Mato Grosso
População carcerária de Mato Grosso dispara 41% em três anos e superlotação atinge 85% das cadeias

A população carcerária de Mato Grosso cresceu 41% em apenas três anos, reacendendo a crise de superlotação no sistema prisional. Atualmente, o Estado tem quase 16 mil pessoas presas para uma capacidade de 12,9 mil vagas, o que representa um excedente de cerca de 3 mil detentos. Com isso, 85% das unidades prisionais operam acima do limite.
O cenário marca uma reversão em relação a 2024, quando Mato Grosso chegou a registrar mais vagas do que presos — eram 12.856 detentos para 12.988 vagas. Desde então, o crescimento acelerado das prisões recolocou o sistema em colapso.
O avanço estadual é muito superior à média nacional. Dados da Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen) mostram que o número de presos no Brasil passou de 665.392 em 2023 para 705.872 em 2025, um aumento de 6% no período.
Prisões em alta e muitos provisórios
Entre os principais fatores apontados para o crescimento em Mato Grosso estão o alto número de presos provisórios e a intensificação das prisões. Somente em 2025, foram 8.919 mandados de prisão cumpridos, alta de 11,72% em relação a 2024 (7.983). Na comparação com 2023, quando houve 7.175 prisões, o aumento chega a 24,31%.
Atualmente, o Estado soma cerca de 15.950 presos. Em janeiro de 2025, eram 13.576, crescimento de 17,5% em apenas um ano. Em janeiro de 2023, o total era de 11.320, confirmando o salto de 41% em três anos.
Cadeias operam acima de 200% da capacidade
Segundo dados do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), das 41 unidades prisionais de Mato Grosso, apenas seis não apresentam superlotação: Araputanga, Chapada dos Guimarães, Juara, Mirassol d’Oeste, Várzea Grande e a Colônia Penal Agrícola de Palmeiras.
Em alguns casos, a situação é extrema. A Cadeia Pública de Diamantino opera com 203% acima da capacidade, abrigando 99 presos em apenas 32 vagas. Em Barra do Garças, são 293 detentos para 116 vagas (151% de superlotação). Primavera do Leste funciona com 106% acima do limite, enquanto Pontes e Lacerda registra 78,8% de excedente, entre outras unidades críticas.
“Acima do tolerável”, diz desembargador
O desembargador Orlando Perri, supervisor do Grupo de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (GMF-MT), afirma que a maioria das unidades já ultrapassou o limite aceitável.
Segundo ele, resolução do Conselho Nacional de Políticas Penitenciárias estabelece como índice tolerável de superlotação 35,5%, patamar amplamente superado no Estado. “Temos unidades com mais de 200%, um absurdo. Isso certamente vai resultar em interdições”, afirmou.
Impacto na ressocialização
O juiz Geraldo Fidelis, titular da 2ª Vara Criminal de Cuiabá e coordenador do GMF, alerta que a superlotação compromete a função principal da execução penal. “Não se trata apenas de punir, mas de reinserir o preso na sociedade. Com condições insalubres, falta de água potável e alimentação precária, isso se torna impossível”, disse, defendendo interdições e até fechamento de unidades que não cumprirem recomendações.
Governo aponta investimentos, mas reconhece gargalos
Em nota, a Secretaria de Estado de Justiça de Mato Grosso (Sejus-MT) reconheceu que a superlotação é agravada pelo percentual elevado de presos provisórios. Enquanto a média nacional gira em torno de 25%, Mato Grosso registra cerca de 50%, segundo a pasta.
A Sejus afirma que, desde 2019, o governo estadual investiu mais de R$ 460 milhões no sistema penitenciário, criando 7.570 novas vagas entre 2019 e 2026. Estão em andamento obras como a reestruturação do Centro de Ressocialização de Várzea Grande (Capão), a construção da Cadeia Pública de Barra do Garças e novas unidades femininas em Sinop e Rondonópolis, além do Complexo da Penitenciária Central do Estado (PCE). Essas ações somam 1.468 novas vagas.
Divergência sobre presos provisórios
O Tribunal de Justiça de Mato Grosso pondera que a prisão antes do trânsito em julgado é medida excepcional e afirma que, no Estado, pouco mais de 30% da população carcerária é composta por presos provisórios, número inferior ao apontado pela Sejus.
