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Acusados da morte de Raquel Cattani sentam no banco dos réus em janeiro

Mandante e executor do feminicídio de Raquel Maziero Catanni, 26 anos, filha do deputado estadual Gilberto Cattani (PL) serão julgados no dia 22 de janeiro, na Comarca de Nova Mutum

Acusados de planejar e executar o feminicídio de Raquel Maziero Cattani, 26 anos, filha do deputado estadual Gilberto Cattani (PL), os irmãos Romero Xavier Mengarde e Rodrigo Xavier Mengarde sentam no banco dos réus no dia 22 de janeiro de 2026. O crime chocou a população mato-grossense e ganhou repercussão nacional.

A data foi proferida dia 13 de novembro pela juíza Ana Helena Alves Porcel Ronkoski, da 3ª Vara de Nova Mutum (355 km ao Norte de Cuiabá), que presidirá o Tribunal do Júri. Os irmãos são apontados como mandante e executor do assassinato, ocorrido na noite de 18 de julho de 2024, no Rancho PH, localizado no Assentamento Pontal do Marape, zona rural da cidade.

Na noite do crime, Rodrigo Mengarde entrou clandestinamente na casa da vítima e ficou à espera dela. Quando Raquel Cattani chegou, ela foi atacada por vários golpes de arma branca, que resultaram em sua morte.

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Após o crime, o assassino furtou diversos pertences da vítima e fugiu na motocicleta que a vítima utilizava, com a intenção de despistar a polícia. Consta nos autos que Romero Xavier foi casado com Raquel por cerca de 10 anos e não aceitava o fim do relacionamento.

Ele teria planejado o crime e oferecido R$ 4 mil ao irmão para matá-la. O dinheiro utilizado para pagar o assassino era fruto de um trabalho prestado ao deputado estadual que, na ocasião, informou ter feito o pagamento no mesmo dia do crime.

A investigação da Polícia Civil (PC) aponta que os irmãos se ajustaram previamente para tramar o assassinato. Na denúncia, o Ministério Público sustenta as qualificadoras de feminicídio, motivo torpe, emboscada e homicídio mediante promessa de recompensa.

Os réus foram presos no dia 25 de julho de 2024 e seguem detidos preventivamente. A denúncia foi recebida em agosto do mesmo ano e ambos foram pronunciados em 19 de dezembro de 2024 para serem julgados pelo Tribunal do Júri.

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Podemos destaca crescimento de mulheres em postos estratégicos da mineração em MT

O setor mineral em Mato Grosso, que hoje ocupa a 5ª posição no ranking nacional, vive uma transformação que vai além dos números econômicos: a ascensão feminina em cargos de liderança e operação. O deputado Max Russi (Podemos), presidente da Assembleia Legislativa, destaca que a presença de mulheres em postos estratégicos é peça-chave para a modernização e sustentabilidade da atividade no estado.

“As mulheres estão cada vez mais presentes na mineração e devemos incentivar isso. Nossa atuação na Assembleia foca em políticas públicas que fortaleçam o setor, visando um desenvolvimento que seja economicamente forte e socialmente justo”, afirmou o parlamentar.

Quebra de Paradigmas e Dados

De acordo com o Relatório de Indicadores do Women in Mining (Mulheres na Mineração) Brasil (WIM Brasil) de 2025, a força de trabalho feminina no setor já atinge 22%, somando mais de 30 mil profissionais no país. O avanço é visível também no topo da pirâmide: elas ocupam 25% das posições executivas e 21% das cadeiras em conselhos administrativos. A meta do setor é chegar a 35% de participação feminina até 2030.

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Para a vice-presidente do Grupo de Trabalho da Mineração na ALMT, Taís Costa, é impossível falar do futuro do setor sem reconhecer essa mudança. “Durante muito tempo, a mineração foi vista como predominantemente masculina. Hoje, vemos mulheres como engenheiras, geólogas e líderes. A presença feminina traz uma visão minuciosa sobre sustentabilidade e responsabilidade ambiental”, pontuou.

Além de Taís, o GT também é composto por Alessandra Panizi, Clarissa Lopes, Fransueli Martelli, Laise Glaucia, Pamela Alegria e Tatiana de Almeida, que estão trabalhando para os avanços da mineração no estado.

Protagonismo na Prática

Exemplos de carreira como o de Suedy Lima, de 33 anos, ilustram essa nova realidade. Recentemente empossada como Coordenadora de Planejamento, Controle e Manutenção (PCM) da Nexa, em Aripuanã, Suedy acumula 15 anos de experiência e traz no currículo o marco de ter sido a primeira supervisora e chefe de manutenção em diversas empresas por onde passou.

“Sinto orgulho da trajetória que construí, sabendo que cada espaço foi resultado de dedicação. É fundamental ocuparmos esses setores onde ainda há caminho a percorrer. Uma mulher puxa a outra, e ver esse crescimento reforça nosso compromisso em abrir caminhos para as que virão”, afirmou.

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O novo cenário da mineração em Mato Grosso também é impulsionado por lideranças como a advogada Pamela Alegria. Especialista em Direito Minerário e uma das idealizadoras da Expominério, a maior feira do setor no estado, ela personifica a união entre o rigor técnico e o fomento ao desenvolvimento. “A presença feminina traz uma visão minuciosa sobre sustentabilidade e responsabilidade regional, transformando a mineração em uma atividade estratégica para o futuro de Mato Grosso”, afirma a advogada.

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