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Grávida de 20 anos é esfaqueada por marido; suspeito fugiu após agressão em MT

Mulher grávida, de 20 anos, foi esfaqueada durante uma discussão com o marido, na madrugada deste domingo (5), em Campo Verde (133 km de Cuiabá). O suspeito, de 23 anos, fugiu após cometer o crime e ainda não foi encontrado De acordo com a Polícia Militar, uma guarnição foi acionada via 190 para atender uma tentativa de homicídio com arma branca, no bairro Recanto do Bosque. Chegando no local, a vítima já havia sido socorrida pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e encaminhada ao Hospital de Campo Verde.

Os policiais se deslocaram para a unidade hospitalar para coletar os dados sobre o caso. Segundo o relato da vítima, ela teve uma discussão com o marido, que passou a agredi-la. Em determinado momento, o suspeito pegou uma faca e desferiu diversos golpes contra a mulher, que está grávida de seis meses.

A vítima possuía perfurações no pescoço, braço esquerdo, costas, nuca, cabeça, ombro e mão direita. Não há informações sobre o atual estado de saúde.

Diante dos fatos, os militares retornaram para o local do crime, com intuito de localizar o suspeito, no entanto, foram informados por terceiros que ele havia tomado rumo ignorado.

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Um boletim de ocorrência foi confeccionado para demais providências cabíveis.

A Polícia Civil investiga o caso.

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TJMT condena Cattani a indenizar associação LGBTQIA+ e publicar retratação

A Quarta Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça de Mato Grosso condenou o deputado estadual Gilberto Cattani (PL) ao pagamento de R$ 20 mil por danos morais, além da obrigação de publicar uma retratação em seu perfil no Instagram. A decisão foi tomada nesta quarta-feira (15), após análise de recurso movido pela associação MT Queer.

O colegiado seguiu, de forma unânime, o voto do desembargador Rubens de Oliveira Santos Filho, que divergiu inicialmente da relatora Serly Marcondes Alves. Em primeira instância, a entidade havia tido o pedido negado, cenário que se repetiu em decisão inicial no próprio tribunal. No entanto, após pedido de vista, Rubens apresentou voto favorável à associação, posteriormente acompanhado pela relatora, consolidando o entendimento unânime da Câmara.

No voto, o desembargador destacou que o parlamentar possui histórico de manifestações consideradas polêmicas e apontou que, neste caso, houve extrapolação dos limites da atuação política. Segundo ele, as declarações não configuram exercício legítimo da função parlamentar, mas sim conteúdo discriminatório. “É nítido que o tom adotado não se caracteriza como crítica administrativa ou política, mas revela conteúdo de segregação e preconceito”, afirmou.

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A ação tem origem em um vídeo publicado por Cattani em novembro de 2023, no qual ele criticava um curta-metragem produzido pela MT Queer. O material retratava a relação afetiva entre dois jovens e, segundo o deputado, estaria “incentivando” comportamentos entre estudantes. A interpretação foi contestada pela entidade, que acionou a Justiça alegando discurso discriminatório.

Para o relator do voto vencedor, o caso não se enquadra na proteção da imunidade parlamentar. Ele classificou a conduta como manifestação de “intolerância odiosa”, ressaltando que não há nexo funcional que justifique o conteúdo das declarações no âmbito do exercício do mandato.

Além da indenização, que será acrescida de juros e correção monetária, o deputado deverá publicar uma retratação em sua conta no Instagram por, no mínimo, 15 dias. O descumprimento poderá gerar multa diária de R$ 1 mil.

A decisão, proferida em segunda instância, ainda pode ser alvo de recursos. Caso seja mantida até o trânsito em julgado, o caso poderá ter desdobramentos na esfera eleitoral, com eventual análise à luz da Lei da Ficha Limpa, dependendo do entendimento sobre eventual incitação ao ódio e suas implicações jurídicas.

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Fonte Folhamax

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