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Política

Parlamentar propõe eliminar feriados nacionais durante a semana no Brasil

O deputado federal Marcos Pollon (PL-MS) está buscando apoio para uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que visa eliminar os feriados durante a semana no Brasil. De acordo com o parlamentar, o objetivo da medida é melhorar a competitividade econômica do país.

Em entrevista ao canal CNN, na terça-feira (26), Pollon destacou que, na sua visão, a melhor solução seria transferir todos os feriados para o domingo. “Acho que o ideal seria todo feriado ser celebrado no domingo, pois assim não teríamos tantas interrupções na produção”, afirmou.

Legenda: A proposta do deputado tramita desde novembro do ano passado na Câmara dos Deputados Foto: Mário Agra/Câmara dos Deputados

A proposta está em tramitação na Câmara dos Deputados desde novembro do ano passado, e o deputado continua buscando aprovação para a mudança legislativa.

Detalhes da proposta

O texto da PEC sugere que todos os feriados sejam comemorados no primeiro domingo após a data originalmente designada. Além disso, a proposta estabelece que, nos dias que cairiam em feriado mas não coincidem com o domingo, as repartições públicas funcionariam normalmente, sendo facultativo o expediente nas empresas privadas.

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O projeto também propõe o fim do ponto facultativo nos órgãos públicos, deixando a decisão sobre o funcionamento a cargo da iniciativa privada.

Análise dos impactos econômicos

Pollon acredita que a principal razão para a proposta é reduzir os prejuízos econômicos causados pela interrupção das atividades nos feriados e pontos facultativos. “A paralisação das atividades econômicas durante esses períodos gera um grande impacto. Comércios fecham, empresas deixam de operar, e isso reflete diretamente no Produto Interno Bruto (PIB) e na criação de empregos”, afirmou.

Fonte: JKNoticias

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Política

TJMT condena Cattani a indenizar associação LGBTQIA+ e publicar retratação

A Quarta Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça de Mato Grosso condenou o deputado estadual Gilberto Cattani (PL) ao pagamento de R$ 20 mil por danos morais, além da obrigação de publicar uma retratação em seu perfil no Instagram. A decisão foi tomada nesta quarta-feira (15), após análise de recurso movido pela associação MT Queer.

O colegiado seguiu, de forma unânime, o voto do desembargador Rubens de Oliveira Santos Filho, que divergiu inicialmente da relatora Serly Marcondes Alves. Em primeira instância, a entidade havia tido o pedido negado, cenário que se repetiu em decisão inicial no próprio tribunal. No entanto, após pedido de vista, Rubens apresentou voto favorável à associação, posteriormente acompanhado pela relatora, consolidando o entendimento unânime da Câmara.

No voto, o desembargador destacou que o parlamentar possui histórico de manifestações consideradas polêmicas e apontou que, neste caso, houve extrapolação dos limites da atuação política. Segundo ele, as declarações não configuram exercício legítimo da função parlamentar, mas sim conteúdo discriminatório. “É nítido que o tom adotado não se caracteriza como crítica administrativa ou política, mas revela conteúdo de segregação e preconceito”, afirmou.

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A ação tem origem em um vídeo publicado por Cattani em novembro de 2023, no qual ele criticava um curta-metragem produzido pela MT Queer. O material retratava a relação afetiva entre dois jovens e, segundo o deputado, estaria “incentivando” comportamentos entre estudantes. A interpretação foi contestada pela entidade, que acionou a Justiça alegando discurso discriminatório.

Para o relator do voto vencedor, o caso não se enquadra na proteção da imunidade parlamentar. Ele classificou a conduta como manifestação de “intolerância odiosa”, ressaltando que não há nexo funcional que justifique o conteúdo das declarações no âmbito do exercício do mandato.

Além da indenização, que será acrescida de juros e correção monetária, o deputado deverá publicar uma retratação em sua conta no Instagram por, no mínimo, 15 dias. O descumprimento poderá gerar multa diária de R$ 1 mil.

A decisão, proferida em segunda instância, ainda pode ser alvo de recursos. Caso seja mantida até o trânsito em julgado, o caso poderá ter desdobramentos na esfera eleitoral, com eventual análise à luz da Lei da Ficha Limpa, dependendo do entendimento sobre eventual incitação ao ódio e suas implicações jurídicas.

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Fonte Folhamax

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