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Luto

Em vídeo; viúvo de deputada faz despedida emocionante; assista

O pecuarista Thiago Boava, marido da deputada Amália Barros, que morreu ao 39 anos, na madrugada deste domingo (12), após sofrer uma parada cardiorrespiratória decorrente de uma cirurgia no fígado, homenageou a esposa com um vídeo emocionado, publicado nas redes sociais, nesta tarde. A parlamentar estava internada internada no Hospital Vila Star, da Rede D’Or, em São Paulo, há 11 dias e já tinha passado por uma série de cirurgias após ter retirado um nódulo do pâncreas.

“Amália, eu sei que você não pode me ouvir, mas eu não poderia deixar de gravar essa mensagem. Construímos uma casa em que nunca moraremos juntos, sonhamos com filhos que nunca vamos ter, sonhamos com muitas coisas juntos que não conseguiremos realizar”, iniciou o vídeo.

Chorando, Thiago relembra os 13 anos que viveu ao lado da parlamentar e reflete sobre o sonho de ter filhos, que não poderá ser realizado. A vice-presidente do PL Mulher, descobriu o nódulo no pâncreas após uma bateria de exames para realizar a coleta de óvulos para o primeiro filho do casal.

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No dia 3 de abril ela passou por um procedimento cirúrgico para a retirada de um nódulo no pâncreas. Após o procedimento, Amália sofreu uma hemorragia e passou por outras cirurgias para reparar o problema e precisou ficar internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) em estado grave.

Emocionado, Thiago espera reencontrá-la em outro plano. “Jesus nos fez uma promessa e ele vai voltar, porque ele foi preparar mansões para a gente e quem sabe lá a gente vai poder ter os filhos que não tivemos. Morarmos juntos me uma casa muito melhor que a nossa, muito mais confortável, lá não vai ter dor, lá não vai ter pranto e você não vai ter nenhuma enfermidade. Você será completa”, declarou.

“Te amei muito, nesses 13 anos e vocês que estão me ouvindo tenham certeza da promessa de Cristo e valorizem quem está ao seu lado. Nunca deixe de dar um beijo, um abraço”, finaliza.

A deputada federal será sepultada em Mogi Mirim, município do interior de São Paulo, mesmo cemitério onde o pai dela, o ex-vereador Albino Bino Peres de Barros, de 71 anos, foi enterrado em dezembro de 2023, após sofrer complicações de diabete e não resistir. Detalhes sobre o velório de Amália ainda não foram divulgados.

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Veja o vídeo abaixo:

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Fatalidade

“Enterrei meu filho duas vezes”, diz mãe após troca de corpos em IML; famílias velaram e sepultaram pessoas erradas

Mônica Raquel Guadagnin enterrou o filho, de 24 anos, duas vezes após uma falha no processo de liberação de corpos no Instituto Médico Legal (IML) de Florianópolis. O caso, registrado em abril deste ano, resultou na troca de três corpos e levou famílias a velarem e sepultarem pessoas erradas.

Juliano Henrique Guadagnin, de 24 anos, morreu em um acidente de moto no dia 9 de abril. No mesmo dia, outros dois homens, Denner Dario Colodina, de 29 anos, e Patrick Nunes Ferreira, de 33, foram encontrados mortos em São José, em casos investigados como homicídio. Os três corpos foram recolhidos pela mesma viatura e encaminhados ao Instituto Geral de Perícias (IGP) da capital.

No dia seguinte, dois corpos foram liberados pelo IML para as respectivas funerárias para que as famílias pudessem realizar as cerimônias de despedida. Um deles foi entregue à funerária contratada pelos familiares de Juliano. O sepultamento ocorreu no mesmo dia, por volta das 17h, após o velório iniciado às 14h.

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“Dor que não acaba”

Horas depois de deixar o cemitério, Mônica recebeu uma ligação da funerária pedindo que retornasse à Central de Óbitos. Segundo ela, foi informada de que havia ocorrido “um problema com o IML”. O problema, na verdade, era a troca dos corpos.

O corpo de Denner foi entregue à família de Juliano, enquanto o de Patrick foi entregue à família de Denner. Os dois foram sepultados no mesmo dia, em caixões fechados, sem que os familiares tivessem contato direto com os corpos. O corpo de Juliano permaneceu no IML.

— Velar e sepultar um filho já é uma dor que não se acaba. Mas eu passei por isso duas vezes. Eu carreguei o caixão de uma outra pessoa achando que era meu filho — relatou Mônica.

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