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Mato Grosso

Magistradas celebram o feminino em círculo de paz promovido pela Escola Superior da Magistratura

Nessa quarta-feira (10 de maio), a Escola Superior da Magistratura de Mato Grosso (Esmagis-MT) foi palco para a realização de um acolhedor Círculo de Celebração do Feminino, em homenagem ao Dia das Mães, que ocorre no próximo domingo (14 de maio). A ação foi conduzida pela psicóloga Roseli Coelho Barreto e contou com a participação de desembargadoras e juízas do Judiciário mato-grossense.
 
Segundo a diretora-geral da Esmagis-MT, desembargadora Helena Maria Bezerra Ramos, esse foi um presente da Escola da Magistratura às magistradas. “Nós mulheres trazemos muitas vidas nesse mundo, viemos mulher, então, temos que celebrar isso! Agradecer a Deus todos os dias, pelas nossas vidas, pelos nossos filhos, pelas nossas mães. O pai também é importante, mas a mãe costuma ser mais presente na vida cotidiana dos seus filhos. As magistradas também vivem isso, então, por que não celebrarmos todas juntas? Precisamos da cultura, do estudo e também desses momentos de integração”, destacou.
 
Ela enfatizou a importância da aplicação do círculo de paz, uma nova ferramenta que traz resultados positivos não apenas no ambiente de trabalho, mas também “no nosso dia a dia, na nossa vida, na nossa relação com nossos filhos”, acrescentou.
 
A fala da magistrada foi endossada pela organizadora do evento, juíza Jaqueline Cherulli. “Esse evento celebra o feminino, é o círculo de celebração do feminino que fecunda, que é fértil, que dá frutos. As magistradas, sem exceção, trazem um poder criativo, estão sempre envolvidas em ações sociais, em projetos em suas comarcas. E isso é fruto, isso é gerar, isso é dar vida. Por isso a gente não restringiu a magistradas que têm filho, que exercem a maternidade direta”, observou.
 
A psicóloga Roseli Barreto explicou que a iniciativa se trata de um momento de honra, cuidado e carinho. “Temos um momento muito harmonioso, de falarmos de cuidado, sororidade, valores, mães reais e não perfeitas, do feminino, do que é ser mãe”, asseverou. Segundo ela, cada círculo é único e essa vivência provoca bastante emoção, pois trabalha os sentimentos, como amor, desconforto e grandes valias. “Elas saem emocionadas, agradecidas, nutridas, porque fizeram uma pausa e essa pausa a gente precisa fazer frequentemente.”
 
Para a vice-presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, desembargadora Maria Erotides Kneip, foi um momento de extrema alegria sentar-se com as colegas magistradas para discutir, falar de si e ouvi-las. “Foi uma reunião muito gostosa, um encontro maravilhoso e eu sugiro para aqueles que nunca fizeram que façam um círculo de paz. Esse especial do Dia das Mães, onde a temática foi exatamente o feminino, foi lindo. Estamos saindo muito renovadas e imensamente agradecidas à Esmagis por esse momento.”
 
Também presente à ação, a presidente da Associação Mato-grossense de Magistrados (Amam), Maria Rosi de Meira Borba, disse que estava curiosa para conhecer como seria o círculo, e que a experiência foi superior a qualquer expectativa. “Foi uma entrega, o conhecimento de uma com as outras, um momento de sororidade, de emoção, todas nós nos emocionamos muito. Realmente a Esmagis está de parabéns, por proporcionar a nós magistradas, que somos tão exigidas todos os dias, um momento desse, de compartilhamento, dos sentimentos mais lindos possíveis. Minha gratidão a todos que organizaram um momento tão especial nas nossas vidas”, elogiou.
 
Já a juíza Gabriela Carina Knaul de Albuquerque e Silva salientou que esse foi um momento que as magistradas tiveram para olhar para dentro de si, para o feminino que há dentro de cada mulher, e refletir. “Foi um momento de sororidade, de estar ombro a ombro com as colegas, de conhecer um pouco mais a vida de cada uma, de se identificar, de refletir sobre si. Foi um momento para nós, como mulher e como magistrada, extremamente válido. Saio daqui com as energias renovadas”, afirmou.
 
Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual. Descrição das imagens – Imagem 1: Fotografia colorida onde diversas mulheres aparecem sentadas em cadeiras formando um círculo. Ao centro, um tapete colorido com diversos objetos coloridos, como vasos de flores, livros, papeis e canetas, um coração vermelho. Imagem 2: Fotografia colorida com diversas magistradas sorrindo, posicionadas em frente a uma escada, em um ambiente externo da Esmagis.
 
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Lígia Saito
Assessoria de Comunicação
Escola Superior da Magistratura de Mato Grosso (Esmagis-MT)

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Mato Grosso

Mudança no Estatuto da AMM propõe mudanças sobre calendário eleitoral e representatividade dos prefeitos

A Assembleia Geral Extraordinária convocada pelo presidente da Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), Hemerson Lourenço Máximo, o Maninho, para esta terça-feira (4), promete colocar em discussão um dos temas mais relevantes da gestão da entidade: a possível alteração do Estatuto Social, incluindo mudanças nas regras do processo eleitoral da associação.

Além de deliberar sobre o projeto de reforma da sede da AMM, os prefeitos associados analisarão propostas de alteração dos artigos 14, 15, 25 e 39 do Estatuto. Embora o edital de convocação detalhe quais dispositivos serão modificados, o conteúdo das alterações será apresentado durante a assembleia.

O principal ponto de debate é a possibilidade de antecipação das eleições da diretoria da entidade para o segundo semestre deste ano.

Os argumentos favoráveis à mudança

Defensores da alteração avaliam que o Estatuto deve ser um instrumento flexível, capaz de se adaptar às necessidades institucionais da AMM e às demandas dos municípios.

Na avaliação de apoiadores da proposta, antecipar o processo eleitoral pode trazer previsibilidade administrativa, permitindo que a futura diretoria tenha mais tempo para organizar sua equipe, elaborar o planejamento estratégico e preparar a transição antes do início do mandato.

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Outro argumento é que o próprio Estatuto prevê que suas regras possam ser alteradas pela Assembleia Geral, considerada a instância máxima de deliberação da entidade. Nesse entendimento, qualquer mudança aprovada pela maioria dos prefeitos presentes refletirá uma decisão coletiva e democrática dos associados.

Há ainda quem sustente que discutir o calendário eleitoral não significa comprometer a legitimidade da futura gestão.

Para esse grupo, o mais importante é que todas as regras sejam debatidas, aprovadas em assembleia e aplicadas de forma transparente, independentemente da data escolhida para a eleição.

Também pesa o argumento da continuidade administrativa. Segundo defensores da proposta, uma eleição realizada com antecedência pode reduzir o período de indefinição política dentro da entidade, permitindo que a nova diretoria participe da preparação das principais pautas municipalistas para o ano seguinte.

As críticas à proposta

O ex-presidente da AMM e ex-prefeito de Primavera do Leste, Leonardo Bortolin (MDB), manifestou preocupação com uma eventual alteração no calendário eleitoral.

Na avaliação de Bortolin, um eventual retorno ao modelo anterior poderia permitir que gestores em fim de mandato participassem da definição da direção da entidade para um período em que já não estarão mais à frente de seus municípios.

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Para os críticos, esse modelo reduziria a representatividade dos prefeitos que efetivamente exercerão seus mandatos durante a gestão da próxima diretoria da AMM.

Decisão caberá aos prefeitos

Independentemente das posições favoráveis ou contrárias, a decisão será tomada pelos próprios prefeitos associados durante a Assembleia Geral Extraordinária, órgão máximo de deliberação da entidade.

Caso as alterações estatutárias sejam aprovadas pelo quórum previsto no Estatuto Social, as novas regras passarão a orientar o funcionamento institucional da AMM, incluindo, eventualmente, o calendário das próximas eleições.

O debate evidencia duas visões distintas sobre a governança da associação. De um lado, há quem defenda maior flexibilidade para adequar o Estatuto às necessidades administrativas da entidade.

De outro, gestores sustentam que o modelo atual fortalece a legitimidade da representação municipalista ao assegurar que a diretoria seja escolhida pelos prefeitos que exercerão efetivamente seus mandatos.

A expectativa é que a assembleia esclareça o alcance das alterações propostas e permita que os prefeitos deliberem sobre o futuro da principal entidade representativa dos municípios de Mato Grosso.

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