Polícia
Operação mobiliza especialistas para perícia em papelaria destruída por incêndio em Cuiabá
Papelaria Realmat, destruída por um incêndio no dia 5 deste mês, na Avenida 15 de Novembro, no Bairro do Porto, em Cuiabá.

Bombeiros combateram incêndio no Centro de Cuiabá — Foto: Jorge Sírio/TVCA
Peritos e outros agentes fazem uma operação na manhã deste domingo (27) na papelaria Realmat, destruída por um incêndio no dia 5 deste mês, na Avenida 15 de Novembro, no Bairro do Porto, em Cuiabá.
A ação é formada por peritos oficiais criminais da Perícia Oficial e Identificação Técnica e equipes do Corpo de Bombeiros Militar para busca, identificação, registro, fixação e coleta de vestígios em área colapsada e de alto risco de novos desabamentos e desmoronamentos nas edificações da Realmat.
As equipes de trabalho se dividirão entre os especialistas (de campo) em entrada e permanência em locais com estrutura colapsada e os especialistas no monitoramento e controle das equipes de campo.
A perícia será realizada no prédio posterior direito que através de três incursões internas terá por objetivo analisar pontos específicos de interesse pericial junto aos escombros e se possível coletar materiais pertinentes a perícia de local.
Serão utilizadas máquina fotográfica, equipamentos de corte, ferramentas manuais, materiais diversos de coleta. O objetivo primário da perícia é a coleta de vestígios sem acidentes de trabalho.
Demolição
A Defesa Civil de Cuiabá e Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec-MT), por meio de um trabalho em conjunto, autorizaram o processo de demolição emergencial da estrutura da Ciclo Ribeiro. A opção pela liberação foi tomada após o relatório de avaliação técnica apontar a indicação de queda, por conta do comprometimento das paredes ocasionado pelo incêndio.
Igualmente, foi liberada a retirada da fachada metálica e dos vidros da loja Realmat. Todos esses procedimentos serão efetuados pelas próprias empresas e devem ser iniciados após as mesmas apresentarem os engenheiros responsáveis técnicos, que acompanharão a realização dos trabalhos.
Os órgãos públicos continuam acompanhando diariamente a situação e ofertando todas as recomendações necessárias para garantir a segurança da população.
Ao mesmo tempo, também já pode ser iniciado o trabalho de retirada dos escombros da lotérica que ficava entre a Realmat e a Ciclo Ribeiro.
A ação também será executada pela empresa e, apesar de não ser possível determinar um prazo exato para seu término, a previsão é de que leve algumas semanas, já que a atividade exige a aplicação de uma série de cuidados, principalmente nesse período chuvoso.
À Defesa Civil e Politec-MT cabe realizar esse trabalho diário de avaliação e recomendação das medidas para salvaguardar vidas.
Esse acompanhamento teve início já no dia 5 de dezembro e seguirá até que todo procedimento seja concluído. As atuações nas estruturas estão sendo liberadas de forma gradativa, para que os riscos sejam minimizados.
Fonte: G1 MT
Polícia
Adolescente de 14 anos é sequestrada e morta em investigação que apura possível disputa entre facções em MT

Claudia Geovana Dourado de Oliveira desapareceu após ser retirada de um hotel em Lucas do Rio Verde; Polícia Civil investiga possível relação do crime com organizações criminosas
A Polícia Civil investiga o sequestro e a morte de Claudia Geovana Dourado de Oliveira, de 14 anos, desaparecida em Lucas do Rio Verde, no norte de Mato Grosso, no dia 6 de agosto. O corpo da adolescente foi localizado uma semana depois, em 13 de agosto, em uma área de mata às margens da BR-163, na região de Sorriso, próximo à divisa com Lucas do Rio Verde.
De acordo com informações apresentadas pelo delegado Arthur Almeida, responsável pela investigação, uma das principais linhas apuradas é a de que o crime tenha sido motivado por uma disputa envolvendo integrantes de organizações criminosas. A hipótese, contudo, ainda faz parte da investigação e depende da confirmação por meio de provas e dos demais elementos reunidos no inquérito.
Segundo a Polícia Civil, Claudia teria mantido contato com integrantes do Comando Vermelho (CV) e, posteriormente, se aproximado de membros do Primeiro Comando da Capital (PCC). A investigação aponta que a adolescente teria passado a adotar comportamentos associados ao grupo rival e feito ameaças contra outras adolescentes ligadas ao CV.
