Política
Vereadores Carlão Enfermeiro e Marcelo Canova garantem recursos para contratação de médico legista em Colíder
O vereador Carlos Pereira, conhecido como Carlão Enfermeiro, esteve em Cuiabá onde visitou o deputado estadual Beto Dois a Um, buscando recursos importantes para a cidade de Colíder.

Através de um trabalho conjunto da base do deputado em Colíder, que conta com a atuação dos vereadores Carlão Enfermeiro e Marcelo Canova, foi garantida uma emenda parlamentar destinada à contratação de um médico legista para atuar em Colíder
Este é um benefício essencial que já existiu no passado, mas que há anos vinha sendo negligenciado.
Agora, com essa nova conquista, as famílias colidenses terão mais dignidade em um dos momentos mais difíceis da vida: a despedida de um ente querido.
Além da mobilização em Cuiabá, houve uma reunião entre os vereadores, o prefeito de Colíder Rodrigo Benassi, o vice-prefeito Lourenço Marani e a secretária municipal de Saúde, Mara Lemos, para discutir a implementação desse recurso.
Durante a reunião, o prefeito e a secretária se comprometeram a viabilizar toda a estrutura necessária para que o profissional possa atuar na cidade de forma adequada, evitando os problemas do passado, quando o profissional e seu salário estavam garantidos, mas não havia estrutura adequada para seu trabalho.
“Nosso compromisso é com a população. Sabemos como é difícil enfrentar a perda de um familiar, e esse recurso chega para trazer um pouco mais de conforto e dignidade nesse momento tão doloroso”, destacou Carlão Enfermeiro, que esteve pessoalmente em Cuiabá para garantir essa conquista ao lado do deputado.
Essa ação reforça a importância do trabalho em equipe e do compromisso da base do deputado Beto Dois a Um em Colíder, que segue unida para garantir avanços e melhorias para a população.
Política
TJMT condena Cattani a indenizar associação LGBTQIA+ e publicar retratação

A Quarta Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça de Mato Grosso condenou o deputado estadual Gilberto Cattani (PL) ao pagamento de R$ 20 mil por danos morais, além da obrigação de publicar uma retratação em seu perfil no Instagram. A decisão foi tomada nesta quarta-feira (15), após análise de recurso movido pela associação MT Queer.
O colegiado seguiu, de forma unânime, o voto do desembargador Rubens de Oliveira Santos Filho, que divergiu inicialmente da relatora Serly Marcondes Alves. Em primeira instância, a entidade havia tido o pedido negado, cenário que se repetiu em decisão inicial no próprio tribunal. No entanto, após pedido de vista, Rubens apresentou voto favorável à associação, posteriormente acompanhado pela relatora, consolidando o entendimento unânime da Câmara.
No voto, o desembargador destacou que o parlamentar possui histórico de manifestações consideradas polêmicas e apontou que, neste caso, houve extrapolação dos limites da atuação política. Segundo ele, as declarações não configuram exercício legítimo da função parlamentar, mas sim conteúdo discriminatório. “É nítido que o tom adotado não se caracteriza como crítica administrativa ou política, mas revela conteúdo de segregação e preconceito”, afirmou.
A ação tem origem em um vídeo publicado por Cattani em novembro de 2023, no qual ele criticava um curta-metragem produzido pela MT Queer. O material retratava a relação afetiva entre dois jovens e, segundo o deputado, estaria “incentivando” comportamentos entre estudantes. A interpretação foi contestada pela entidade, que acionou a Justiça alegando discurso discriminatório.
Para o relator do voto vencedor, o caso não se enquadra na proteção da imunidade parlamentar. Ele classificou a conduta como manifestação de “intolerância odiosa”, ressaltando que não há nexo funcional que justifique o conteúdo das declarações no âmbito do exercício do mandato.
Além da indenização, que será acrescida de juros e correção monetária, o deputado deverá publicar uma retratação em sua conta no Instagram por, no mínimo, 15 dias. O descumprimento poderá gerar multa diária de R$ 1 mil.
A decisão, proferida em segunda instância, ainda pode ser alvo de recursos. Caso seja mantida até o trânsito em julgado, o caso poderá ter desdobramentos na esfera eleitoral, com eventual análise à luz da Lei da Ficha Limpa, dependendo do entendimento sobre eventual incitação ao ódio e suas implicações jurídicas.
Fonte Folhamax
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