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Mato Grosso

Professor doutor fala sobre alteridade em Encontro de Filosofia, Literatura e Direitos Humanos

“O pensamento e o Outro, o Outro do pensamento: a questão da alteridade em configurações contemporâneas” foi o tema da palestra de abertura do “Encontro Nacional de Filosofia, Literatura e Direitos Humanos”, que ocorre de forma 100% virtual nesta terça e quarta-feira (8 e 9 de novembro), com apoio da Escola Superior da Magistratura de Mato Grosso (Esmagis-MT).
 
O palestrante foi professor Ricardo Timm de Souza, doutor em Filosofia pela Albert-Ludwigs-Universität Freiburg (Alemanha) e titular da Escola de Humanidades da PUCRS. “A questão da alteridade se tornou quase que um lugar comum, um neologismo que surge a partir da década de 80, 90, e em várias áreas do conhecimento se tornou quase que um lugar comum, menos na filosofia. Na filosofia nós temos algumas dificuldades e eu vou propor um olhar sobre esse conceito”, explicou.
 
Segundo destacou, alteridade não é uma demarcação que ele possa fazer. “Alteridade é aquela dimensão que vai me constituir para além de mim mesmo. É uma dimensão que sai de uma invisibilidade para uma imprescindibilidade. Eu compararia à dimensão da radicalidade. E isso se mostra com exemplos metafóricos muito claros, o exemplo que eu dou é de um prédio, onde todo mundo se interessa pela parte visível, mas prédio que, com alicerces frágeis ou apodrecidos, não se sustenta em pé. Ao passo que se tiver alicerces rígidos, se pode destruir e construir, a partir desses alicerces, um novo prédio.”
 
Autor de 25 livros e cerca de 200 capítulos, artigos, traduções e obras organizadas, o palestrante atua principalmente como docente e pesquisador dos Programas de Pós-Graduação em Filosofia e Letras (Escrita Criativa) da PUCRS. Também é o atual coordenador do Escritório de Humanidades e Ética da PROPESQ/PUCRS.
 
Conforme Ricardo Souza, alteridade é aquilo que provoca a filosofia, provoca o pensamento, desde além dela mesma. “Nunca é uma questão simétrica. No caso da alteridade propriamente dita, que extrapola completamente o seu próprio conceito, há uma assimetria muito aguda, muito completa, e muito decisiva e decisória.”
 
Abertura – O encontro é uma realização do Programa de Pós-Graduação em Direito da UFMT, Terceira Margem, Faculdade de Direito da UFMT, Escola da Magistratura de Mato Grosso (Emam), Poder Judiciário de Mato Grosso e Escola Superior da Magistratura de Mato Grosso (Esmagis-MT).
 
A abertura do evento contou com a participação do diretor-geral da Esmagis-MT, desembargador Marcos Machado, que parabenizou os envolvidos pelo conteúdo e formato do encontro. “Que possamos dele tirar não só exemplos, mas referência daquilo que nós precisamos enxergar em perspectiva para o futuro. Minha expectativa é que os juízes que participaram das nossas atividades, no campo da sociologia, filosofia e política, deixem seus valores pessoais no momento de julgar.”
 
O desembargador destacou que os magistrados(as) precisam compreender a realidade da vida, o que realmente acontece dentro das casas dos jurisdicionados, e que para isso precisa compreender o que é filosofia, sociologia, política e o direito. “Óbvio que devemos respeitar a jurisprudência, mas sem abandonar o olhar para a sociedade.”
 
O Encontro é coordenado pelo juiz Antônio Veloso Peleja Júnior e pelo professor Felipe Rodolfo de Carvalho. A abertura contou com a participação do coordenador do programa de pós-graduação da faculdade de Direito da UFMT, Marcelo Theodoro.
 
Nesta terça-feira, às 18h30, será realizada a segunda palestra do encontro, com o escritor e professor universitário Paulo Scott, que abordará o tema “Literatura, Direitos Humanos e Discriminação Racial”. Amanhã, às 18h30, o professor doutor Eduardo Bittar será o palestrante do dia, e abordará o tema “Semiótica do discurso filosófico: a palavra pensada, o ato de escrita e o sentido”. Bittar é professor associado do Departamento de Filosofia e Teoria Geral do Direito da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (FD-USP).
 
Mais informações podem ser obtidas pelo e-mail [email protected] ou pelo telefone (65) 3617-3844.
 
Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual. Descrição: Captura de tela onde aparecem, dividindo a tela, os professores Ricardo Timm de Souza e Felipe Rodolfo de Carvalho. À esquerda, o palestrante Ricardo Souza, com cabelos grisalhos e óculos de grau. À direita, o professor Felipe Carvalho, um homem calvo, de barba preta e óculos de grau. Ao fundo de ambos os participantes há uma estante com livros.
 
 
Lígia Saito
Coordenadoria de Comunicação da Presidência do TJMT
 
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT

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Cidades

Mato Grosso deixa de destruir maquinários apreendidos e passa a destiná-los aos municípios

Mato Grosso deu um passo importante na política ambiental ao adotar uma nova destinação para maquinários apreendidos em fiscalizações. A partir de agora, os equipamentos não serão mais destruídos, mas repassados às prefeituras para utilização em obras e na manutenção de estradas, principalmente nas regiões que atendem a agricultura familiar.

A mudança foi formalizada por meio de um memorando de intenções firmado pela Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), em parceria com o Governo do Estado, a Secretaria de Estado de Meio Ambiente (SEMA) e o Ministério Público Estadual.

A iniciativa representa uma mudança de paradigma na gestão dos bens apreendidos, transformando equipamentos que antes eram inutilizados em ferramentas de apoio ao desenvolvimento local. Na prática, os maquinários passam a contribuir diretamente com a infraestrutura dos municípios, fortalecendo o escoamento da produção e o atendimento às comunidades rurais.

Segundo o presidente da AMM, Hemerson Máximo, conhecido como Maninho, a medida é resultado da atuação conjunta da entidade com os municípios e demonstra que é possível alinhar preservação ambiental com desenvolvimento econômico.

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“Estamos transformando o que antes era perdido em benefício direto para a população. Proteger o meio ambiente e defender Mato Grosso caminham juntos”, destacou.

Com a iniciativa, o estado busca dar mais eficiência à política ambiental, ao mesmo tempo em que reforça a estrutura dos municípios e amplia o apoio à agricultura familiar.

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