Economia
Etanol vale mais a pena que gasolina em em Mato Grosso e mais quatro estados, dizem dados da ANP

Vale mais a pena abastecer com etanol do que com gasolina comum em São Paulo, Paraná, Mato Grosso, Mato grosso do Sul e Pernambuco.
O levantamento é da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis) e reúne médias de preços de combustíveis entre 23 e 29 de novembro. Nos demais estados do país, a gasolina comum é economicamente mais vantajosa.
O que aconteceu
Etanol tem paridade inferior a 70% com a gasolina nos estados, ou seja, é economicamente mais vantajoso ao cliente. A paridade registrada foi de 66,8% no Mato Grosso do Sul, 68,6% em São Paulo, 68,7% no Paraná, 69,4% em Pernambuco e 69,9% no Mato Grosso.
Para saber qual vale mais a pena, basta dividir o preço do litro do álcool pelo preço do litro da gasolina. Se o resultado for igual ou inferior a 0,7 (70%), o etanol vale mais a pena. Caso contrário, a gasolina é mais vantajosa.
Etanol barateou em 11 estados; gasolina comum caiu em 16. As cinco maiores quedas de etanol foram no Rio Grande do Norte (R$ 0,19), Pernambuco (R$ 0,07), Bahia, Santa Catarina (R$ 0,03), Rio Grande do Sul (R$ 0,02). Para gasolina comum, foram em Pernambuco (R$ 0,17), Rio Grande do Norte (R$ 0,11), Maranhão (R$ 0,04), Ceará e Distrito Federal (R$ 0,03).
Álcool aumentou em nove unidades federativas; gasolina comum subiu em seis. Os cinco maiores aumentos do etanol foram em Minas Gerais (R$ 0,10), São Paulo (R$ 0,04), Espírito Santo (R$ 0,03), Rio de Janeiro e Piauí (R$ 0,02). Para gasolina, foram no Acre (R$ 0,07), Rio Grande do Sul, Tocantins, São Paulo (R$ 0,02) e Piauí (R$ 0,01).
Preços do etanol ficaram estáveis em seis estados e em cinco para gasolina. Preço do etanol não mudou no Amapá, Amazonas, Maranhão, Paraíba, Paraná e Roraima. Para gasolina comum: Amapá, Amazonas, Bahia, Roraima e Sergipe.
Gás de cozinha encareceu em sete estados, caiu em 19 e manteve preços só no Acre.
Teve queda em Alagoas, Bahia, Ceará, Distrito Federal, Espírito Santo, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Rondônia, Roraima, Santa Catarina, Sergipe e Tocantins.
Aumentou no Amapá, Amazonas, Goiás, Maranhão, Pará, Rio Grande do Norte e São Paulo.
Cidades
Santa Rita do Trivelato recebe empresa interessada em estudos sobre potencial de petróleo e gás natural

Santa Rita do Trivelato poderá integrar futuras pesquisas voltadas à exploração de petróleo e gás natural. Na última sexta-feira (12), representantes da empresa Dillianz Petróleo e Gás Natural estiveram no município para apresentar informações sobre estudos preliminares e discutir a possibilidade de novas avaliações técnicas na região.
A reunião contou com a participação do prefeito Volmir Bassani, do vice-prefeito Renato Rodrigues e de integrantes da empresa, entre eles o diretor-presidente Ivandro Dias, o diretor comercial Everton e o sócio Sílvio Borges.
De acordo com a empresa, levantamentos realizados por órgãos federais indicam a existência de uma área com potencial geológico que merece análises mais aprofundadas. A próxima etapa prevê a realização de estudos técnicos especializados para verificar a viabilidade de uma eventual exploração de petróleo e gás natural no município.
Apesar da expectativa gerada pela possibilidade, ainda não há confirmação de que a atividade será implantada em Santa Rita do Trivelato. O projeto encontra-se em fase inicial e depende da conclusão de pesquisas, avaliações técnicas, licenciamentos ambientais e do cumprimento de todas as exigências legais previstas para o setor.
Segundo a administração municipal, também deverá ser realizada uma reunião com proprietários rurais das áreas que poderão ser incluídas nos estudos. O objetivo é apresentar informações sobre o processo, esclarecer dúvidas e garantir transparência durante as etapas de análise. A prefeitura informou ainda que disponibilizará apoio técnico por meio da área de gestão ambiental do município.
Caso os estudos apontem viabilidade e o projeto avance para fases futuras, especialistas avaliam que empreendimentos desse porte podem contribuir para a atração de investimentos, geração de empregos, aumento da arrecadação e diversificação da economia local. Por outro lado, qualquer iniciativa dependerá do cumprimento rigoroso das normas ambientais, técnicas e jurídicas vigentes.
A visita da empresa marca, neste momento, apenas o início de uma fase de prospecção e análise. A efetiva exploração dos recursos naturais dependerá dos resultados das pesquisas e das autorizações dos órgãos competentes.
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