Política
Com falta de ar pela Covid, 1ª dama de MT diz viver situação “desesperadora e angustiante”
Virgínia Mendes foi diagnosticada pela 2ª vez com Covid no início deste mês

Foto: Instagram Virginia Mendes
Reeinfectada pela Covid-19, a primeira-dama de Mato Grosso, Virginia Mendes, revelou estar sentido sintomas fortes da doença e “muita falta de ar”. Em uma postagem em sua conta no Instagram nesta quarta-feira (10), ela disse estar se sentindo muito “angustiada” com a situação.
“Tenho sentido muita falta ar, é uma situação desesperadora e angustiante. Mas os médicos e a equipe que tem cuidado de mim são muito atenciosos e tenho muita fé em Deus que logo estarei recuperada”, escreveu.
Essa é a segunda vez que a primeira-dama é diagnosticada com a doença. A confirmação foi dada pelo governador Mauro Mendes (DEM) durante coletiva de imprensa na Assembleia Legislativa, no dia 2 de fevereiro.
De acordo com Mauro, a esposa testou para a doença pela primeira vez em novembro de 2020. Ela faz parte do grupo de risco por já ter realizado um transplante de rim, doado pelo próprio marido.
A filha do casal, Maria Luíza, de 6 anos, e a colaboradora Maria Vitória também foram infectadas. Em isolamento, a primeira-dama afirmou que sua recuperação tem sido mais complicada do que na primeira vez em que foi infectada. “Testei positivo para covid pela segunda vez, e agora a minha recuperação tem sido mais difícil do que na primeira vez”, complementou.
Ao fazer o desabafo, Virginia fez um apelo para que a população continue seguindo as medidas de proteção ao vírus. “Quero lembrar a todos sobre a importância de continuar mantendo as medidas de segurança contra a Codiv-19. As vacinas têm chegado, mas até que todos estejamos vacinados, por favor, é muito importante que a gente continue usando máscara e se cuidando”, finalizou.
Por fim, a esposa do governador pediu orações e agradeceu o apoio de amigos e familiares. “Agradeço muito todas as orações que tenho recebido, e também as centenas de mensagens de apoio que fazem toda a diferença nesse momento”, finalizou.
PANDEMIA NA FAMÍLIA MENDES
Além de Virgínia Mendes, outros integrantes da família do governador também foram diagnosticados com a Covid-19. O próprio Mauro Mendes testou positivo para a doença em junho de 2020.
O filho do casal, Luiz Antônio, e a sogra de Mauro, Eurídice Gomes da Silva, também adquiriram a doença. Luiz Antônio não teve sintomas graves, mas a sogra do democrata ficou 7 meses internada na UTI de um hospital em São Paulo. Ela deixou a unidade intensiva na última semana, mas ainda segue internada.
Fonte: Folha Max
Política
TJMT condena Cattani a indenizar associação LGBTQIA+ e publicar retratação

A Quarta Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça de Mato Grosso condenou o deputado estadual Gilberto Cattani (PL) ao pagamento de R$ 20 mil por danos morais, além da obrigação de publicar uma retratação em seu perfil no Instagram. A decisão foi tomada nesta quarta-feira (15), após análise de recurso movido pela associação MT Queer.
O colegiado seguiu, de forma unânime, o voto do desembargador Rubens de Oliveira Santos Filho, que divergiu inicialmente da relatora Serly Marcondes Alves. Em primeira instância, a entidade havia tido o pedido negado, cenário que se repetiu em decisão inicial no próprio tribunal. No entanto, após pedido de vista, Rubens apresentou voto favorável à associação, posteriormente acompanhado pela relatora, consolidando o entendimento unânime da Câmara.
No voto, o desembargador destacou que o parlamentar possui histórico de manifestações consideradas polêmicas e apontou que, neste caso, houve extrapolação dos limites da atuação política. Segundo ele, as declarações não configuram exercício legítimo da função parlamentar, mas sim conteúdo discriminatório. “É nítido que o tom adotado não se caracteriza como crítica administrativa ou política, mas revela conteúdo de segregação e preconceito”, afirmou.
A ação tem origem em um vídeo publicado por Cattani em novembro de 2023, no qual ele criticava um curta-metragem produzido pela MT Queer. O material retratava a relação afetiva entre dois jovens e, segundo o deputado, estaria “incentivando” comportamentos entre estudantes. A interpretação foi contestada pela entidade, que acionou a Justiça alegando discurso discriminatório.
Para o relator do voto vencedor, o caso não se enquadra na proteção da imunidade parlamentar. Ele classificou a conduta como manifestação de “intolerância odiosa”, ressaltando que não há nexo funcional que justifique o conteúdo das declarações no âmbito do exercício do mandato.
Além da indenização, que será acrescida de juros e correção monetária, o deputado deverá publicar uma retratação em sua conta no Instagram por, no mínimo, 15 dias. O descumprimento poderá gerar multa diária de R$ 1 mil.
A decisão, proferida em segunda instância, ainda pode ser alvo de recursos. Caso seja mantida até o trânsito em julgado, o caso poderá ter desdobramentos na esfera eleitoral, com eventual análise à luz da Lei da Ficha Limpa, dependendo do entendimento sobre eventual incitação ao ódio e suas implicações jurídicas.
Fonte Folhamax
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