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“Atendiam até 15 clientes por dia”, diz PF sobre brasileiras exploradas na Espanha

Operação conjunta entre Brasil e Espanha resgatou 28 mulheres e desmontou esquema milionário de tráfico internacional de pessoas

Uma operação conjunta da Polícia Federal e da Polícia Nacional da Espanha resgatou 28 brasileiras vítimas de exploração sexual no país europeu. Segundo as investigações, as mulheres eram mantidas em condições degradantes e obrigadas a atender até 15 clientes por dia, sob ameaças constantes.

A ação, batizada de Operação Alícia, foi deflagrada nesta quarta-feira (10) e teve como foco o núcleo da organização criminosa que atuava no Brasil. Mandados judiciais foram cumpridos em São Paulo, Ubatuba, Jundiaí e Rio das Ostras (RJ). Três aliciadores — um homem e duas mulheres — foram presos em território brasileiro. Outras duas pessoas foram detidas na Espanha.

De acordo com a Polícia Federal, as vítimas eram recrutadas no Brasil com promessas de altos ganhos e boas condições de trabalho no exterior. No entanto, ao chegarem à Espanha, tinham os passaportes retidos, as passagens de retorno canceladas e eram forçadas a jornadas exaustivas de exploração sexual.

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Segundo o delegado Daniel Coraça, as mulheres também eram submetidas a ameaças, obrigadas a consumir drogas com clientes e frequentemente transferidas de cidade, estratégia usada pela quadrilha para dificultar a fiscalização das autoridades.

As investigações apontam que o grupo criminoso teria movimentado cerca de R$ 40 milhões com o tráfico internacional de pessoas. O valor já foi bloqueado por decisão judicial.

As brasileiras foram libertadas em junho, durante uma operação das autoridades espanholas, que também resgataram outras cinco vítimas estrangeiras. A partir dessa ação, foi possível identificar os integrantes do esquema, que atuava de forma integrada entre o Brasil e a Europa.

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Podemos destaca crescimento de mulheres em postos estratégicos da mineração em MT

O setor mineral em Mato Grosso, que hoje ocupa a 5ª posição no ranking nacional, vive uma transformação que vai além dos números econômicos: a ascensão feminina em cargos de liderança e operação. O deputado Max Russi (Podemos), presidente da Assembleia Legislativa, destaca que a presença de mulheres em postos estratégicos é peça-chave para a modernização e sustentabilidade da atividade no estado.

“As mulheres estão cada vez mais presentes na mineração e devemos incentivar isso. Nossa atuação na Assembleia foca em políticas públicas que fortaleçam o setor, visando um desenvolvimento que seja economicamente forte e socialmente justo”, afirmou o parlamentar.

Quebra de Paradigmas e Dados

De acordo com o Relatório de Indicadores do Women in Mining (Mulheres na Mineração) Brasil (WIM Brasil) de 2025, a força de trabalho feminina no setor já atinge 22%, somando mais de 30 mil profissionais no país. O avanço é visível também no topo da pirâmide: elas ocupam 25% das posições executivas e 21% das cadeiras em conselhos administrativos. A meta do setor é chegar a 35% de participação feminina até 2030.

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Para a vice-presidente do Grupo de Trabalho da Mineração na ALMT, Taís Costa, é impossível falar do futuro do setor sem reconhecer essa mudança. “Durante muito tempo, a mineração foi vista como predominantemente masculina. Hoje, vemos mulheres como engenheiras, geólogas e líderes. A presença feminina traz uma visão minuciosa sobre sustentabilidade e responsabilidade ambiental”, pontuou.

Além de Taís, o GT também é composto por Alessandra Panizi, Clarissa Lopes, Fransueli Martelli, Laise Glaucia, Pamela Alegria e Tatiana de Almeida, que estão trabalhando para os avanços da mineração no estado.

Protagonismo na Prática

Exemplos de carreira como o de Suedy Lima, de 33 anos, ilustram essa nova realidade. Recentemente empossada como Coordenadora de Planejamento, Controle e Manutenção (PCM) da Nexa, em Aripuanã, Suedy acumula 15 anos de experiência e traz no currículo o marco de ter sido a primeira supervisora e chefe de manutenção em diversas empresas por onde passou.

“Sinto orgulho da trajetória que construí, sabendo que cada espaço foi resultado de dedicação. É fundamental ocuparmos esses setores onde ainda há caminho a percorrer. Uma mulher puxa a outra, e ver esse crescimento reforça nosso compromisso em abrir caminhos para as que virão”, afirmou.

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O novo cenário da mineração em Mato Grosso também é impulsionado por lideranças como a advogada Pamela Alegria. Especialista em Direito Minerário e uma das idealizadoras da Expominério, a maior feira do setor no estado, ela personifica a união entre o rigor técnico e o fomento ao desenvolvimento. “A presença feminina traz uma visão minuciosa sobre sustentabilidade e responsabilidade regional, transformando a mineração em uma atividade estratégica para o futuro de Mato Grosso”, afirma a advogada.

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