Política
Novo prédio da Unemat em Rondonópolis precisa de ajustes finais para ser inaugurado no primeiro semestre
Reunião com estudantes da Unemat
Foto: HENRIQUE COSTA PIMENTA BRAGA
O deputado estadual Thiago Silva (MDB) recebeu em seu gabinete, no dia 27) a vereadora Kalynka Meirelles (Republicanos) e uma comitiva de estudantes da Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat) em Rondonópolis, para tratar sobre a instalação da Universidade no novo prédio que está sendo construído na área do antigo aeroporto.
Com o objetivo de intermediar o diálogo, o deputado Thiago Silva prontamente realizou uma reunião virtual com a presença do reitor da Unemat, Rodrigo Zanin, e do diretor, Sérgio Santos, onde eles informaram que o novo prédio ainda está sob posse da Prefeitura que precisa concluir a rede de energia e hidráulica para realizar a entrega. A Unemat irá fazer o investimento para compra de ares-condicionados e o deputado Thiago garantiu que, assim como já destinou mais de 2 milhões para abertura do curso de Direito e Jornalismo, também ajudará com emendas na parte da mobília.
“Precisamos somar esforços junto com o governo do estado e prefeitura para que a nova sede da Unemat possa ser entregue para a sociedade ainda no primeiro semestre e esta reunião foi importante para esclarecer aos estudantes como realmente está o andamento dos trabalhos para que o sonho da entrega do novo prédio da Universidade possa se concretizar”, disse o deputado Thiago Silva.
A vereadora Kalynka indagou sobre como ocorreu a instalação da Unemat nas demais cidades do Estado e se prontificou a ajudar para que a entrega da nova sede ocorra o quanto antes.
De acordo com o relato dos alunos, hoje a Unemat funciona junto com uma Escola Estadual, o que de certo forma atrapalha o estudo acadêmico dos estudantes. “Em razão de estarmos nas dependências de uma Escola Estadual no período da manhã, por diversas vezes toca o sino e acaba atrapalhando nossas aulas. Precisamos do novo prédio que trará independência e comodidade para toda a Unemat”, defendem.
Thiago Silva afirma que está a disposição da prefeitura e Unemat para ajudar a colocar o prédio para funcionar e atender os estudantes em um prédio próprio. O parlamentar acredita que com a mudança para o novo espaço será possível trazer mais cursos para a instituição nos próximos anos.
Política
TJMT condena Cattani a indenizar associação LGBTQIA+ e publicar retratação

A Quarta Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça de Mato Grosso condenou o deputado estadual Gilberto Cattani (PL) ao pagamento de R$ 20 mil por danos morais, além da obrigação de publicar uma retratação em seu perfil no Instagram. A decisão foi tomada nesta quarta-feira (15), após análise de recurso movido pela associação MT Queer.
O colegiado seguiu, de forma unânime, o voto do desembargador Rubens de Oliveira Santos Filho, que divergiu inicialmente da relatora Serly Marcondes Alves. Em primeira instância, a entidade havia tido o pedido negado, cenário que se repetiu em decisão inicial no próprio tribunal. No entanto, após pedido de vista, Rubens apresentou voto favorável à associação, posteriormente acompanhado pela relatora, consolidando o entendimento unânime da Câmara.
No voto, o desembargador destacou que o parlamentar possui histórico de manifestações consideradas polêmicas e apontou que, neste caso, houve extrapolação dos limites da atuação política. Segundo ele, as declarações não configuram exercício legítimo da função parlamentar, mas sim conteúdo discriminatório. “É nítido que o tom adotado não se caracteriza como crítica administrativa ou política, mas revela conteúdo de segregação e preconceito”, afirmou.
A ação tem origem em um vídeo publicado por Cattani em novembro de 2023, no qual ele criticava um curta-metragem produzido pela MT Queer. O material retratava a relação afetiva entre dois jovens e, segundo o deputado, estaria “incentivando” comportamentos entre estudantes. A interpretação foi contestada pela entidade, que acionou a Justiça alegando discurso discriminatório.
Para o relator do voto vencedor, o caso não se enquadra na proteção da imunidade parlamentar. Ele classificou a conduta como manifestação de “intolerância odiosa”, ressaltando que não há nexo funcional que justifique o conteúdo das declarações no âmbito do exercício do mandato.
Além da indenização, que será acrescida de juros e correção monetária, o deputado deverá publicar uma retratação em sua conta no Instagram por, no mínimo, 15 dias. O descumprimento poderá gerar multa diária de R$ 1 mil.
A decisão, proferida em segunda instância, ainda pode ser alvo de recursos. Caso seja mantida até o trânsito em julgado, o caso poderá ter desdobramentos na esfera eleitoral, com eventual análise à luz da Lei da Ficha Limpa, dependendo do entendimento sobre eventual incitação ao ódio e suas implicações jurídicas.
Fonte Folhamax
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