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Deputado cobra que Unemat e Prefeitura coloquem novo prédio em funcionamento


Thiago na plenária da AL

Foto: JLSIQUEIRA / ALMT

O deputado estadual Thiago Silva (MDB) novamente cobrou na Sessão Ordinária da Assembleia Legislativa dessa quarta-feira (6) para que a Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat) e a Prefeitura de Rondonópolis possam colocar em funcionamento o prédio da Universidade construído em parceira com a iniciativa privada.

Ainda em 2021, o deputado destinou mais de R$ 2 milhões em emendas para a criação dos cursos de Jornalismo e Direito na Universidade, que hoje funciona de forma improvisada na Escola Estadual Professora Stela Maris Valeriano da Silva. A Prefeitura, junto a empresários da cidade, estão finalizando a construção do prédio que hoje se encontra sem rede de energia e água, porém os blocos já estão prontos. O deputado Thiago cobra diálogo e entendimento entre Unemat e Prefeitura, diante da necessidade da comunidade acadêmica fazer a mudança para o prédio que está sendo finalizado.

“Precisamos urgentemente de uma solução para colocar o prédio da Unemat para funcionar, pois hoje ele funciona em uma escola estadual que não comporta mais a chegada de novos cursos. A Prefeitura e Unemat precisam dialogar e resolver esse impasse, se não o prédio será mais um elefante branco no município”, disse Thiago Silva.

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De acordo com a Unemat, a Prefeitura deverá fazer o termo de cessão de uso do prédio após a conclusão total da obra, que não possui neste momento rede elétrica e abastecimento de água para atender a comunidade acadêmica.

O deputado Thiago Silva, defensor da pauta da educação, reafirmou que se coloca a disposição para colocar mais emendas para continuar ajudando a estruturação da Unemat, inclusive com objetivo de garantir a comprar de mobiliários novos e equipamentos de tecnologia.

Fonte: ALMT

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TJMT condena Cattani a indenizar associação LGBTQIA+ e publicar retratação

A Quarta Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça de Mato Grosso condenou o deputado estadual Gilberto Cattani (PL) ao pagamento de R$ 20 mil por danos morais, além da obrigação de publicar uma retratação em seu perfil no Instagram. A decisão foi tomada nesta quarta-feira (15), após análise de recurso movido pela associação MT Queer.

O colegiado seguiu, de forma unânime, o voto do desembargador Rubens de Oliveira Santos Filho, que divergiu inicialmente da relatora Serly Marcondes Alves. Em primeira instância, a entidade havia tido o pedido negado, cenário que se repetiu em decisão inicial no próprio tribunal. No entanto, após pedido de vista, Rubens apresentou voto favorável à associação, posteriormente acompanhado pela relatora, consolidando o entendimento unânime da Câmara.

No voto, o desembargador destacou que o parlamentar possui histórico de manifestações consideradas polêmicas e apontou que, neste caso, houve extrapolação dos limites da atuação política. Segundo ele, as declarações não configuram exercício legítimo da função parlamentar, mas sim conteúdo discriminatório. “É nítido que o tom adotado não se caracteriza como crítica administrativa ou política, mas revela conteúdo de segregação e preconceito”, afirmou.

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A ação tem origem em um vídeo publicado por Cattani em novembro de 2023, no qual ele criticava um curta-metragem produzido pela MT Queer. O material retratava a relação afetiva entre dois jovens e, segundo o deputado, estaria “incentivando” comportamentos entre estudantes. A interpretação foi contestada pela entidade, que acionou a Justiça alegando discurso discriminatório.

Para o relator do voto vencedor, o caso não se enquadra na proteção da imunidade parlamentar. Ele classificou a conduta como manifestação de “intolerância odiosa”, ressaltando que não há nexo funcional que justifique o conteúdo das declarações no âmbito do exercício do mandato.

Além da indenização, que será acrescida de juros e correção monetária, o deputado deverá publicar uma retratação em sua conta no Instagram por, no mínimo, 15 dias. O descumprimento poderá gerar multa diária de R$ 1 mil.

A decisão, proferida em segunda instância, ainda pode ser alvo de recursos. Caso seja mantida até o trânsito em julgado, o caso poderá ter desdobramentos na esfera eleitoral, com eventual análise à luz da Lei da Ficha Limpa, dependendo do entendimento sobre eventual incitação ao ódio e suas implicações jurídicas.

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Fonte Folhamax

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