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CNJ dá prazo de 10 dias para TJMT explicar uso irregular de perfis no sistema PJe

O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) intimou o Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) a prestar esclarecimentos, no prazo de dez dias, sobre supostas irregularidades na concessão de perfis funcionais no sistema Processo Judicial Eletrônico (PJe). A decisão foi proferida pelo conselheiro Ulisses Rabaneda na sexta-feira (16).

A medida atende a um pedido do Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário do Estado de Mato Grosso (Sinjusmat), que denuncia a existência de uma prática administrativa institucionalizada no tribunal. Segundo o sindicato, servidores dos cargos de auxiliar, técnico e analista judiciário estariam operando o PJe com perfil de “gestor judiciário”, função que possui atribuições específicas e nível de responsabilidade distinto dentro da estrutura do Judiciário estadual.

Na representação, o Sinjusmat afirma que a concessão indevida do perfil configura desvio de atribuições, compromete a segregação de funções e fragiliza os controles internos do sistema. O sindicato também aponta riscos à rastreabilidade e à segurança dos atos processuais, além de possível violação aos princípios constitucionais da legalidade, moralidade e eficiência administrativa.

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Ainda conforme a petição, a prática contraria a Lei Estadual nº 8.814/2008, que organiza as carreiras do Judiciário de Mato Grosso com base em níveis distintos de complexidade e responsabilidade funcional.

Diante do cenário, o sindicato pediu, em caráter liminar, que o CNJ determine ao TJMT a revisão imediata dos usuários cadastrados como “Gestor Judiciário” sem ocuparem formalmente o cargo. A solicitação inclui a identificação dos servidores por unidade, cargo, data de concessão do perfil e a justificativa administrativa para cada caso.

No mérito, o Sinjusmat também requer a regularização definitiva dos perfis no PJe, com recadastramento geral, definição de critérios objetivos para concessão de permissões e revisões periódicas dos acessos.

Ao analisar o pedido, o conselheiro Ulisses Rabaneda decidiu adiar a análise da liminar até que o TJMT apresente as informações solicitadas. No despacho, ele ressaltou a necessidade de melhor instrução do processo antes de qualquer deliberação sobre medidas urgentes.

O procedimento tramita sem segredo de justiça no Plenário do CNJ e poderá resultar em determinações administrativas ao Tribunal de Justiça de Mato Grosso, caso sejam confirmadas as irregularidades apontadas.

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Fonte Folhamax

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Mutirão Pai Presente oferece reconhecimento de paternidade e exame de DNA em Nova Mutum/MT

O Poder Judiciário de Mato Grosso realizará, entre os dias 3 e 8 de agosto de 2026, mais uma edição do Mutirão Pai Presente, iniciativa que incentiva o reconhecimento voluntário da paternidade e busca reduzir o número de crianças sem o nome do pai na certidão de nascimento.

A ação acontecerá em todas as comarcas do Estado, incluindo Nova Mutum. No município, pessoas interessadas em reconhecer a paternidade ou iniciar o procedimento de investigação com exame de DNA devem procurar o Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (CEJUSC).

O atendimento pode ser realizado pelo WhatsApp (65) 9.9999-3003, pelo telefone (65) 3308-3434 ou presencialmente no Fórum de Nova Mutum, localizado na Rua das Helicônias, nº 444-N, bairro Jardim das Orquídeas.

Embora o mutirão seja realizado entre os dias 3 e 8 de agosto, as audiências de reconhecimento de paternidade e a coleta de material para exame de DNA são oferecidas durante todo o ano.

Durante as audiências, as partes poderão formalizar o reconhecimento espontâneo da paternidade. Quando houver dúvidas sobre o vínculo biológico, será possível agendar a coleta de material genético para a realização do exame de DNA.

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Para participar, é necessário apresentar documento oficial com foto, certidão de nascimento e cartão do SUS da criança, além do maior número possível de informações sobre o suposto pai, principalmente telefone para contato.

O Mutirão Pai Presente é coordenado pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), por meio da Corregedoria-Geral da Justiça, em parceria com o Governo do Estado, Ministério Público, Defensoria Pública e Associação dos Notários e Registradores de Mato Grosso (Anoreg-MT).

A iniciativa integra o movimento nacional Pai Presente, criado para ampliar o reconhecimento da paternidade e garantir às crianças e adolescentes direitos fundamentais, como identidade, cidadania e acesso aos benefícios legais decorrentes da filiação.

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