Política
Janaina Riva nega acordo fechado entre MDB e Wellington Fagundes, mas não descarta aliança

A matéria foi publicada no site Midia News, de Cuiabá, e detalha as declarações dadas pela parlamentar durante entrevista ao programa Roda de Entrevista, da TV Cultura Cuiabá.
“Hoje, temos um bom alinhamento político, mas isso não quer dizer que seja definitivo que vamos caminhar juntos, mas que existe uma tendência de estarmos juntos. Agora, convicção e acordo fechado sobre isso não existe”, afirmou Janaina.
Wellington Fagundes já defendeu publicamente a construção de um arco amplo de alianças e mencionou a possibilidade de contar com o MDB em uma composição majoritária, embora não tenha confirmado a existência de tratativas oficiais. Em ocasião anterior, o senador citou o exemplo da capital paulista para ilustrar que a convivência entre as siglas ocorre em outras regiões do país.
A possível aproximação, contudo, não foi bem recebida por algumas lideranças bolsonaristas. O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), já declarou que poderá retirar apoio ao senador caso a aliança com o MDB seja formalizada, por entender que a sigla possui posicionamento ideológico divergente.
Ao comentar as especulações, Janaina Riva enfatizou que uma eventual composição não tem relação com o fato de Wellington ser seu sogro e negou que decisões políticas sejam tomadas em âmbito familiar. Segundo ela, ambos já estiveram no mesmo palanque em eleições anteriores, inclusive antes de qualquer grau de parentesco.
“Obviamente a gente conversa sobre política em casa, mas é fora da realidade quando as pessoas pensam que a gente fecha algum tipo de compromisso ou acordo entre duas pessoas, porque esse não é um projeto de família, é um projeto para Mato Grosso. Não tem como ser feito dentro de casa”, declarou.
Cidades
Projeto de Max Russi que cria a ‘Creche da Terceira Idade’ é aprovado na ALMT

O deputado estadual Max Russi (Podemos), presidente da Assembleia Legislativa, comemorou a aprovação do projeto de lei de sua autoria que institui o programa social “Creche da Terceira Idade”. A aprovação ocorreu na última quarta-feira (03.06), durante a sessão ordinária no Parlamento Estadual. O objetivo central da proposta é criar uma rede de proteção e atendimento especializado para acompanhar o envelhecimento da população.
De acordo com o texto, os espaços deverão atender pessoas a partir de 60 anos de idade, proporcionando atividades culturais, de lazer e físicas, além da alimentação, no período diurno e, se necessário, também no período noturno. E ainda, atenderá e destinará um número de vagas para famílias de baixa renda, que não tenham com quem deixar os idosos do seu núcleo familiar.
Para Max Russi, a criação de espaços públicos voltados ao acolhimento diurno de idosos é uma necessidade urgente e estratégica de futuro. O parlamentar citou como exemplo prático uma iniciativa que já está sendo desenhada em Jaciara, em parceria com a prefeita Andréia Wagner (Podemos), para a implantação de um “Cantinho do Idoso”.
“A população está envelhecendo e nós temos que ter um cuidado, um respeito e um carinho muito grande com a melhor idade. Não é justo que quem trabalhou a vida inteira enfrente o abandono ou a falta de apoio na idade avançada. Estamos propondo políticas públicas para valorizar essas pessoas que já ajudaram muito o nosso estado. Da mesma forma que pensamos nas creches para as crianças, precisamos desse espaço de atenção para os nossos idosos”, defendeu o presidente da ALMT.
Com a aprovação em segunda votação do PL nº 1816/2024, o programa “Creche da Terceira Idade” passará a estruturar pontos de apoio multifuncionais focados na dignidade e no bem-estar dos idosos em Mato Grosso. A proposta estabelece diretrizes fundamentais para o setor, garantindo um atendimento integral que suporte as necessidades básicas e específicas desse público, ao mesmo tempo em que contribui diretamente para um processo de envelhecimento ativo, saudável e autônomo.
Além disso, o projeto visa assegurar espaços de convivência que promovam encontros intergeracionais para fortalecer os vínculos familiares e comunitários, permitindo também detectar motivações e capacidades individuais para o desenvolvimento de novos projetos de vida. Por fim, a iniciativa propicia vivências que valorizam a experiência prática dos idosos e estimulam sua capacidade de escolha e decisão, o que reforça significativamente a autonomia social de cada usuário.
Com a aprovação em segunda votação, a matéria segue agora para a sanção do governador Otaviano Pivetta. (PNB)
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