Política Nacional
PSD deve ficar fora das alianças com Lula e cogita Caiado e Ratinho para as eleições

Os governadores Ratinho Júnior (Paraná), Eduardo Leite (Rio Grande do Sul) e Ronaldo Caiado (Goiás), todos do PSD (Partido Social Democrático), pretendem construir uma frente de centro-direita para disputar a Presidência da República em 2026 e enfrentar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A estratégia envolve a formação de alianças com outros partidos do campo político e a definição de um nome único da sigla para liderar a chapa.
A informação foi confirmada pelo governador de Goiás, Ronaldo Caiado, na quarta-feira (28.jan.2026), durante conversa com jornalistas em um evento promovido pelo banco UBS, em São Paulo. Segundo ele, caberá ao presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, indicar quem será o candidato do partido.
“Esse assunto, sem dúvida nenhuma, será colocado. Dentro do momento em que tivermos aquele indicado para ser o candidato do PSD, é lógico que nós vamos buscar essa aliança. E nós temos o prazo até julho de 2026 e temos um espaço até iniciarem as convenções partidárias”, afirmou Caiado.
De acordo com o governador, o PSD pretende dialogar com diversas legendas. “Vamos buscar todos os partidos. O MDB, o Republicanos… Eu tenho tentado também ver se eu consigo sensibilizar o pessoal do PP. Mas, no União Brasil, você vê que foi uma saída em que todos entenderam e até disseram que eu tenho toda a prerrogativa de procurar uma alternativa”, disse, ao comentar sua recente desfiliação do União Brasil e ingresso no PSD.
Caiado também relatou um encontro, ocorrido cerca de uma semana antes, com o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que se coloca como pré-candidato à Presidência. Segundo ele, a conversa girou em torno da possibilidade de múltiplas candidaturas no primeiro turno.
“Nós detalhamos esses assuntos, mostrando que um número maior [de candidatos] no 1º turno dá condição de viabilizar o 2º turno. Uma candidatura única no 1º turno é o que o Lula quer”, declarou. O governador reforçou que não há conflitos internos no campo da centro-direita. “Não tem nenhum desentendimento em relação a essa postura da centro-direita. Não tem nenhum contra o outro. No 2º turno todos nós estaremos com aquele que realmente atravessar o 1º turno.”
No mesmo dia, Gilberto Kassab afirmou ao jornal Folha de S.Paulo que o PSD não pretende usar sua candidatura presidencial como instrumento de ataque direto ao presidente Lula. “Eu acho que o mais importante é ter um projeto pro Brasil. Num primeiro momento, não há candidatura contra, é a favor do Brasil. Uma candidatura moderada, que possa ser um contraponto a uma proposta mais radical de esquerda e outra mais radical de direita”, disse.
Kassab também avaliou como competitiva uma eventual candidatura de Flávio Bolsonaro, citando pesquisas de intenção de voto. “Todas as pesquisas estão dando ele em torno de 20%, o que é bastante”, afirmou.
Sobre a definição do nome do PSD, o presidente do partido destacou que há três interessados. “Não estamos indo buscar candidato, temos 3 que querem ser. Governadores muito bem avaliados, com 8 anos de mandato nas costas. E tudo por iniciativa deles, não foi algo do partido. Aquele que estiver em melhores condições será o candidato, definiremos em abril”, concluiu
Nacional
Pesquisa BTG/Nexus mostra empate de Lula com Flávio Bolsonaro e Ronaldo Caiado no 2º turno

Pesquisa BTG/Nexus divulgada nesta segunda-feira (3) aponta o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na liderança da disputa pela Presidência da República, tanto no primeiro quanto no segundo turno das eleições de 2026. Apesar da vantagem numérica, os cenários apresentados pelo levantamento configuram empate técnico dentro da margem de erro.
Este é o primeiro levantamento realizado após as convenções partidárias que oficializaram as candidaturas dos principais concorrentes à Presidência.
No cenário de primeiro turno, Lula aparece com 41% das intenções de voto, enquanto o senador Flávio Bolsonaro (PL) registra 37%. Em relação à pesquisa anterior, divulgada em 27 de julho, o presidente perdeu um ponto percentual, enquanto o parlamentar ganhou quatro pontos.
Com isso, a diferença entre os dois caiu de nove para quatro pontos percentuais, menor distância registrada entre ambos desde abril na série histórica do instituto. Como a margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, o resultado configura empate técnico.
Nos cenários simulados de segundo turno, Lula também aparece numericamente à frente, mas dentro da margem de erro em duas disputas. Contra Flávio Bolsonaro, o petista soma 46% das intenções de voto, enquanto o adversário alcança 45%. No levantamento anterior, o placar era de 47% a 43%.
Já em uma eventual disputa com o ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD), Lula registra 46%, contra 42% do adversário. Na pesquisa anterior, os dois apareciam com 45% e 43%, respectivamente.
O presidente mantém vantagem mais confortável sobre o ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), com 46% contra 40%. No levantamento anterior, o cenário era de 46% para Lula e 42% para Zema.
Em uma disputa contra Renan Santos, líder do Movimento Brasil Livre (MBL) e candidato pelo partido Missão, Lula aparece com 47% das intenções de voto, enquanto o adversário registra 37%. Na pesquisa anterior, o cenário era de 47% a 39%.
O levantamento também mostra empate entre Lula e Flávio Bolsonaro no índice de rejeição. Ambos aparecem com 49%. Em comparação com a pesquisa anterior, a rejeição ao presidente aumentou um ponto percentual, enquanto a do senador recuou na mesma proporção.
Os demais candidatos registraram os seguintes índices de rejeição:
Ronaldo Caiado (PSD): 29%;
Romeu Zema (Novo): 31%;
Renan Santos (Missão): 28%.
A pesquisa também mediu a avaliação do governo federal. Segundo o levantamento, 47% dos entrevistados aprovam a gestão de Lula, enquanto 48% desaprovam o governo, resultado que também configura empate técnico dentro da margem de erro.
Na avaliação qualitativa da administração federal, 37% classificam o governo como “ótimo ou bom”, 43% consideram a gestão “ruim ou péssima” e 18% a avaliam como “regular”.
O levantamento ouviu 2.002 eleitores entre os dias 31 de julho e 2 de agosto. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. A pesquisa BTG Pactual/Nexus está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-02874/2026.
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