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ALMT realiza, hoje (28), audiência pública para debater violência contra mulher

A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) realiza hoje (28), às 14h, audiência pública para debater o tema A Proteção às Mulheres e o Combate ao Feminicídio. Requerida pela deputada Sheila Klener (PSDB), a audiência visa discutir ações de proteção às mulheres com o fortalecimento de Rede de Enfrentamento à Violência com Mulheres, e medidas para o combate mais efetivo ao feminicídio no estado.

O evento será realizado no auditório Deputado Milton Figueiredo, na ALMT, e contará com palestra da advogada e mestre em Direitos Humanos e Políticas Públicas da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR) Daina Allessi, pesquisadora em Estudos de Gênero e Representatividade Feminina na Política.

A iniciativa é uma parceria com a Câmara de Vereadores de Cuiabá, requerida pelo vereador Felipe Correa (Cidadania), e tem como convidados representantes do Tribunal de Justiça (TJMT), Ministério Público (MPMT), Defensoria Pública (DPE), Polícia Judiciária Civil (PJC), Polícia Militar (PMMT) e Prefeitura de Cuiabá. O evento conta ainda com o apoio do Comitê Temático de Defesa da Mulher da Secretaria de Segurança Pública do Estado de Mato Grosso (Sesp-MT) e do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Mato Grosso (Crea-MT), por meio do programa Crea Mulher.

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Fonte: ALMT – MT

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TJMT condena Cattani a indenizar associação LGBTQIA+ e publicar retratação

A Quarta Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça de Mato Grosso condenou o deputado estadual Gilberto Cattani (PL) ao pagamento de R$ 20 mil por danos morais, além da obrigação de publicar uma retratação em seu perfil no Instagram. A decisão foi tomada nesta quarta-feira (15), após análise de recurso movido pela associação MT Queer.

O colegiado seguiu, de forma unânime, o voto do desembargador Rubens de Oliveira Santos Filho, que divergiu inicialmente da relatora Serly Marcondes Alves. Em primeira instância, a entidade havia tido o pedido negado, cenário que se repetiu em decisão inicial no próprio tribunal. No entanto, após pedido de vista, Rubens apresentou voto favorável à associação, posteriormente acompanhado pela relatora, consolidando o entendimento unânime da Câmara.

No voto, o desembargador destacou que o parlamentar possui histórico de manifestações consideradas polêmicas e apontou que, neste caso, houve extrapolação dos limites da atuação política. Segundo ele, as declarações não configuram exercício legítimo da função parlamentar, mas sim conteúdo discriminatório. “É nítido que o tom adotado não se caracteriza como crítica administrativa ou política, mas revela conteúdo de segregação e preconceito”, afirmou.

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A ação tem origem em um vídeo publicado por Cattani em novembro de 2023, no qual ele criticava um curta-metragem produzido pela MT Queer. O material retratava a relação afetiva entre dois jovens e, segundo o deputado, estaria “incentivando” comportamentos entre estudantes. A interpretação foi contestada pela entidade, que acionou a Justiça alegando discurso discriminatório.

Para o relator do voto vencedor, o caso não se enquadra na proteção da imunidade parlamentar. Ele classificou a conduta como manifestação de “intolerância odiosa”, ressaltando que não há nexo funcional que justifique o conteúdo das declarações no âmbito do exercício do mandato.

Além da indenização, que será acrescida de juros e correção monetária, o deputado deverá publicar uma retratação em sua conta no Instagram por, no mínimo, 15 dias. O descumprimento poderá gerar multa diária de R$ 1 mil.

A decisão, proferida em segunda instância, ainda pode ser alvo de recursos. Caso seja mantida até o trânsito em julgado, o caso poderá ter desdobramentos na esfera eleitoral, com eventual análise à luz da Lei da Ficha Limpa, dependendo do entendimento sobre eventual incitação ao ódio e suas implicações jurídicas.

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Fonte Folhamax

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