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Mato Grosso

Jornalista Ed Motta elogia Juarez e fala da importância de um representante da região na Câmara Federal

A representatividade política é uma das ferramentas mais poderosas para garantir que as necessidades reais de uma população sejam ouvidas e atendidas. Em entrevista recente ao podcast Dentro da Conversa, realizado em Diamantino-MT, o jornalista Ed Motta que realiza discussões sobre sua pré-candidatura a Deputado Federal, levantou um ponto crucial: a necessidade urgente de se eleger e apoiar representantes comprometidos com resultados concretos, especialmente na região Médio Norte do estado de Mato Grosso.

Essa região, que se destaca como uma das que mais crescem em desenvolvimento industrial de alimentos no Brasil, precisa de voz ativa em Brasília. Não se trata apenas de ideologia ou da velha discussão polarizada entre partidos — como destacou Ed Motta, debates vazios sobre quem “roubou mais” ou “quem veste azul ou verde” não constroem escolas, não pavimentam estradas e, principalmente, não entregam moradias dignas para a população trabalhadora.

Hoje, um dos maiores desafios enfrentados pela região é o déficit habitacional. Muitas famílias vivem de aluguel, enfrentando altos custos que comprometem o orçamento familiar e dificultam o acesso a outros direitos básicos como saúde, alimentação e educação. A falta de moradia adequada é um problema que precisa estar no topo da pauta federal, e para isso, é essencial termos deputados federais que conheçam de perto essa realidade e lutem por ela.

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Ed Motta foi enfático ao elogiar o trabalho do Deputado Federal Juarez Costa (MDB), que, segundo ele, é o parlamentar que mais tem trazido emendas e investimentos para o estado de Mato Grosso. Em meio a oito representantes, Juarez se destaca por sua atuação prática e comprometida com o desenvolvimento real do estado — e serve como exemplo de como um deputado federal pode, de fato, fazer a diferença.

“É isso que a região Médio Norte merece: representantes que construam pontes — não muros — entre Brasília e as reais necessidades do nosso povo”, disse em entrevista o jornalista.

Para o empresário e presidente do MDB de Colíder-MT, a presença de um representante da região na Câmara Federal é vital. Não apenas para garantir investimentos em moradia, mas para canalizar recursos que acompanhem o ritmo acelerado de crescimento da região. Com o aumento da geração de empregos previsto para os próximos anos, cresce também a necessidade de infraestrutura, serviços públicos e políticas sociais eficazes.

A política precisa voltar a ser um instrumento de transformação e não de divisão. Representantes regionais comprometidos mostram que é possível ir além do discurso e entregar resultados.

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Mato Grosso

Mudança no Estatuto da AMM propõe mudanças sobre calendário eleitoral e representatividade dos prefeitos

A Assembleia Geral Extraordinária convocada pelo presidente da Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), Hemerson Lourenço Máximo, o Maninho, para esta terça-feira (4), promete colocar em discussão um dos temas mais relevantes da gestão da entidade: a possível alteração do Estatuto Social, incluindo mudanças nas regras do processo eleitoral da associação.

Além de deliberar sobre o projeto de reforma da sede da AMM, os prefeitos associados analisarão propostas de alteração dos artigos 14, 15, 25 e 39 do Estatuto. Embora o edital de convocação detalhe quais dispositivos serão modificados, o conteúdo das alterações será apresentado durante a assembleia.

O principal ponto de debate é a possibilidade de antecipação das eleições da diretoria da entidade para o segundo semestre deste ano.

Os argumentos favoráveis à mudança

Defensores da alteração avaliam que o Estatuto deve ser um instrumento flexível, capaz de se adaptar às necessidades institucionais da AMM e às demandas dos municípios.

Na avaliação de apoiadores da proposta, antecipar o processo eleitoral pode trazer previsibilidade administrativa, permitindo que a futura diretoria tenha mais tempo para organizar sua equipe, elaborar o planejamento estratégico e preparar a transição antes do início do mandato.

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Outro argumento é que o próprio Estatuto prevê que suas regras possam ser alteradas pela Assembleia Geral, considerada a instância máxima de deliberação da entidade. Nesse entendimento, qualquer mudança aprovada pela maioria dos prefeitos presentes refletirá uma decisão coletiva e democrática dos associados.

Há ainda quem sustente que discutir o calendário eleitoral não significa comprometer a legitimidade da futura gestão.

Para esse grupo, o mais importante é que todas as regras sejam debatidas, aprovadas em assembleia e aplicadas de forma transparente, independentemente da data escolhida para a eleição.

Também pesa o argumento da continuidade administrativa. Segundo defensores da proposta, uma eleição realizada com antecedência pode reduzir o período de indefinição política dentro da entidade, permitindo que a nova diretoria participe da preparação das principais pautas municipalistas para o ano seguinte.

As críticas à proposta

O ex-presidente da AMM e ex-prefeito de Primavera do Leste, Leonardo Bortolin (MDB), manifestou preocupação com uma eventual alteração no calendário eleitoral.

Na avaliação de Bortolin, um eventual retorno ao modelo anterior poderia permitir que gestores em fim de mandato participassem da definição da direção da entidade para um período em que já não estarão mais à frente de seus municípios.

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Para os críticos, esse modelo reduziria a representatividade dos prefeitos que efetivamente exercerão seus mandatos durante a gestão da próxima diretoria da AMM.

Decisão caberá aos prefeitos

Independentemente das posições favoráveis ou contrárias, a decisão será tomada pelos próprios prefeitos associados durante a Assembleia Geral Extraordinária, órgão máximo de deliberação da entidade.

Caso as alterações estatutárias sejam aprovadas pelo quórum previsto no Estatuto Social, as novas regras passarão a orientar o funcionamento institucional da AMM, incluindo, eventualmente, o calendário das próximas eleições.

O debate evidencia duas visões distintas sobre a governança da associação. De um lado, há quem defenda maior flexibilidade para adequar o Estatuto às necessidades administrativas da entidade.

De outro, gestores sustentam que o modelo atual fortalece a legitimidade da representação municipalista ao assegurar que a diretoria seja escolhida pelos prefeitos que exercerão efetivamente seus mandatos.

A expectativa é que a assembleia esclareça o alcance das alterações propostas e permita que os prefeitos deliberem sobre o futuro da principal entidade representativa dos municípios de Mato Grosso.

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