Para os investigadores, essa mudança de vínculo poderia ter motivado uma ordem de execução atribuída ao chamado “Tribunal do Crime”. Conforme a linha investigativa apresentada pelo delegado, a determinação teria partido de integrantes da organização que estariam escondidos no Rio de Janeiro e posteriormente sido repassada a criminosos que atuavam em Mato Grosso.
A Polícia Civil, entretanto, ainda trabalha para esclarecer a participação individual de cada suspeito, bem como identificar todos os envolvidos na suposta articulação do crime.
Sequestro registrado por câmeras
Claudia desapareceu no dia 6 de agosto, depois de ser retirada à força de um hotel em Lucas do Rio Verde. Imagens do circuito interno de segurança do estabelecimento registraram a movimentação dos suspeitos.
Conforme a investigação, inicialmente, um homem e uma mulher teriam entrado no hotel e ameaçado o recepcionista para descobrir em qual quarto a adolescente estava. Em seguida, outro homem teria entrado no local, retirado Claudia do quarto e colocado a jovem em um Fiat Mobi branco.
A Polícia Civil investiga ainda a participação de uma quarta pessoa, que teria integrado o grupo envolvido na ação.
Após ser retirada do hotel, a adolescente teria sido levada para uma região de mata. É nesse ponto que, segundo a investigação, Claudia teria sido submetida a agressões antes de ser morta.
## Corpo foi encontrado às margens da BR-163
O corpo da adolescente foi localizado no dia 13 de agosto, sete dias após o desaparecimento. Ela estava em uma área às margens da BR-163, na região de Sorriso.
Segundo as informações divulgadas pela investigação, Claudia foi encontrada com as mãos amarradas e uma corda no pescoço. Também foram observados sinais aparentes de agressão e indícios de asfixia.
A causa oficial da morte, no entanto, depende da conclusão dos exames periciais. Por isso, os detalhes sobre a dinâmica e a forma como a adolescente morreu ainda deverão ser esclarecidos oficialmente pela perícia.
## Suspeitos foram presos durante tentativa de viagem
Durante as diligências, três suspeitos foram presos em Paranaíba, no Mato Grosso do Sul. Segundo a investigação, eles estavam em um carro de aplicativo que seguia em direção ao Rio de Janeiro.
Uma mulher de 22 anos teria contratado a viagem pelo valor de R$ 1,5 mil. A polícia apura qual teria sido a participação de cada um dos ocupantes do veículo e se a viagem tinha relação direta com a tentativa de fuga após o crime.
Outro homem, apontado pelos investigadores como responsável pelo transporte da adolescente, já havia sido preso com o Fiat Mobi que teria sido utilizado no sequestro.
Em depoimento, conforme as informações divulgadas pela polícia, ele afirmou que trabalhava como motorista de aplicativo e que não sabia que o veículo seria utilizado em um crime. A versão apresentada pelo suspeito ainda é confrontada com os demais elementos reunidos pela investigação.
## Polícia apura participação de pelo menos seis pessoas
A Polícia Civil estima que pelo menos seis pessoas tenham participado diretamente da execução do crime. Além delas, os investigadores tentam identificar e responsabilizar eventuais integrantes da estrutura criminosa que teriam determinado ou coordenado a ação.
A apuração também busca esclarecer se todos os envolvidos tinham conhecimento prévio do plano, qual teria sido a função de cada suspeito e até que ponto integrantes de organizações criminosas de outros estados participaram da suposta ordem de execução.
Até o momento, a investigação aponta para uma possível motivação relacionada à disputa entre facções, mas essa hipótese ainda não equivale a uma conclusão definitiva sobre a autoria e a motivação do homicídio.
## Investigação continua
O caso permanece sob investigação da Polícia Civil. Os próximos passos devem incluir a análise de imagens de segurança, depoimentos, exames periciais, dados relacionados aos deslocamentos dos suspeitos e outros elementos que possam ajudar a reconstruir a sequência dos acontecimentos.
A identificação dos responsáveis pelo sequestro e pela morte de Claudia, assim como a eventual existência de mandantes, deverá depender da conclusão do inquérito e da análise das provas reunidas pelas autoridades.
Enquanto a investigação estiver em andamento, as informações sobre a participação dos suspeitos e a motivação do crime devem ser tratadas como hipóteses investigativas, até que sejam confirmadas pelas autoridades competentes e, posteriormente, submetidas ao devido processo legal.
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