Política
Viviane Cantarella e Queila Ribeiro são as convidada do sétimo episódio do “Palco pra 2”
Sentimentos, verdades e intensidades estão no trabalho dessas duas artistas que compartilham histórias parecidas com a música
Foto: Helder Faria
O programa musical “Palco pra 2” recebe as cantoras e compositoras Viviane Cantarella e Queila Ribeiro. Elas contam um pouco do trabalho e da trajetória musical, além de dividirem o palco no sétimo episódio do projeto, que vai ao ar neste sábado (9), na TV Assembleia (canais 30.1 e 30.2), às 12h30 e às 18h30.
Sentimentos, verdades e intensidades estão no trabalho dessas duas artistas que compartilham histórias parecidas com a música. Ambas iniciaram no meio musical bem cedo e além de cantoras, também compõem. Vozes potentes que expressam com delicadeza e força os arranjos criados ou as interpretações.
Queila Ribeiro é natural de Cuiabá, mas explica que as vivências de outros estados e parcerias musicais, além de Mato Grosso, fazem parte das inspirações para criar seus arranjos e composições. “O processo de construção de um trabalho musical é demorado para mim. A inspiração vem de momentos e vivências”, afirma. A música “Ama”, foi a composição escolhida para abrir a apresentação.
Há mais de 20 anos se apresentando nas noites cuiabanas, a artista Viviane Cantarella, em 2021, gravou um DVD comemorativo com sucessos da carreira e novos trabalhos. Com uma identidade musical voltada para o pop rock, ela falou da experiência de desbravar também os ritmos sertanejos. Com o movimento e o destaque das mulheres nesse ritmo, eu experimentei e gostei de fazer músicas sertanejas. Hoje integra meu repertório”, fala com orgulho.
Cantarella revela ainda que tinha vergonha de fazer algumas músicas como a que trouxe para o palco do programa: “Espelhos”. “As vivências vão encorajando à inovar e apresentar produções próprias”, afirma.
As artistas dividiram canções e falaram da experiência de voltar a ocupar os palcos depois da pandemia. Segundo elas, apesar do afastamento de ter sido um período que permitiu descobertas sobre outras formas de se apresentar para as pessoas e fazer música, cantar diante do público permite uma vivência mais intensa que consolida o trabalho.
“Palco pra 2”: programa Idealizado pela Secretaria de Comunicação da ALMT, com execução da produtora Monkey Filmes, tem entre o objetivo de divulgar a música autoral produzida em Mato Grosso. Ao todo, são dez episódios, cada um deles reúne dois nomes da música brasileira produzida em Mato Grosso.
O programa é exibido aos sábados, às 12h30 e 18h30, com reprises no domingo (11h30 / 21h), na terça (12h30 /22h) e na sexta-feira (12h30 / 22h).
Fonte: ALMT
Política
TJMT condena Cattani a indenizar associação LGBTQIA+ e publicar retratação

A Quarta Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça de Mato Grosso condenou o deputado estadual Gilberto Cattani (PL) ao pagamento de R$ 20 mil por danos morais, além da obrigação de publicar uma retratação em seu perfil no Instagram. A decisão foi tomada nesta quarta-feira (15), após análise de recurso movido pela associação MT Queer.
O colegiado seguiu, de forma unânime, o voto do desembargador Rubens de Oliveira Santos Filho, que divergiu inicialmente da relatora Serly Marcondes Alves. Em primeira instância, a entidade havia tido o pedido negado, cenário que se repetiu em decisão inicial no próprio tribunal. No entanto, após pedido de vista, Rubens apresentou voto favorável à associação, posteriormente acompanhado pela relatora, consolidando o entendimento unânime da Câmara.
No voto, o desembargador destacou que o parlamentar possui histórico de manifestações consideradas polêmicas e apontou que, neste caso, houve extrapolação dos limites da atuação política. Segundo ele, as declarações não configuram exercício legítimo da função parlamentar, mas sim conteúdo discriminatório. “É nítido que o tom adotado não se caracteriza como crítica administrativa ou política, mas revela conteúdo de segregação e preconceito”, afirmou.
A ação tem origem em um vídeo publicado por Cattani em novembro de 2023, no qual ele criticava um curta-metragem produzido pela MT Queer. O material retratava a relação afetiva entre dois jovens e, segundo o deputado, estaria “incentivando” comportamentos entre estudantes. A interpretação foi contestada pela entidade, que acionou a Justiça alegando discurso discriminatório.
Para o relator do voto vencedor, o caso não se enquadra na proteção da imunidade parlamentar. Ele classificou a conduta como manifestação de “intolerância odiosa”, ressaltando que não há nexo funcional que justifique o conteúdo das declarações no âmbito do exercício do mandato.
Além da indenização, que será acrescida de juros e correção monetária, o deputado deverá publicar uma retratação em sua conta no Instagram por, no mínimo, 15 dias. O descumprimento poderá gerar multa diária de R$ 1 mil.
A decisão, proferida em segunda instância, ainda pode ser alvo de recursos. Caso seja mantida até o trânsito em julgado, o caso poderá ter desdobramentos na esfera eleitoral, com eventual análise à luz da Lei da Ficha Limpa, dependendo do entendimento sobre eventual incitação ao ódio e suas implicações jurídicas.
Fonte Folhamax
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