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Mato Grosso

Casamento comunitário realiza sonho de 42 casais e familiares em celebração em Barra do Garças

 O sonho de 42 casais de formalizar a união e celebrar esse momento virou realidade em Barra do Garças onde foi realizado um casamento comunitário que reuniu cerca de 400 pessoas. A cerimônia foi idealizada pela Justiça Comunitária local em parceria com o 2º Ofício de Barra do Garças, do Cartório de Pontal, das Prefeituras de Barra do Garças e Pontal do Araguaia, Viação Xavante, Supermercado Catarinense, servidores do Judiciário e agentes comunitários.
 
De acordo com a juíza responsável pela Justiça Comunitária, Augusta Prutchansky Martins Gomes Negrão Nogueira o evento foi uma união de esforços pensando na realização de sonhos.
 
“Quisemos fazer o casamento comunitário porque percebemos que muitas pessoas queriam realizar o sonho e não tinha condições de fazer em razão do valor das custas. Assim, em parceria com o 2º Ofício realizamos o casamento comunitário. Não queríamos algo somente para formalizar no papel e buscamos fazer uma celebração bonita para os casais”, afirmou.
 
O evento ocorreu no dia 22 de outubro e, de acordo com Rainner Jerônimo Roweder, tabelião de Barra do Garças, Justiça Comunitária selecionou os casais, apresentou a lista de documentos solicitada pelo Segundo Ofício de Barra do Garças aos noivos que entregaram a documentação diretamente no cartório.
 
A habilitação prévia foi realizada pelo cartório e a celebração coletiva foi feita no dia do evento, em que todos assinaram os termos de casamento e levaram para casa as respectivas certidões de casamento.
 
“A celebração estreita os laços dos serviços notariais e registrais com a comunidade e representa efetiva realização dos direitos sociais da comunidade, especialmente daqueles que mais precisam”, declarou o tabelião.
 
#Paratodosverem Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual. Descrição de imagem: Foto 1 – Foto colorida onde aparecem as noivas com vestidos brancos. Algumas seguram buquês de flores e uma delas está acompanhada de uma menina que também veste branco e segura um buquê.Foto 2 – Foto colorida onde aparecem os noivos. Alguns deles aparecem ao lado da noiva. Os casais estão em fila para entrar no local da cerimônia. Foto 3 Foto colorida onde aparece o local da cerimônia. Tem um corredor com tapete vermelho e cadeiras à direita e à esquerda. O corredor ainda é formado por arranjos de flores brancas e vermelhas.
 
 
 
Andhressa Barboza
Coordenadoria de Comunicação da Presidência do TJMT
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT

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Mato Grosso

Mudança no Estatuto da AMM propõe mudanças sobre calendário eleitoral e representatividade dos prefeitos

A Assembleia Geral Extraordinária convocada pelo presidente da Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), Hemerson Lourenço Máximo, o Maninho, para esta terça-feira (4), promete colocar em discussão um dos temas mais relevantes da gestão da entidade: a possível alteração do Estatuto Social, incluindo mudanças nas regras do processo eleitoral da associação.

Além de deliberar sobre o projeto de reforma da sede da AMM, os prefeitos associados analisarão propostas de alteração dos artigos 14, 15, 25 e 39 do Estatuto. Embora o edital de convocação detalhe quais dispositivos serão modificados, o conteúdo das alterações será apresentado durante a assembleia.

O principal ponto de debate é a possibilidade de antecipação das eleições da diretoria da entidade para o segundo semestre deste ano.

Os argumentos favoráveis à mudança

Defensores da alteração avaliam que o Estatuto deve ser um instrumento flexível, capaz de se adaptar às necessidades institucionais da AMM e às demandas dos municípios.

Na avaliação de apoiadores da proposta, antecipar o processo eleitoral pode trazer previsibilidade administrativa, permitindo que a futura diretoria tenha mais tempo para organizar sua equipe, elaborar o planejamento estratégico e preparar a transição antes do início do mandato.

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Outro argumento é que o próprio Estatuto prevê que suas regras possam ser alteradas pela Assembleia Geral, considerada a instância máxima de deliberação da entidade. Nesse entendimento, qualquer mudança aprovada pela maioria dos prefeitos presentes refletirá uma decisão coletiva e democrática dos associados.

Há ainda quem sustente que discutir o calendário eleitoral não significa comprometer a legitimidade da futura gestão.

Para esse grupo, o mais importante é que todas as regras sejam debatidas, aprovadas em assembleia e aplicadas de forma transparente, independentemente da data escolhida para a eleição.

Também pesa o argumento da continuidade administrativa. Segundo defensores da proposta, uma eleição realizada com antecedência pode reduzir o período de indefinição política dentro da entidade, permitindo que a nova diretoria participe da preparação das principais pautas municipalistas para o ano seguinte.

As críticas à proposta

O ex-presidente da AMM e ex-prefeito de Primavera do Leste, Leonardo Bortolin (MDB), manifestou preocupação com uma eventual alteração no calendário eleitoral.

Na avaliação de Bortolin, um eventual retorno ao modelo anterior poderia permitir que gestores em fim de mandato participassem da definição da direção da entidade para um período em que já não estarão mais à frente de seus municípios.

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Para os críticos, esse modelo reduziria a representatividade dos prefeitos que efetivamente exercerão seus mandatos durante a gestão da próxima diretoria da AMM.

Decisão caberá aos prefeitos

Independentemente das posições favoráveis ou contrárias, a decisão será tomada pelos próprios prefeitos associados durante a Assembleia Geral Extraordinária, órgão máximo de deliberação da entidade.

Caso as alterações estatutárias sejam aprovadas pelo quórum previsto no Estatuto Social, as novas regras passarão a orientar o funcionamento institucional da AMM, incluindo, eventualmente, o calendário das próximas eleições.

O debate evidencia duas visões distintas sobre a governança da associação. De um lado, há quem defenda maior flexibilidade para adequar o Estatuto às necessidades administrativas da entidade.

De outro, gestores sustentam que o modelo atual fortalece a legitimidade da representação municipalista ao assegurar que a diretoria seja escolhida pelos prefeitos que exercerão efetivamente seus mandatos.

A expectativa é que a assembleia esclareça o alcance das alterações propostas e permita que os prefeitos deliberem sobre o futuro da principal entidade representativa dos municípios de Mato Grosso.

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