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Mato Grosso

Xavantes fazem reivindicação ao deputado Júlio Campos

Lideranças dos Xavante estiveram com o deputado Júlio Campos nesta quinta-feira (12) para debater melhorias para os indígenas da região do Araguaia. Os caciques das Terras Indígenas Sangradouro, Parabubure e São Marcos buscaram apoio para o transporte nas aldeias e a produção de alimentos.

“Muitos dos indígenas precisam andar quilômetros a pé para buscar tratamento de saúde, ir ao banco e comprar suprimentos. Alguns ainda tem bicicletas, porém, a maioria segue a pé por mais de 40 quilômetros até a cidade, mesmo com crianças de colo”, explica Bartolomeu Xavante.

Estiveram com o deputado Júlio Campos os caciques Pedro, Isaías e Graciliano. Uma das grandes preocupações das lideranças é a realização de um grande ritual de caça nas próximas semanas.

“Não sabemos se vamos conseguir chegar na área que restou e que ainda é boa para caça . Temos que levar os guerreiros pra lá. Esse veículo será utilizado também para atender 512 pessoas em mais de 14 aldeias. Não tem nenhuma forma de transporte quando acontece uma urgência as pessoas sofrem.”, diz o cacique Pedro.

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O deputado Júlio Campos afirmou que irá buscar recursos para ajudar a comunidade. “Os povos originários de Mato Grosso precisam ter oportunidade para trabalhar e produzir sua comida. Vamos nos esforçar para apoiar os Xavante nessa demanda da população indígena mais numerosa do estado. Eu defendo que os Xavante precisam também de um representante junto ao governo do Estado para lutarem pela preservação de seus territórios tradicionais e pela defesa de seus direitos.”, afirma Júlio Campos.

O deputado foi convidado para visitar a Al deia Nossa Senhora Guadalupe em Campinápolis, a 505 quilômetros de Cuiabá, para participar de um torneio esportivo dos indígenas no dia 22 de setembro.

O povo Xavante

Os Xavante, também conhecidos como A’uwe, vivem no estado de Mato Grosso. Eles pertencem à família linguística Jê e são conhecidos por sua organização social e cultural, que inclui os clãs Owawã e Poreza’õno. O ritual de furo na orelha é um marco importante na passagem para a vida adulta, após um período de reclusão em uma casa especial.

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Os Xavante somavam, em 2020, cerca de 22.256 pessoas abrigadas em diversas Terras Indígenas que constituem parte do seu antigo território de ocupação tradicional há pelo menos 180 anos, na região compreendida pela Serra do Roncador e pelos vales dos rios das Mortes, Kuluene, Couto de Magalhães, Batovi e Garças, no leste mato-grossense.

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Mato Grosso

Mudança no Estatuto da AMM propõe mudanças sobre calendário eleitoral e representatividade dos prefeitos

A Assembleia Geral Extraordinária convocada pelo presidente da Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), Hemerson Lourenço Máximo, o Maninho, para esta terça-feira (4), promete colocar em discussão um dos temas mais relevantes da gestão da entidade: a possível alteração do Estatuto Social, incluindo mudanças nas regras do processo eleitoral da associação.

Além de deliberar sobre o projeto de reforma da sede da AMM, os prefeitos associados analisarão propostas de alteração dos artigos 14, 15, 25 e 39 do Estatuto. Embora o edital de convocação detalhe quais dispositivos serão modificados, o conteúdo das alterações será apresentado durante a assembleia.

O principal ponto de debate é a possibilidade de antecipação das eleições da diretoria da entidade para o segundo semestre deste ano.

Os argumentos favoráveis à mudança

Defensores da alteração avaliam que o Estatuto deve ser um instrumento flexível, capaz de se adaptar às necessidades institucionais da AMM e às demandas dos municípios.

Na avaliação de apoiadores da proposta, antecipar o processo eleitoral pode trazer previsibilidade administrativa, permitindo que a futura diretoria tenha mais tempo para organizar sua equipe, elaborar o planejamento estratégico e preparar a transição antes do início do mandato.

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Outro argumento é que o próprio Estatuto prevê que suas regras possam ser alteradas pela Assembleia Geral, considerada a instância máxima de deliberação da entidade. Nesse entendimento, qualquer mudança aprovada pela maioria dos prefeitos presentes refletirá uma decisão coletiva e democrática dos associados.

Há ainda quem sustente que discutir o calendário eleitoral não significa comprometer a legitimidade da futura gestão.

Para esse grupo, o mais importante é que todas as regras sejam debatidas, aprovadas em assembleia e aplicadas de forma transparente, independentemente da data escolhida para a eleição.

Também pesa o argumento da continuidade administrativa. Segundo defensores da proposta, uma eleição realizada com antecedência pode reduzir o período de indefinição política dentro da entidade, permitindo que a nova diretoria participe da preparação das principais pautas municipalistas para o ano seguinte.

As críticas à proposta

O ex-presidente da AMM e ex-prefeito de Primavera do Leste, Leonardo Bortolin (MDB), manifestou preocupação com uma eventual alteração no calendário eleitoral.

Na avaliação de Bortolin, um eventual retorno ao modelo anterior poderia permitir que gestores em fim de mandato participassem da definição da direção da entidade para um período em que já não estarão mais à frente de seus municípios.

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Para os críticos, esse modelo reduziria a representatividade dos prefeitos que efetivamente exercerão seus mandatos durante a gestão da próxima diretoria da AMM.

Decisão caberá aos prefeitos

Independentemente das posições favoráveis ou contrárias, a decisão será tomada pelos próprios prefeitos associados durante a Assembleia Geral Extraordinária, órgão máximo de deliberação da entidade.

Caso as alterações estatutárias sejam aprovadas pelo quórum previsto no Estatuto Social, as novas regras passarão a orientar o funcionamento institucional da AMM, incluindo, eventualmente, o calendário das próximas eleições.

O debate evidencia duas visões distintas sobre a governança da associação. De um lado, há quem defenda maior flexibilidade para adequar o Estatuto às necessidades administrativas da entidade.

De outro, gestores sustentam que o modelo atual fortalece a legitimidade da representação municipalista ao assegurar que a diretoria seja escolhida pelos prefeitos que exercerão efetivamente seus mandatos.

A expectativa é que a assembleia esclareça o alcance das alterações propostas e permita que os prefeitos deliberem sobre o futuro da principal entidade representativa dos municípios de Mato Grosso.

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