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Aliados de Maia dizem que crise está ‘superada’ e agora é trabalhar pela reforma da Previdência

Depois das declarações do presidente Jair Bolsonaro dizendo que a troca de farpas com Rodrigo Maia foi uma “chuva de verão” e é “página virada”, aliados do presidente da Câmara dos Deputados afirmam que a crise entre os dois está “superada” e que, agora, é focar na aprovação da reforma da Previdência.

Nesta linha, Rodrigo Maia recebe para almoço nesta quinta-feira (28) o ministro da Economia, Paulo Guedes, e líderes partidários, tendo no cardápio a estratégia para aprovar as mudanças nas regras de aposentadoria no país.

Interlocutores do presidente da Câmara destacam que o próprio Maia, depois que a crise entre ele e Bolsonaro esquentou ainda mais na quarta-feira (27), procurou colocar um ponto final no embate, ao pedir que o presidente e seus aliados parassem com as críticas e os dois lados começassem a trabalhar pela aprovação da reforma da Previdência.

Depois do gesto de Rodrigo Maia, foi a vez de Bolsonaro ir na mesma linha na manhã desta quinta, dizendo que a crise entre os dois é “página virada”. Amigos do presidente da Câmara lembram que ele nunca iniciou os ataques contra o presidente da República, apenas respondia às críticas. O que, a partir de agora, ele promete não fazer mais.

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A trégua entre Bolsonaro e Maia foi comemorada pela equipe econômica, que estava preocupada com os efeitos da crise entre Executivo e Legislativo sobre o cenário econômico. O dólar estava ameaçando superar o valor de R$ 4, tendência que pode afetar a inflação, além de fazer as previsões de crescimento caírem ainda mais. O Banco Central já reduziu a sua para 2%.

Agora, segundo auxiliares de Paulo Guedes, é focar na votação da reforma da Previdência e usar a crise como lição para evitar a repetição dos erros cometidos nos últimos dias.

G1 Política

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TJMT condena Cattani a indenizar associação LGBTQIA+ e publicar retratação

A Quarta Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça de Mato Grosso condenou o deputado estadual Gilberto Cattani (PL) ao pagamento de R$ 20 mil por danos morais, além da obrigação de publicar uma retratação em seu perfil no Instagram. A decisão foi tomada nesta quarta-feira (15), após análise de recurso movido pela associação MT Queer.

O colegiado seguiu, de forma unânime, o voto do desembargador Rubens de Oliveira Santos Filho, que divergiu inicialmente da relatora Serly Marcondes Alves. Em primeira instância, a entidade havia tido o pedido negado, cenário que se repetiu em decisão inicial no próprio tribunal. No entanto, após pedido de vista, Rubens apresentou voto favorável à associação, posteriormente acompanhado pela relatora, consolidando o entendimento unânime da Câmara.

No voto, o desembargador destacou que o parlamentar possui histórico de manifestações consideradas polêmicas e apontou que, neste caso, houve extrapolação dos limites da atuação política. Segundo ele, as declarações não configuram exercício legítimo da função parlamentar, mas sim conteúdo discriminatório. “É nítido que o tom adotado não se caracteriza como crítica administrativa ou política, mas revela conteúdo de segregação e preconceito”, afirmou.

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A ação tem origem em um vídeo publicado por Cattani em novembro de 2023, no qual ele criticava um curta-metragem produzido pela MT Queer. O material retratava a relação afetiva entre dois jovens e, segundo o deputado, estaria “incentivando” comportamentos entre estudantes. A interpretação foi contestada pela entidade, que acionou a Justiça alegando discurso discriminatório.

Para o relator do voto vencedor, o caso não se enquadra na proteção da imunidade parlamentar. Ele classificou a conduta como manifestação de “intolerância odiosa”, ressaltando que não há nexo funcional que justifique o conteúdo das declarações no âmbito do exercício do mandato.

Além da indenização, que será acrescida de juros e correção monetária, o deputado deverá publicar uma retratação em sua conta no Instagram por, no mínimo, 15 dias. O descumprimento poderá gerar multa diária de R$ 1 mil.

A decisão, proferida em segunda instância, ainda pode ser alvo de recursos. Caso seja mantida até o trânsito em julgado, o caso poderá ter desdobramentos na esfera eleitoral, com eventual análise à luz da Lei da Ficha Limpa, dependendo do entendimento sobre eventual incitação ao ódio e suas implicações jurídicas.

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Fonte Folhamax

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