Mato Grosso
Equipe do Água para o Futuro conclui quinto ciclo de capacitação
A equipe técnica do projeto Água para o Futuro – Interiorização concluiu nesta quinta-feira (26), em Araputanga (distante 338 km de Cuiabá), o quinto ciclo de capacitação profissional para atuar na confirmação e caracterização de nascentes no município. Na terça (24) a mesma capacitação foi finalizada em São José dos Quatro Marcos, cidade vizinha em 25 km de Araputanga. Segundo o coordenador técnico-científico do projeto, Abílio José Ferraz de Moraes, essa qualificação de mão de obra tem o propósito de permitir que as equipes treinadas tenham condições de realizar o trabalho visando a proteção, preservação e recuperação de nascentes nos respectivos municípios com base na metodologia aplicada.
A qualificação foi feita em dois dias em cada município, sendo um dia voltado para a parte teórica e outro para a parte prática, com visita em nascentes localizadas na área urbana. Em Araputanga, o projeto capacitou cinco técnicos da Prefeitura Municipal, da Secretaria Municipal de Educação e da Promotoria de Justiça local com a participação do promotor de justiça Emanuel Filartiga Escalante Rieiro. Agora o grupo capacitado terá a missão de dar continuidade aos trabalhos de confirmação e caracterização de nascentes.
Naquele município, eles visitaram três nascentes, cuja vazão (volume de água) impressionou aos técnicos do projeto. “Cada uma das três nascentes possui uma capacidade extraordinária: de 300 mil litros de água por dia”, informou o coordenador técnico-científico Abílio José Ferraz de Moraes. Pelo mapeamento remoto, o projeto identificou mais de 2,2 mil nascentes em todo o município. Outra tarefa da equipe agora treinada é confirmar essa projeção quantitativa das nascentes e preparar a cidade no enfrentamento de uma eventual crise hídrica, como as que têm afetado cidades de pequeno, médio e grande portes no país.
Em São José dos Quatro Marcos foram capacitados 15 profissionais entre servidores da Prefeitura Municipal e da Promotoria de Justiça, assim como funcionários do Complexo Nascentes do Pantanal, consórcio intermunicipal que envolve 14 municípios e responsável por obras de infraestrutura. O treinamento contou com a participação da promotora de Justiça Natália Guimarães Ferreira.
Dados preliminares indicam que boa parte das nascentes localizadas no município está degradada por supressão da vegetação, processos erosivos e pisoteio de gado, contribuindo negativamente para a disponibilidade hídrica local. O mapeamento preliminar do projeto Água para o Futuro – Interiorização revelou mais de 200 nascentes, um número considerado alto e importante por contribuir com o pantanal mato-grossense.
“O município tem histórico de desabastecimento, em virtude de uma crise hídrica recente, tendo sido necessário buscar água em manancial distante da área urbana. Existe uma preocupação iminente relacionada à falta de água para abastecimento do município.”, completou Abílio.
Até o momento, o projeto Água para o Futuro está presente em Cuiabá, Várzea Grande, Chapada dos Guimarães, Jaciara, Lucas do Rio Verde, Sapezal, Rondonópolis, Alto Araguaia, Alto Taquari, além de Araputanga e São José dos Quatro Marcos.
Cidades
Mato Grosso deixa de destruir maquinários apreendidos e passa a destiná-los aos municípios

Mato Grosso deu um passo importante na política ambiental ao adotar uma nova destinação para maquinários apreendidos em fiscalizações. A partir de agora, os equipamentos não serão mais destruídos, mas repassados às prefeituras para utilização em obras e na manutenção de estradas, principalmente nas regiões que atendem a agricultura familiar.
A mudança foi formalizada por meio de um memorando de intenções firmado pela Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), em parceria com o Governo do Estado, a Secretaria de Estado de Meio Ambiente (SEMA) e o Ministério Público Estadual.
A iniciativa representa uma mudança de paradigma na gestão dos bens apreendidos, transformando equipamentos que antes eram inutilizados em ferramentas de apoio ao desenvolvimento local. Na prática, os maquinários passam a contribuir diretamente com a infraestrutura dos municípios, fortalecendo o escoamento da produção e o atendimento às comunidades rurais.
Segundo o presidente da AMM, Hemerson Máximo, conhecido como Maninho, a medida é resultado da atuação conjunta da entidade com os municípios e demonstra que é possível alinhar preservação ambiental com desenvolvimento econômico.
“Estamos transformando o que antes era perdido em benefício direto para a população. Proteger o meio ambiente e defender Mato Grosso caminham juntos”, destacou.
Com a iniciativa, o estado busca dar mais eficiência à política ambiental, ao mesmo tempo em que reforça a estrutura dos municípios e amplia o apoio à agricultura familiar.
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