Justiça
STJ mantém pena de Marcola por assalto milionário ao Banco do Brasil em Cuiabá

A Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) negou, por unanimidade, o recurso da defesa de Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola, mantendo a sentença de 7 anos de reclusão pelo assalto milionário à agência central do Banco do Brasil em Cuiabá. O julgamento, concluído em 4 de março de 2026, validou a dosimetria da punição aplicada em virtude da gravidade e do planejamento detalhado do crime, ocorrido em março de 1999 na Avenida Getúlio Vargas.
A estratégia da defesa contestava o cálculo da pena, buscando reduzir o tempo de condenação, mas os ministros entenderam que a punição foi aplicada de forma fundamentada diante da alta periculosidade da ação. O caso remonta a um dos episódios mais violentos do setor bancário mato-grossense, quando a organização criminosa utilizou um “modus operandi” sofisticado que incluiu o sequestro do gerente geral e de sua família. As vítimas foram mantidas como reféns para garantir que os assaltantes tivessem acesso à unidade fora do expediente e sem o acionamento de alarmes.
Portando armamento pesado, como metralhadoras e granadas, o grupo subtraiu R$ 6 milhões e U$ 199 mil em espécie. Conforme os autos do processo, Marcola teve papel ativo e estratégico na logística da invasão, sendo identificado como o responsável pela rendição direta dos familiares de um funcionário e pela vigilância da entrada principal da agência durante a retirada dos malotes.
A ministra relatora, Maria Marluce Caldas, destacou em seu voto que a elevação da pena acima do mínimo legal foi devidamente amparada pelo planejamento minucioso e pelo risco imposto à vida dos reféns. A magistrada ressaltou que a dosimetria é uma atividade discricionária do juiz, desde que baseada em elementos concretos e idôneos, como o arsenal de guerra utilizado na capital mato-grossense.
A decisão do STJ confirma o entendimento anterior do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) que, em junho de 2024, já havia revisado o caso para corrigir erros técnicos no cálculo final. Naquela ocasião, o tribunal estadual fixou o aumento da pena em metade devido à multiplicidade de agentes e ao uso de armas de fogo restritas. Com a negativa do recurso na instância superior, a sentença em regime inicial fechado e o pagamento de dias-multa tornam-se definitivos, reforçando o histórico criminal de um dos principais líderes de facção do país.
Fonte Olhar Juridico
É Direito
Mutirão Pai Presente oferece reconhecimento de paternidade e exame de DNA em Nova Mutum/MT

O Poder Judiciário de Mato Grosso realizará, entre os dias 3 e 8 de agosto de 2026, mais uma edição do Mutirão Pai Presente, iniciativa que incentiva o reconhecimento voluntário da paternidade e busca reduzir o número de crianças sem o nome do pai na certidão de nascimento.
A ação acontecerá em todas as comarcas do Estado, incluindo Nova Mutum. No município, pessoas interessadas em reconhecer a paternidade ou iniciar o procedimento de investigação com exame de DNA devem procurar o Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (CEJUSC).
O atendimento pode ser realizado pelo WhatsApp (65) 9.9999-3003, pelo telefone (65) 3308-3434 ou presencialmente no Fórum de Nova Mutum, localizado na Rua das Helicônias, nº 444-N, bairro Jardim das Orquídeas.
Embora o mutirão seja realizado entre os dias 3 e 8 de agosto, as audiências de reconhecimento de paternidade e a coleta de material para exame de DNA são oferecidas durante todo o ano.
Durante as audiências, as partes poderão formalizar o reconhecimento espontâneo da paternidade. Quando houver dúvidas sobre o vínculo biológico, será possível agendar a coleta de material genético para a realização do exame de DNA.
Para participar, é necessário apresentar documento oficial com foto, certidão de nascimento e cartão do SUS da criança, além do maior número possível de informações sobre o suposto pai, principalmente telefone para contato.
O Mutirão Pai Presente é coordenado pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), por meio da Corregedoria-Geral da Justiça, em parceria com o Governo do Estado, Ministério Público, Defensoria Pública e Associação dos Notários e Registradores de Mato Grosso (Anoreg-MT).
A iniciativa integra o movimento nacional Pai Presente, criado para ampliar o reconhecimento da paternidade e garantir às crianças e adolescentes direitos fundamentais, como identidade, cidadania e acesso aos benefícios legais decorrentes da filiação.
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