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Crueldade: Polícia civil quer saber quem matou os 30 Coelhos da APAE de Peixoto de Azevedo

Ao menos 30 coelhos da Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae) foram mortos brutalmente a pauladas na noite do último sábado (28), em Peixoto de Azevedo (691 km ao norte de Cuiabá). Ao lado dos animais, foi deixado um bilhete com ameaças direcionadas ao vereador Evandro Kommers, que é diretor da instituição.

Por meio das redes sociais, o parlamentar denunciou o crime, cometido com crueldade. Os coelhos eram utilizados em terapias com crianças diagnosticadas com Transtorno do Espectro Autista (TEA).

“Infelizmente, pessoas maldosas, que não têm coragem de nos enfrentar diretamente, recorrem a esse tipo de covardia para tentar nos intimidar. Deixaram recados, mas isso não vai me fazer desistir do meu trabalho. Isso é atitude de gente sem futuro, de mau-caráter, que conhece a instituição e o espaço”, lamentou.

O crime foi descoberto na manhã de domingo (29), quando o vereador foi tratar os coelhos como de costume. Até o momento não há informações sobre quem matou os animais.

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“É um momento de tristeza para nossos alunos, para nós quanto a instituição. Lamentar e lamentar, que existem pessoas que não tem coração em nosso município fazendo uma maldade, uma crueldade dessa, isso nos deixa triste e cada dia mais com a pulga atrás da orelha de até que ponto deve-se trabalhar com honestidade representando mais de 35 mil habitantes”, finalizou Kommers.

A Câmara Municipal de Peixoto de Azevedo manifestou repúdio ao ataque ocorrido. Sensibilizado com a gravidade do crime, o presidente da Câmara, vereador Thawê Dorta, visitou a instituição, prestou solidariedade às famílias e cobrou investigação rápida e punição aos responsáveis.

“É inaceitável que uma instituição tão respeitada, que presta um serviço essencial às nossas crianças com deficiência, seja alvo de um ato tão bárbaro. Os animais não eram apenas mascotes, faziam parte fundamental do processo terapêutico de reabilitação física e emocional”, afirmou o presidente.

A Câmara seguirá acompanhando o caso e reforça seu apoio à entidade e às vítimas.

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Ministério Público conclui que Cão Orelha não morreu por agressões de adolescentes e pede o arquivamento

O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) anunciou, nesta terça-feira (12/5), que as evidências periciais refutam a possibilidade de que os adolescentes em investigação tenham agredido o cão comunitário Orelha, que foi encontrado ferido na Praia Brava, no norte de Florianópolis (SC).

Após revisar quase 2 mil arquivos, o MPSC concluiu que a morte do animal está relacionada a uma condição pré-existente e grave, e não a qualquer agressão por parte de humanos.

Com base nas investigações, a procuradoria solicitou na última sexta-feira (8/5) o arquivamento do caso referente à morte de Orelha.

Conforme o MP, relatórios policiais indicavam que o jovem suspeito e o animal haviam estado juntos na praia por aproximadamente 40 minutos, mas a perícia revelou um descompasso de cerca de 30 minutos entre os horários registrados pelas câmeras de um condomínio e pelo sistema de monitoramento público, conhecido como Bem-Te-Vi.

As imagens evidenciam que, enquanto o adolescente estava nas proximidades do deck da praia, Orelha se encontrava a cerca de 600 metros de distância.

“O estudo revelou que nos momentos em que o adolescente esteve na área do deck, o cão estava situado a aproximadamente 600 metros. Portanto, a suposição de que ambos compartilharam o mesmo espaço por cerca de 40 minutos não é válida”, ressaltou o MPSC.

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Adicionalmente, as análises periciais mostraram que o cão mantinha plena mobilidade e um padrão normal de locomoção quase uma hora após o momento em que se acredita que a suposta agressão teria ocorrido, o que afasta a hipótese de que ele teria retornado da praia já debilitado por agressões.

Saúde do cão Orelha

Os laudos veterinários anexados ao processo excluíram a possibilidade de traumatismo recente passível de maus-tratos. Segundo o perito que realizou a exumação, todos os ossos do animal foram analisados e não foram encontradas fraturas ou lesões relacionadas à ação humana.

Os exames revelaram sinais de osteomielite na região do maxilar esquerdo — uma infecção óssea crônica e grave, possivelmente associada a doenças periodontais avançadas.

Imagens do crânio anexadas ao processo mostram uma lesão profunda e antiga, com perda de pelos, descamação e inflamação, compatíveis com uma infecção de longo prazo. A localização da ferida, abaixo do olho esquerdo, corresponde ao edema observado pelo veterinário que atendeu o animal.

O MPSC também destacou que a fotografia obtida durante o atendimento veterinário mostrava apenas inchaço no olho esquerdo do cão, sem outros sinais evidentes de violência.

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De acordo com as Promotorias de Justiça, o conjunto de provas demonstra que Orelha faleceu devido a um quadro clínico grave que levou à eutanásia.

O órgão ainda mencionou a morte da cadela Pretinha, companheira de Orelha, ocorrida poucos dias depois, em decorrência da doença do carrapato, ressaltando a situação de vulnerabilidade sanitária dos animais.

Conclusão

Além do arquivamento do caso, o Ministério Público solicitou que cópias do processo fossem enviadas à Corregedoria da Polícia Civil de Santa Catarina para investigar possíveis irregularidades na apuração.

O órgão também pleiteou a investigação sobre eventuais vazamentos de informações sigilosas relacionadas ao adolescente investigado e anunciou a abertura de uma apuração específica sobre a possível monetização de conteúdos falsos relacionados ao caso nas redes sociais, com o suporte do CyberGAECO.

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