Política
Janaina Riva nega acordo fechado entre MDB e Wellington Fagundes, mas não descarta aliança

A matéria foi publicada no site Midia News, de Cuiabá, e detalha as declarações dadas pela parlamentar durante entrevista ao programa Roda de Entrevista, da TV Cultura Cuiabá.
“Hoje, temos um bom alinhamento político, mas isso não quer dizer que seja definitivo que vamos caminhar juntos, mas que existe uma tendência de estarmos juntos. Agora, convicção e acordo fechado sobre isso não existe”, afirmou Janaina.
Wellington Fagundes já defendeu publicamente a construção de um arco amplo de alianças e mencionou a possibilidade de contar com o MDB em uma composição majoritária, embora não tenha confirmado a existência de tratativas oficiais. Em ocasião anterior, o senador citou o exemplo da capital paulista para ilustrar que a convivência entre as siglas ocorre em outras regiões do país.
A possível aproximação, contudo, não foi bem recebida por algumas lideranças bolsonaristas. O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), já declarou que poderá retirar apoio ao senador caso a aliança com o MDB seja formalizada, por entender que a sigla possui posicionamento ideológico divergente.
Ao comentar as especulações, Janaina Riva enfatizou que uma eventual composição não tem relação com o fato de Wellington ser seu sogro e negou que decisões políticas sejam tomadas em âmbito familiar. Segundo ela, ambos já estiveram no mesmo palanque em eleições anteriores, inclusive antes de qualquer grau de parentesco.
“Obviamente a gente conversa sobre política em casa, mas é fora da realidade quando as pessoas pensam que a gente fecha algum tipo de compromisso ou acordo entre duas pessoas, porque esse não é um projeto de família, é um projeto para Mato Grosso. Não tem como ser feito dentro de casa”, declarou.
Política
TJMT condena Cattani a indenizar associação LGBTQIA+ e publicar retratação

A Quarta Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça de Mato Grosso condenou o deputado estadual Gilberto Cattani (PL) ao pagamento de R$ 20 mil por danos morais, além da obrigação de publicar uma retratação em seu perfil no Instagram. A decisão foi tomada nesta quarta-feira (15), após análise de recurso movido pela associação MT Queer.
O colegiado seguiu, de forma unânime, o voto do desembargador Rubens de Oliveira Santos Filho, que divergiu inicialmente da relatora Serly Marcondes Alves. Em primeira instância, a entidade havia tido o pedido negado, cenário que se repetiu em decisão inicial no próprio tribunal. No entanto, após pedido de vista, Rubens apresentou voto favorável à associação, posteriormente acompanhado pela relatora, consolidando o entendimento unânime da Câmara.
No voto, o desembargador destacou que o parlamentar possui histórico de manifestações consideradas polêmicas e apontou que, neste caso, houve extrapolação dos limites da atuação política. Segundo ele, as declarações não configuram exercício legítimo da função parlamentar, mas sim conteúdo discriminatório. “É nítido que o tom adotado não se caracteriza como crítica administrativa ou política, mas revela conteúdo de segregação e preconceito”, afirmou.
A ação tem origem em um vídeo publicado por Cattani em novembro de 2023, no qual ele criticava um curta-metragem produzido pela MT Queer. O material retratava a relação afetiva entre dois jovens e, segundo o deputado, estaria “incentivando” comportamentos entre estudantes. A interpretação foi contestada pela entidade, que acionou a Justiça alegando discurso discriminatório.
Para o relator do voto vencedor, o caso não se enquadra na proteção da imunidade parlamentar. Ele classificou a conduta como manifestação de “intolerância odiosa”, ressaltando que não há nexo funcional que justifique o conteúdo das declarações no âmbito do exercício do mandato.
Além da indenização, que será acrescida de juros e correção monetária, o deputado deverá publicar uma retratação em sua conta no Instagram por, no mínimo, 15 dias. O descumprimento poderá gerar multa diária de R$ 1 mil.
A decisão, proferida em segunda instância, ainda pode ser alvo de recursos. Caso seja mantida até o trânsito em julgado, o caso poderá ter desdobramentos na esfera eleitoral, com eventual análise à luz da Lei da Ficha Limpa, dependendo do entendimento sobre eventual incitação ao ódio e suas implicações jurídicas.
Fonte Folhamax
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