Cidades
Morre aos 103 anos o ex- presidente da Câmara de Diamantino
Morreu nesta sexta-feira (29), aos 103 anos, um dos pioneiros e também o segundo presidente da Câmara Municipal de Diamantino, ex-vereador Auther Moreira Vasconcellos. Seo Vasconcellos como era conhecido pelos diamantinenses, é capixaba. Nasceu em Afonso Cláudio, no Espírito Santo. Ele deixa filhos, netos, bisnetos e tataranetos.
O ex-vereador sofreu uma queda em abril deste ano e fraturou o fêmur o que agravou o seu estado de saúde já delicado em decorrência da idade bastante avançada. Mesmo com suas limitações físicas, Vasconcellos sempre foi admirado pelos amigos por possuir o que consideravam “memória de elefante” ou boa memória. Era perito em gravar nomes, contar detalhes minuciosos de sua vida, além de conseguir guardar em sua memória tantos nomes e fisionomias.
Vanconcellos serviu o Exército Brasileiro, foi cabo enfermeiro das Forças Armadas e um dos braços direito do ex-senador e líder político Filinto Muller. Vasconcellos chegou em Mato Grosso em 1.940, enviado pelo exército. No estado, ele construiu família casando-se com Almira Pereira dos Santos (in memorian) com quem teve 13 filhos, além de criar quase o dobro, por um coração tomado pelo amor ao próximo. Seu lema era “Família o bem maior”.
Auther Vasconcellos, após deixar o exército passou criar os filhos com o sustento que vinha da lavoura. Seu amor e dedicação pelo campo, fez com que presidisse por três anos o Sindicato Rural de Diamantino, participando das ações quase 30.
Seo Vasconcellos também fez parte do Corpo de Jurados de Diamantino e foi um dos fundadores da CooperVale, extinta COAMD (Cooperativa Mixta Agrícola).
HNT
Cidades
Vereador apresenta projeto para proibir competições de “Farmar Aura” em espaços públicos

Foi lido oficialmente durante a 69ª Sessão Ordinária da Câmara Municipal de Cáceres, realizada nesta segunda-feira (3), o Projeto de Lei nº 01/2026, de autoria do vice-presidente da Casa, vereador Isaías Bezerra (Republicanos). A proposta pretende proibir a realização de campeonatos, disputas e eventos competitivos da prática conhecida como “aura farming” (“farmar aura”) em praças, parques, ginásios e demais espaços públicos do município.
Segundo o texto, a restrição tem como foco principal eventos que envolvam a participação, a presença ou a exposição de crianças e adolescentes.
De acordo com o projeto, considera-se “aura farming” a prática popularizada nas redes sociais em que pessoas realizam poses, gestos ou atitudes encenadas para ganhar prestígio e repercussão na internet, especialmente quando organizadas em formato de competição.
A proposta também proíbe a concessão de alvarás, autorizações, patrocínios e a cessão de espaços públicos para esse tipo de evento. No entanto, o projeto deixa claro que a vedação não se aplica a manifestações culturais, religiosas, artísticas ou esportivas tradicionais, nem a condutas individuais espontâneas que não tenham caráter competitivo.
Penalidades
Caso a lei seja aprovada, os organizadores que descumprirem as regras poderão sofrer penalidades que incluem desde advertência por escrito, multa de 10 Unidades Fiscais de Cáceres (UFICs/MT) cerca R$ 717,20, dobrada em caso de reincidência ou quando houver envolvimento de menores. Além da possível suspensão ou cassação do alvará de funcionamento de estabelecimentos envolvidos.
O projeto também determina que, sempre que forem constatadas crianças ou adolescentes em eventos proibidos, os órgãos de fiscalização comuniquem imediatamente o Conselho Tutelar e o Ministério Público de Mato Grosso (MPE) para adoção das medidas previstas no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
Incentivo a atividades educativas
Como alternativa, a proposta autoriza o Poder Executivo a desenvolver campanhas de conscientização sobre os riscos de modismos virais e a ampliar projetos voltados ao contraturno escolar.
Entre as ações previstas estão a expansão de escolinhas esportivas nos bairros, oficinas de música, dança e teatro com valorização da cultura pantaneira, além de cursos de tecnologia e qualificação profissional.
Na justificativa do projeto, Isaías Bezerra cita um episódio ocorrido em Cuiabá, onde um encontro relacionado à prática foi proibido administrativamente no Parque das Águas. Segundo o parlamentar, a intenção é fazer de Cáceres um dos primeiros municípios a estabelecer uma legislação específica sobre o tema.
Após a leitura em plenário, o Projeto de Lei nº 01/2026 segue para análise das comissões permanentes da Câmara antes de ser votado pelos vereadores.
O que é “aura farming”?
O termo “aura farming” ganhou popularidade nas redes sociais e refere-se à prática de realizar ações, poses, desafios ou comportamentos com o objetivo de ganhar popularidade, admiração ou repercussão na internet. Em alguns locais, essas práticas passaram a ser organizadas em disputas e competições, especialmente entre jovens, com gravações para plataformas digitais. O projeto de lei não proíbe a prática individual, mas busca impedir a realização de eventos competitivos em espaços públicos municipais, sobretudo quando envolvam crianças e adolescentes.
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