Apesar das divergências, há consenso de que a crise exige atuação integrada entre Judiciário, Executivo, Ministério Público e Defensoria Pública. Sem isso, avaliam as instituições, a tendência é de agravamento da superlotação e ampliação das interdições no sistema prisional de Mato Grosso.
Fonte A Gazeta
Mato Grosso
Energisa renova concessão de energia em Mato Grosso e prevê investimento de R$ 9,3 bilhões para os próximos 5 anos

Na sexta-feira (8/5), a Energisa Mato Grosso assinou com o Ministério de Minas e Energia o contrato que renova a concessão do serviço de distribuição de energia elétrica no estado por mais 30 anos e anunciou previsão de R$ 9,3 bilhões em investimentos para os próximos cinco anos. O valor representa um aumento de 38% na média anual de investimentos no ciclo 2026-2030 em relação ao período anterior.
“Nas diretrizes do novo contrato, o governo federal, poder concedente, por meio do Ministério de Minas e Energia, e a Aneel, órgão regulador, definiram e regulamentaram as condições essenciais para elevar o padrão de desempenho do setor, que passam a incorporar metas mais rigorosas de qualidade, maior atenção à resiliência das redes diante de eventos climáticos extremos e estímulos claros à inovação e à modernização tecnológica. Isso significa energia mais confiável, segura e compatível com as necessidades de Mato Grosso, um estado pujante e em transformação, tanto na sua economia quanto na sua sociedade”, declara Marcelo Vinhaes, diretor-presidente da Energisa Mato Grosso.
Do total de investimentos previstos, R$ 6,4 bilhões devem ser destinados à expansão das redes, viabilizando 315 mil novas ligações. Na prática, isso significa levar energia elétrica a mais residências, comércios e empreendimentos, ampliando o acesso ao serviço e criando condições para o crescimento econômico em diferentes regiões do estado. Outros R$ 2,8 bilhões serão investidos em obras de melhoria e modernização das redes, propiciando maior qualidade, eficiência e segurança para todos os clientes.
A aposentada Ilza Leonardi, uma das fundadoras de Nova Maringá, no médio-norte de Mato Grosso, acompanhou de perto essa transformação ao longo das últimas décadas. Ela lembra que, há cerca de 30 anos, o acesso à energia elétrica ainda era limitado e dependia de soluções precárias. Segundo Ilza, a evolução do serviço teve impacto direto no cotidiano das pessoas. “Eu vivi a dificuldade de ter energia com motor a diesel. De uns anos pra cá, a qualidade vem melhorando e, com isso, a minha qualidade de vida também. A esperança é ver a cidade crescendo com essas ampliações que estão sendo feitas na rede de energia da região”, relata.
O diretor-presidente Marcelo Vinhaes reforça a importância dos investimentos como suporte para o desenvolvimento regional. “O aumento no valor investido em Mato Grosso representa a renovação do nosso compromisso com cada cliente, com a qualidade do fornecimento de energia segura e a tarifa justa, e a certeza de que a Energisa é a parceira ideal para viabilizar o desenvolvimento do estado”, destaca.
Em áreas mais remotas, como o Território Indígena do Xingu, os efeitos da chegada da energia elétrica vão além da infraestrutura e alcançam dimensões sociais importantes. O professor Kaomi Kaiabi, da aldeia Wawi, é testemunha dessa transformação social na vida das pessoas. Ele comemora que na aldeia o acesso à energia tem contribuído para melhorar as condições de ensino e a rotina das famílias. “A energia elétrica desperta mais vontade de aprender, porque permite imprimir atividades para os alunos, usar novos materiais pedagógicos e tornar as aulas mais interativas. A energia também fez diferença no dia a dia das famílias, com o uso de freezers e geladeiras para conservar melhor os alimentos”, explica.
Energisa faz investimento recorde em Mato Grosso pelo segundo ano consecutivo
Para 2026, a Companhia projeta um investimento recorde de R$ 2,1 bilhões, reforçando o compromisso de acompanhar a expansão econômica, populacional e produtiva do estado.
