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Política

Mauro Mendes afirma que prefeitos bolsonaristas querem apoiá-lo ao Senado

O governador de Mato Grosso, Mauro Mendes (União Brasil), afirmou nesta semana que tem recebido com “naturalidade” o apoio de prefeitos e lideranças ligadas ao bolsonarismo no estado. A declaração foi feita após uma reunião de integrantes do PL com o presidente nacional da sigla, Valdemar Costa Neto, na qual prefeitos e deputados reforçaram a aliança com Mauro e rejeitaram a possibilidade de composição com a deputada estadual Janaina Riva (MDB).

Segundo Mauro, o movimento demonstra que sua forma de fazer política, “sem alardes”, tem surtido efeito. “Eu faço movimentos silenciosos, mas eficientes. Prefiro trabalhar nos bastidores e colher resultados concretos do que viver de discursos. O apoio que tenho recebido de prefeitos do PL é um exemplo disso”, declarou o governador.

A reunião com Valdemar Costa Neto contou com a presença de prefeitos, deputados estaduais e federais do PL, que sinalizaram manter a parceria com Mauro Mendes e descartar qualquer aproximação com Janaina Riva, vista como possível candidata de oposição em futuras eleições.

Lideranças presentes destacaram que Mauro tem garantido recursos e obras estruturantes para municípios administrados por prefeitos do PL, o que fortaleceu a aproximação política. A leitura interna é de que a união com o governador traz mais segurança eleitoral do que uma eventual aliança com Janaina.

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Embora Mauro Mendes não seja identificado como integrante do campo bolsonarista, prefeitos alinhados ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) têm aderido ao seu projeto político. O governador classificou essa aproximação como uma consequência natural de sua gestão. “Quem administra com seriedade e entrega resultados não escolhe partido para ajudar. Isso tem sido reconhecido até por aqueles que, em tese, estariam em um campo político diferente do meu”, disse.

Nos bastidores, a aproximação do PL com Mauro Mendes é vista como um reforço estratégico para as eleições municipais e estaduais. O governador busca consolidar uma ampla base de apoio, enquanto o PL tenta manter protagonismo como partido de maior bancada no Congresso e de forte presença em Mato Grosso.

O afastamento em relação a Janaina Riva também foi lido como um sinal de que a deputada deve enfrentar resistência em compor alianças com os bolsonaristas caso confirme sua intenção de disputar cargos majoritários.

Mauro Mendes segue costurando alianças com partidos de diferentes espectros políticos, mantendo o discurso de que sua prioridade é a “eficiência na gestão pública” e não a polarização ideológica. “A política precisa ser feita com diálogo e responsabilidade. Meu compromisso é com os resultados que entregamos ao povo de Mato Grosso”, concluiu.

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TJMT condena Cattani a indenizar associação LGBTQIA+ e publicar retratação

A Quarta Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça de Mato Grosso condenou o deputado estadual Gilberto Cattani (PL) ao pagamento de R$ 20 mil por danos morais, além da obrigação de publicar uma retratação em seu perfil no Instagram. A decisão foi tomada nesta quarta-feira (15), após análise de recurso movido pela associação MT Queer.

O colegiado seguiu, de forma unânime, o voto do desembargador Rubens de Oliveira Santos Filho, que divergiu inicialmente da relatora Serly Marcondes Alves. Em primeira instância, a entidade havia tido o pedido negado, cenário que se repetiu em decisão inicial no próprio tribunal. No entanto, após pedido de vista, Rubens apresentou voto favorável à associação, posteriormente acompanhado pela relatora, consolidando o entendimento unânime da Câmara.

No voto, o desembargador destacou que o parlamentar possui histórico de manifestações consideradas polêmicas e apontou que, neste caso, houve extrapolação dos limites da atuação política. Segundo ele, as declarações não configuram exercício legítimo da função parlamentar, mas sim conteúdo discriminatório. “É nítido que o tom adotado não se caracteriza como crítica administrativa ou política, mas revela conteúdo de segregação e preconceito”, afirmou.

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A ação tem origem em um vídeo publicado por Cattani em novembro de 2023, no qual ele criticava um curta-metragem produzido pela MT Queer. O material retratava a relação afetiva entre dois jovens e, segundo o deputado, estaria “incentivando” comportamentos entre estudantes. A interpretação foi contestada pela entidade, que acionou a Justiça alegando discurso discriminatório.

Para o relator do voto vencedor, o caso não se enquadra na proteção da imunidade parlamentar. Ele classificou a conduta como manifestação de “intolerância odiosa”, ressaltando que não há nexo funcional que justifique o conteúdo das declarações no âmbito do exercício do mandato.

Além da indenização, que será acrescida de juros e correção monetária, o deputado deverá publicar uma retratação em sua conta no Instagram por, no mínimo, 15 dias. O descumprimento poderá gerar multa diária de R$ 1 mil.

A decisão, proferida em segunda instância, ainda pode ser alvo de recursos. Caso seja mantida até o trânsito em julgado, o caso poderá ter desdobramentos na esfera eleitoral, com eventual análise à luz da Lei da Ficha Limpa, dependendo do entendimento sobre eventual incitação ao ódio e suas implicações jurídicas.

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Fonte Folhamax

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