Política
Faissal visita Poconé e destinará emendas para saúde e infraestrutura
Foto: Ronaldo Mazza
O deputado estadual Faissal Calil (PV) visitou Poconé, na manhã de quinta-feira (17), onde se reuniu com o prefeito do município, Tatá Amaral. Na ocasião, o parlamentar se comprometeu a enviar emendas para a cidade por meio de verbas de custeio da saúde, além de recursos para a infraestrutura, que serão aplicados em um projeto de calçamento dos bairros.
Faissal ressaltou a importância de Poconé na economia e no turismo da baixada cuiabana e, consequentemente, para todo Mato Grosso. O deputado destacou que tem percorrido os municípios do estado para ouvir as demandas da população e ações como esta trazem muito mais desenvolvimento e melhorias para os cidadãos.
“Hoje firmamos esse compromisso com o nosso prefeito Tata, de encaminhar emendas para a cidade, que está evoluindo e crescendo. Fico muito feliz em poder contribuir com o desenvolvimento do município, trazendo mais qualidade de vida para os moradores de Poconé. A cidade é um importante polo de Mato Grosso, pois é uma das portas de entrada do Pantanal, sendo um destino bastante procurado por turistas” destacou o parlamentar.
Tatá Amaral agradeceu a visita de Faissal e destacou o trabalho realizado pelo parlamentar no município. O prefeito afirmou que o deputado tem sido presença frequente na região e que busca atender as demandas que são levadas por Poconé a seu gabinete.
“Sabemos da importância de termos parceiros dispostos a ajudar o município. Somos gratos ao deputado Faissal pelo compromisso que sempre teve com o nosso município. Por isso, ele é sempre muito bem-vindo em nossa querida Poconé e, com certeza, muitas melhorias ainda virão para cá. Iremos aplicar estes recursos da melhor forma possível em prol dos nossos munícipes” disse o prefeito.
Política
TJMT condena Cattani a indenizar associação LGBTQIA+ e publicar retratação

A Quarta Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça de Mato Grosso condenou o deputado estadual Gilberto Cattani (PL) ao pagamento de R$ 20 mil por danos morais, além da obrigação de publicar uma retratação em seu perfil no Instagram. A decisão foi tomada nesta quarta-feira (15), após análise de recurso movido pela associação MT Queer.
O colegiado seguiu, de forma unânime, o voto do desembargador Rubens de Oliveira Santos Filho, que divergiu inicialmente da relatora Serly Marcondes Alves. Em primeira instância, a entidade havia tido o pedido negado, cenário que se repetiu em decisão inicial no próprio tribunal. No entanto, após pedido de vista, Rubens apresentou voto favorável à associação, posteriormente acompanhado pela relatora, consolidando o entendimento unânime da Câmara.
No voto, o desembargador destacou que o parlamentar possui histórico de manifestações consideradas polêmicas e apontou que, neste caso, houve extrapolação dos limites da atuação política. Segundo ele, as declarações não configuram exercício legítimo da função parlamentar, mas sim conteúdo discriminatório. “É nítido que o tom adotado não se caracteriza como crítica administrativa ou política, mas revela conteúdo de segregação e preconceito”, afirmou.
A ação tem origem em um vídeo publicado por Cattani em novembro de 2023, no qual ele criticava um curta-metragem produzido pela MT Queer. O material retratava a relação afetiva entre dois jovens e, segundo o deputado, estaria “incentivando” comportamentos entre estudantes. A interpretação foi contestada pela entidade, que acionou a Justiça alegando discurso discriminatório.
Para o relator do voto vencedor, o caso não se enquadra na proteção da imunidade parlamentar. Ele classificou a conduta como manifestação de “intolerância odiosa”, ressaltando que não há nexo funcional que justifique o conteúdo das declarações no âmbito do exercício do mandato.
Além da indenização, que será acrescida de juros e correção monetária, o deputado deverá publicar uma retratação em sua conta no Instagram por, no mínimo, 15 dias. O descumprimento poderá gerar multa diária de R$ 1 mil.
A decisão, proferida em segunda instância, ainda pode ser alvo de recursos. Caso seja mantida até o trânsito em julgado, o caso poderá ter desdobramentos na esfera eleitoral, com eventual análise à luz da Lei da Ficha Limpa, dependendo do entendimento sobre eventual incitação ao ódio e suas implicações jurídicas.
Fonte Folhamax
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