Política
Deputados participam da Water for Food Global Conference
A Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (ALMT) integra com três deputados, Carlos Avallone (PSDB), Beto Dois a Um (PSB) e Cláudio Ferreira (PTB), da comitiva do Governo do Estado, na realização da Water for Food Global Conference, que acontece na Universidade de Nebraska (EUA). A conferência “Água para a alimentação” discute o desafio global de alcançar a segurança alimentar com menos pressão sobre os recursos hídricos, utilizando as águas subterrâneas.
O primeiro compromisso da comitiva, aconteceu no domingo (7) na capital Lincoln, quando acompanharam uma palestra do professor da Universidade Federal de Viçosa (MG) e consultor do Imafir/Aprofir, Everardo Mantovani.
Na ocasião, o deputado Avallone lembrou que Mato Grosso possui o maior potencial do Brasil para expansão de agricultura irrigada.
“Estou muito feliz porque Nebraska lembra muito Mato Grosso, tem semelhança, e com certeza, podemos aproveitar essa experiência daqui com a Universidade de Viçosa (MG) que nos deu uma aula durante o evento, quando na oportunidade apresentou uma proposta para Mato Grosso a pedido do governador Mauro Mendes, para aperfeiçoar em tecnologia”, destacou.
“Mato Grosso tem preocupação com o monitoramento com as águas subterrâneas para a produção, e com certeza de que fará a diferença no Estado nos próximos anos”, revelou o presidente da Comissão do Meio Ambiente da Assembleia, deputado Avallone.
De acordo com o estudo, atualmente a área irrigada do Brasil é de 8,2 milhões de hectares e Mato Grosso responde por 178 mil hectares. A análise realizada mostra que o potencial efetivo de expansão de áreas irrigadas no Brasil é de 13,6 milhões de hectares e Mato Grosso é o que possui a maior capacidade de crescer, podendo saltar para até 3,9 milhões de hectares.
“Estamos debatendo assuntos importantes para a agricultura de Mato Grosso, principalmente, com a irrigação, buscando soluções para este setor para os próximos anos”, revelou o deputado Beto Dois a Um.
Na última segunda-feira (8) a comitiva participou da cerimônia de abertura da conferência e acompanhou as diversas palestras de especialistas em agricultura irrigada.
“Estamos tendo conhecimento de desenvolvimento de como produzir mais, e como compartilhar de toda a riqueza que o nosso Estado oferece, fazendo com que todas as pessoas desfrutem desse bem comum e ao mesmo tempo com responsabilidade. Esse é o tema dessa conferência”, falou o deputado Ferreira.
Fonte: ALMT – MT
Política
TJMT condena Cattani a indenizar associação LGBTQIA+ e publicar retratação

A Quarta Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça de Mato Grosso condenou o deputado estadual Gilberto Cattani (PL) ao pagamento de R$ 20 mil por danos morais, além da obrigação de publicar uma retratação em seu perfil no Instagram. A decisão foi tomada nesta quarta-feira (15), após análise de recurso movido pela associação MT Queer.
O colegiado seguiu, de forma unânime, o voto do desembargador Rubens de Oliveira Santos Filho, que divergiu inicialmente da relatora Serly Marcondes Alves. Em primeira instância, a entidade havia tido o pedido negado, cenário que se repetiu em decisão inicial no próprio tribunal. No entanto, após pedido de vista, Rubens apresentou voto favorável à associação, posteriormente acompanhado pela relatora, consolidando o entendimento unânime da Câmara.
No voto, o desembargador destacou que o parlamentar possui histórico de manifestações consideradas polêmicas e apontou que, neste caso, houve extrapolação dos limites da atuação política. Segundo ele, as declarações não configuram exercício legítimo da função parlamentar, mas sim conteúdo discriminatório. “É nítido que o tom adotado não se caracteriza como crítica administrativa ou política, mas revela conteúdo de segregação e preconceito”, afirmou.
A ação tem origem em um vídeo publicado por Cattani em novembro de 2023, no qual ele criticava um curta-metragem produzido pela MT Queer. O material retratava a relação afetiva entre dois jovens e, segundo o deputado, estaria “incentivando” comportamentos entre estudantes. A interpretação foi contestada pela entidade, que acionou a Justiça alegando discurso discriminatório.
Para o relator do voto vencedor, o caso não se enquadra na proteção da imunidade parlamentar. Ele classificou a conduta como manifestação de “intolerância odiosa”, ressaltando que não há nexo funcional que justifique o conteúdo das declarações no âmbito do exercício do mandato.
Além da indenização, que será acrescida de juros e correção monetária, o deputado deverá publicar uma retratação em sua conta no Instagram por, no mínimo, 15 dias. O descumprimento poderá gerar multa diária de R$ 1 mil.
A decisão, proferida em segunda instância, ainda pode ser alvo de recursos. Caso seja mantida até o trânsito em julgado, o caso poderá ter desdobramentos na esfera eleitoral, com eventual análise à luz da Lei da Ficha Limpa, dependendo do entendimento sobre eventual incitação ao ódio e suas implicações jurídicas.
Fonte Folhamax
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