com 73 pessoas contaminadas pelo novo coronavírus precisando de um leito deste tipo. No último domingo (7), 59 já aguardavam.

 

Em boletim divulgado pela Secretaria Estadual de Saúde (SES) nesta segunda (9), foram registrados 69 óbitos causados pela Covid-19. A taxa de ocupação nas UTIs é de 98,96%, com 477 internações.

 

Nas enfermarias, são 446 pacientes, representando 57% da capacidade.

 

Apesar de ainda não haver registro de filas de espera para UTIs nos hospitais particulares, o Sindicato dos Estabelecimentos de Serviço de Saúde em Mato Grosso (Sindessmat) diz que as unidades têm quase 100% dos leitos ocupados

 

Em nota, o sindicato ainda apontou que cerda de 50% dos atendimentos nos hospitais privados são de casos suspeitos da Covid-19.

 

Em entrevista à Rádio Capital nesta segunda (8), o secretário estadual de Saúde, Gilberto Figueiredo, afirmou que os pacientes chegam nos hospitais já em estado grave e precisando de UTI.

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Suspeita-se que as novas variantes do coronavírus possuam como característica uma maior taxa de transmissão, além de serem mais letais, aumentando o número de óbitos e pessoas com quadro grave da Covid-19.

 

Segundo Figueiredo, o Estado possui cerca de 500 leitos de UTI públicos exclusivos para atendimento aos casos do novo coronavírus e está trabalhando para abrir mais, mas não consegue acompanhar a evolução da doença.

 

“Infelizmente, a velocidade com que a infecção começa a assolar no Estado de Mato Grosso – não muito diferente dos demais estados do país, com essas novas variantes – tem sido muito grande a ponto de ter uma demanda maior do que a nossa capacidade hospitalar”, disse.

 

No domingo (7), Figueiredo chegou a pedir ajuda a outros Estados por conta do colapso em Mato Grosso. Em mensagem enviada aos colegas, ele afirmou que precisava transferir pacientes que demandavam por UTI, no entanto, a maioria respondeu que também não havia vagas sobrando.

 

“Já colapsamos. Socorro. Preciso de ajuda. Algum estado pode auxiliar com vagas de UTI?”, perguntou o secretário.

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Fonte: Midia News

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Saúde

Doar sangue e salvar vidas: um gesto simples que transforma o mundo

Doar sangue para salvar vidas. Poucos gestos são tão simples e, ao mesmo tempo, tão poderosos quanto esse.

Em menos de uma hora, uma única doação pode beneficiar até quatro pessoas. Não é preciso ser herói nem ter habilidade especial. Basta ter saúde, disposição e sensibilidade para ajudar o próximo.

O sangue não possui substituto artificial. Nenhuma fábrica o produz. Nenhum laboratório consegue reproduzi-lo. Ele existe apenas em cada um de nós e só chega a quem precisa por meio da solidariedade humana. Cada doação é a demonstração concreta de que uma vida importa.

Pense na criança que necessita de transfusão durante uma cirurgia. Na mulher que enfrenta complicações após o parto. Na vítima de acidente que chega ao Pronto-Socorro em estado grave. No paciente em tratamento contra o câncer. Para cada um deles, uma bolsa de sangue pode representar a diferença entre a vida e a morte. Essa é a realidade diária dos hospitais brasileiros, inclusive aqui em Mato Grosso.

Neste 14 de junho, o mundo celebra o Dia Mundial do Doador de Sangue. Em 2026, a campanha da Organização Mundial da Saúde, no âmbito do ‘Junho Vermelho’, traz o tema “Doe sangue, dê esperança: juntos salvamos vidas”. Uma convocação que precisa ir além das datas e se tornar uma atitude permanente.

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Tenho levado esse compromisso a sério na prática. Por meio dos mutirões sociais do Gabinete da Assembleia Legislativa, levamos campanhas de doação de sangue diretamente às comunidades de Cuiabá, chegando a quem muitas vezes não consegue se deslocar até os pontos de coleta. A própria ALMT firmou parceria com o MT Hemocentro para receber o caminhão de coleta em frente ao plenário, mobilizando servidores e a população. O Parlamento tem o dever de dar o exemplo.

A doação é uma das mais nobres expressões de solidariedade. Quem doa não conhece a pessoa beneficiada. Não há recompensa financeira nem interesse pessoal. Há apenas a decisão de estender a mão a alguém em extrema necessidade.

O sangue coletado é separado em hemácias, plasma e plaquetas, atendendo pacientes com necessidades distintas. Uma única doação tem potencial para ajudar várias pessoas.

Os hemocentros dependem de doações regulares. O sangue possui prazo de validade limitado, e a reposição constante é uma necessidade. Ser um doador regular é assumir um compromisso com a vida, com a comunidade e com quem você ama.

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Qualquer pessoa saudável, entre 16 e 69 anos, e com mais de 50 quilos pode doar. O procedimento é seguro, rápido e praticamente indolor. O organismo repõe naturalmente o volume doado em pouco tempo.

Você dedica alguns minutos do seu dia. Em troca, oferece a alguém a oportunidade de continuar vivendo.

Convido cada mato-grossense a procurar o hemocentro mais próximo, fazer sua doação e incentivar familiares e amigos. Salvar vidas não depende de grandes recursos. Depende apenas da disposição de compartilhar o que carregamos dentro de nós.

Seja doador de sangue. Sua atitude pode ser a esperança que alguém espera para continuar vivendo.

*Max Russi é deputado estadual e presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso.

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