Política
Em novo interrogatório, Adélio Bispo reafirma que agiu sozinho em facada em Bolsonaro, diz delegado
O delegado Rodrigo Morais, da Polícia Federal, esteve nesta segunda-feira no presídio de Campo Grande (MS) onde está Adélio Bispo de Oliveira, preso por esfaquear o presidente da república Jair Bolsonaro (PSL) durante a campanha em setembro do ano passado.
Em mais um interrogatório Adélio reafirmou que agiu sozinho, pois ouviu uma voz de Deus, afirmou o delegado. Ainda segundo o policial, Adélio disse que esfaqueou Bolsonaro por inconformismo político, e por não concordar com o discurso político do candidato.
“Não acrescentou nada de novo às investigações. Ele foi ouvido na condição de mero informante, pois foi declarado absolutamente incapaz pela Justiça, em razão do diagnóstico de Transtorno Delirante Permanente Grave”, afirmou o delegado.
O atentado aconteceu em 6 de setembro do ano passado, quando Bolsonaro, ainda como candidato a presidente da República, participava de um ato de campanha em Juiz de Fora. Adélio Bispo foi preso no mesmo dia e, segundo a Polícia Militar de Minas Gerais, confessou ter sido o autor da facada.
O interrogatório de Adélio desta segunda-feira foi para o segundo inquérito que apura se houve “participação de terceiros ou grupos criminosos por trás da ação” de Adélio Bispo. Ele foi preso em flagrante logo após o atentado e confessou a autoria do crime contra o então candidato a presidente.
Morais disse ainda que a tendência é terminar a apuração o mais breve possível. “Pois não há qualquer suspeito que possa ter se aproveitado da condição e da predisposição do Adélio para incentivá-lo a praticar o ato”.
Com relação aos advogados de Adélio, o delegado disse que não foi possível confirmar se alguém pagou os honorários ou se eles “abraçaram a causa apenas para promoção”, pois o acesso ao telefone de Zanone Júnior, um dos defensores, foi negado pela Justiça.
Adélio está internado por tempo indeterminado no Presídio de Campo Grande (MS). Na sentença, o juiz aplicou a figura jurídica da “absolvição imprópria”, na qual uma pessoa não pode ser condenada. No caso de Adélio, ficou constatado que ele é inimputável, ou seja, não pode ser punido por ter doença mental.
G1
Política
Pivetta descarta “moleza para a bandidagem” e destaca reação de MT

O governador Otaviano Pivetta afirmou, nesta quinta-feira (30.7), que a segurança pública é um dos principais desafios enfrentados pelo Brasil, mas destacou que Mato Grosso tem adotado medidas para fortalecer as forças de segurança, com foco na redução dos índices de criminalidade.
Durante entrevista ao programa Pongó News, da Rádio Capital FM, o governador ressaltou que o Estado tem investido na contratação de novos profissionais, aquisição de equipamentos, modernização das corporações e valorização dos servidores da área.
“Segurança é um desafio brasileiro. Aqui em Mato Grosso, todas as medidas necessárias para fortalecer as forças de segurança foram tomadas. Contratamos novos policiais militares, policiais civis, delegados, polícia técnica, bombeiros, investimos em equipamentos, armamentos, apoio e valorização. O Governo de Mato Grosso tem demonstrado o valor que a polícia tem para nós”, afirmou.
Desde 2019, o Governo do Estado já investiu mais de R$ 2 bilhões em Segurança Pública, com a ampliação do efetivo das corporações, aquisição de viaturas, armamentos, equipamentos, tecnologia, construção e modernização de unidades e valorização dos profissionais.
“Aqui em Mato Grosso não tem moleza para a bandidagem. Estamos reduzindo todos os índices de violência, e esses números são públicos. Reduzimos 14% o número de homicídios em relação ao mesmo período do ano passado. A polícia não está dando moleza”, destacou.
O governador também destacou os investimentos em tecnologia para reforçar o combate ao crime organizado, entre eles a aquisição de bloqueadores de sinal de celular para o sistema penitenciário.
“Estamos comprando bloqueadores de celular, que já prestam serviço em unidades de segurança máxima. Estamos tomando todas as medidas necessárias para melhorar a segurança pública”, finalizou.
Além dos investimentos em estrutura e tecnologia, o Governo do Estado também ampliou o efetivo das forças de segurança. Desde que assumiu o comando do Estado, em abril de 2026, Otaviano Pivetta já convocou 1.013 profissionais para reforçar as corporações. Somando todas as convocações realizadas desde o início da gestão, em 2019, Mato Grosso já contabiliza 4.798 profissionais convocados para atuar na Segurança Pública.
Fonte: Assessoria Republicanos
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