No novo ciclo de investimentos, de 2026 a 2030, a Energisa Mato Grosso planeja ampliar a capacidade do sistema elétrico em áreas estratégicas de expansão do agronegócio, acompanhando o avanço da produção agrícola e o desenvolvimento econômico regional. Isso significa que a energia elétrica chegará pela primeira vez a mais de 315 mil famílias, negócios e propriedades rurais, cortando cidades, distritos e comunidades rurais em regiões como Pantanal, Xingu, Araguaia e a Amazônia Legal Mato-Grossense.
Na região de Rondonópolis, está prevista a construção de duas novas subestações de distribuição, com acréscimo total de 60 MVA de potência instalada, além da implantação de uma linha de distribuição em alta tensão (138 kV) com extensão de 52 km. O investimento é essencial para sustentar o crescimento do agronegócio, especialmente nas cadeias de produção e processamento de soja, algodão e outras culturas relevantes. A iniciativa também deve impulsionar a atração de novos empreendimentos industriais e logísticos, com destaque para o setor ferroviário, além de estimular o desenvolvimento imobiliário na região.
Já na região de Sinop e Sorriso, o plano contempla a construção de três novas linhas de distribuição em alta tensão, totalizando 113 km de extensão, além da implantação de duas novas subestações, com capacidade inicial de transformação de 45 MVA. Os investimentos acompanham a forte expansão do cultivo de soja e milho, contribuindo para o fortalecimento da cadeia do agronegócio e para a sustentabilidade do crescimento econômico regional.
“Ao projetar os próximos anos, buscamos crescer em sintonia com o dinamismo de Mato Grosso, com os investimentos de 2026 e do novo ciclo desenhados para acompanhar a expansão econômica e populacional, assegurando que a infraestrutura esteja no lugar certo, no tempo certo e com a capacidade necessária”, reforça o diretor-presidente da Energisa Mato Grosso.
Energisa em Mato Grosso
A Energisa está presente em Mato Grosso desde 2014, atendendo 1,7 milhão de clientes e, ao longo desse período, consolidou um ciclo contínuo de expansão, modernização da rede e avanços operacionais. Desde então, foram investidos mais de R$ 9 bilhões no estado, resultando em 1.500 km de linhas de alta tensão, 88 mil km de redes de média tensão – o equivalente a duas voltas ao mundo – e 42 novas subestações, ampliando em 27% a capacidade de atendimento da distribuição.
Os avanços dos últimos dez anos incluem a conclusão do processo de universalização do estado, em 2021, a interligação da última região de Mato Grosso ao Sistema Interligado Nacional, em 2022, a inauguração da primeira subestação 138 kV totalmente digital do Brasil, em 2024, e a marca de 1,5 milhão de clientes atendidos a partir de 2020. No mesmo período, ganharam destaque iniciativas estruturantes como o novo Centro de Operações Integrado – o maior do Grupo Energisa – e a duplicação de mais de 500 km de linhas no sistema Araguaia.
Sobre a Energisa
O Grupo Energisa é uma empresa que pensa no futuro desde 1905, pois inovação e empreendedorismo sempre estiveram em seu DNA. São 121 anos de histórias e de evolução de relações. Fundada na Zona da Mata mineira, a Energisa é hoje um dos maiores grupos privados do setor elétrico brasileiro. Somos um ecossistema de produtos e serviços que conecta pessoas e empresas às melhores soluções de energia e potencializa o futuro do país.
Nosso portfólio inclui 9 distribuidoras de energia elétrica, 13 concessões de transmissão, uma usina de geração fotovoltaica centralizada, uma marca inovadora de soluções energéticas – a (re)energisa – que possui um dos maiores parques de geração distribuída fotovoltaica do país, além de comercialização de energia no mercado livre e serviços de valor agregado.
Em julho de 2023, passamos a atuar no segmento de distribuição e comercialização de gás natural, por meio da aquisição da ES Gás e, desde novembro de 2024, adquirimos participação nos ativos da Cegás, Copergás, Algás e Potigás. O Grupo atua na produção e comercialização de biossoluções (tratamento de resíduos do setor agroindustrial, biometano, biofertilizantes) por meio das usinas da Agric, em Santa Catarina, e da Lurean, no Paraná.
Transformamos energia em conforto, desenvolvimento e sustentabilidade para mais de 20 milhões de pessoas em 939 municípios de todas as regiões do país, e geramos mais de 20 mil empregos diretos e indiretos.
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